31 de jul de 2010

Um Anarquista... Sem dó maior

A grande bronca do Garanhão de Pelotas contra Lula não tem nada a ver com cores partidárias. Posto que, nem mesmo o próprio Lula tem partido hoje. Ele manda no PT, isso é diferente. Não é ter partido; é tomar o partido.

A bronca é que Lula ocupa há oito anos o cargo de presidente da República. Não é elogiado pelo Garanhão quando acerta, "porque não faz mais do que a obrigação; está lá para isso, nada mais que isso". Quando erra, leva pau "porque não está no Palácio para errar". Como Lula passou o tempo todo errando muito mais do que acertando, o Garanhão deita e rola. Simples assim.

Como, segundo profetizouou Zé Dirceu - O Vavá de Luxo,  "Dilma é Lula, de novo" - sobra para ela também. Pode ser que, em chegando lá, a criatura não erre tanto quanto seu criador. Mas nem por isso será elogiada, uma vez que será Lulalá para isso mesmo.

Quanto a Zé Serra e Marina Morena, não passam de candidatos - a espécie mais comum da fauna e flora política - e não fizeram ainda nada por merecer maiores atenções - nem a favor, nem contra; muito pelo contrário - já que "são apenas candidatos, sem obrigações firmadas com o povo brasileiro, a não ser pelo que lhes sai dos dentes pra fora" - desdenha o Garanhão.

E, nesse vai-da-valsa, o Garanhão continua lépido e faceiro na sua campanha intransigente contra qualquer forma de autoridade e dominação, tenha lá o feitio de política, de economia, de modelitos sociais, ou de jugos religiosos.

O Garanhão de Pelotas defende - principalmente aos sábados, eterna perspectiva de domingos - uma sociedade baseada na liberdade. Sabe que isso não cabe na cabeçorra de Lula, nem na bolsa Kelly de sua postulante predileta. Sabe também que jamais verá um governo em que todo o poder emane do povo e que em seu nome seja exercido.

Vai continuar insistindo no mesmo teclado sem dó maior, embora saiba que o samba de uma nota só se preste muito mais para se ouvir do que para dançar.

RODAPÉ - Nunca, jamais, o Garanhão de Pelotas vai sequer pensar em admitir que Dilma, Marina ou Serra sejam suas mães brasileiras! Outra coisa: quando fala em "liberdade" trata-se da liberdade responsável. É claro que ele quer ver goleiros Brunos, Mizaéis Bispos, Sarneys, Renans, Beira-Collors e similares fora desse sol esplendoroso.