19 de mai de 2011

HOMOAFETIVIDADE É ISSO


Pois então, o Garanhão de Pelotas, estava a cofiar candidamente seus pêlos pubianos, sem mais o que fazer e resolveu dar uma passeio pelo passado. Já que a Mala Suplicy e a Afro-Descendente Gil estão nesse mexe-remexe com as mãos nas cadeiras, em defesa de homoafetividade e homoafetação, o nosso lorde falido foi até a estante da saudade e capturou o vídeo em que Lula e Marroni se ajeitam as devidas gravatas para mais uma apresentação ao distinto público. Era véspera de eleição municipal na Princesa do Sul. O papo de bastidores merece ser requentado.

13 de mai de 2011

PRAIA DO CASSINO & PRAIA E CASSINO

Baixou no Garanhão de Pelotas aquele espírito de implicância que alimenta as relações entre as cidades de Pelotas e Rio Grande.  Sem mais o que fazer, nesses tempos de dolce far niente, resolveu implicar com os rio-grandinos, seus irmãos, amigos e líderes.
Reprodução
Pegou o telefone público ali do Café Aquário - coração citadino pelotense - e resolveu dar um trote no pessoal da Secretaria de Turismo da cidade papa-areia. Foi o próprio secretário quem atendeu solícito. E teve que engolir quieto a gozação sem sequer saber com quem estava falando:

- Não confunda praia do Cassino, em Rio Grande, com praia e cassino em Punta del Este.

O lorde cebeiro disse apenas isso assim, em tom de galhofa e desligou. Ganhou o dia. O cafezinho no balcão ficou bem mais gostoso.

RODAPÉ - Foi só por implicância. O Garanhão de Pelotas  adora a praia do Cassino. Todo ano tira uma boa temporada por lá.

11 de mai de 2011

A LUA PODE ESPERAR

Reprodução/Div.
Agora, o Garanhão de Pelotas, se deu conta de tudo: foi por essas e outras que o príncipe William e a duquesa Kate não tinham pressa nenhuma para começar a Lua de Mel.

6 de mai de 2011

HOMOAFETIVIDADES

Mirolhando o que passa pelas cabeças que mandam nessa grande República que é o Brasil, o Garanhão de Pelotas  ficou encucado quando o Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva.

Amigo de infância do expert em casamentos, Nelson Rodrigues, o Garanhão  logo se lembrou do velho jornalista e dramaturgo. Acha que, onde quer que Nelson esteja, ele se repetirá com enorme prazer: "Toda unanimidade é burra"!

O mesmo se dá com relação ao velho parceiro de noitadas muito loucas, o cantor Tim Maia. O Garanhão  tem certeza absoluta que lá pelas mesmas cercanias do além, Tim Maia nunca mais vai entoar o sucesso "Vale Tudo"... Aquele que avisava: "só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher"...

O nosso lorde de plantão lembra que decisão de juiz não se discute. Cumpre-se! Mas sempre há quem fique com um pé atrás: - União homoafetiva, tudo bem, mas casamento de viado, pooode?!?

RODAPÉ - É como diz o Garanhão de Pelotas, quando se faz filósofo: homoafetividade é uma coisa; viadagem é outra e assim como são os homens, são as criaturas; e como são as coisas, são os objetos. O lado ruim dessa coisa toda, pondera o Garanhão, é a homoafetação.

CALMA, SANTA!

Grande coroínha nos seus tempos de criança, quando escapou arranhando da pederastia rasgada, o Garanhão de Pelotas, já teve notícias de que mal foi criada pelo Supremo, a lei que reconhece a união homoafetiva já começou a ser bagunçada: o bofe do seu vizinho gay pediu a lésbica do terceiro andar em casamento.

O pároco da aldeia, ao saber que tinham a benção do Supremo, rezou um pai-nosso e dez ave-marias. Ele achou que nuncanahistoriadessepaís o céu foi tão bagunçado. O Garanhão  jura por tudo quanto é mais sagrado que o padre só ficou mais calmo quando se deu conta de que o Supremo, no caso, era um tribunal dos homens.

Assim mesmo, mandou avisar que só realiza a cerimônia depois da regulamentação da lei no Congresso Nacional. Observador atento, o Garanhão  garante que, pelo jeito de ser, de vestir, de andar, de olhar e de falar da maioria esmagadora dos políticos que habitam aquela tolerante Casa, isso não vai demorar nada. Nadinha.

MORAL DA HISTÓRIA - Homoafetividade, sim; homoafetação, no Brasil, nunca mais!

4 de mai de 2011

FIM DE CASAMENTO

O Garanhão de Pelotas  é um grande herói. É nobre, sensível e quando tem que endurecer endurece-se, pero sin perder la ternura. Não é daqueles heróis que ganham todas. Tem seus momentos de brasileiro-baixo clero, como todos nós que, por capricho dos deuses, não nascemos e nem nos fizemos políticos.

Um dos seus momentos de vacilo e fraqueza foi aquele tal de casamento com Mariana Bibiana. Quando se deu conta, já era tarde, Inês era morta. Viva era Mariana Bibiana. E foi por essa vivacidade que o Garanhão  acabou com a relação. Foi uma coisa assim, rápida e rasteira.

Pois, naquela noite, estavam ambos enrodilhados na alcova de seu ainda modesto bangalô, quando o telefone tocou. Ela, expedita, movimentou-se para atender. O Garanhão, mais rápido ainda, avisou-a:

- Se for para mim, diga que não estou.

Mariana Bibiana aquiesceu com um leve meneio de cabeça e, com voz sensual, atendeu:

- Sim, ele tá em casa...

O Garanhão  subiu nas tamancas e, em voz baixa e firme reclamou:

- Pô, eu não lhe disse que...
- Era pra mim, benzinho.

O casamento - maior mancada dos jovens tempos do Garanhão  - durou menos do que aquela ligação telefônica. No dia seguinte, nosso herói estava solteirinho pro resto da vida.

MORAL DA HISTÓRIA - O casamento é uma mulher demais e um homem de menos.

1 de mai de 2011

POR 50 PILAS!

Isso aconteceu lá pelos confins do segundo milênio, no século repassado. Então, por absoluto decurso de prazo e, em razão da validade vencida, o Garanhão de Pelotas  vai cometer a ousadia de revelar um de seus segredos mais bem guardados. Ele um dia se casou, tchê!

Até hoje, nem ele mesmo sabe se foi por amor ou por interesse. Casou. Casou e pronto. Foi com uma conterrânea, uma pelotense de escol, da nata - e que, de bonita não tinha nada. Mas deixa os detalhes pra lá.

Em Pelotas, para quem casava naqueles anos dourados, o it da moda era passar a Lua de Mel no Rio de Janeiro, capital da República e coisa e loisa.

Naquelas priscas eras, o simples fato de ir ao campo de aviação embarcar no aeroplano, era uma inusitada e chique aventura. Inda mais quando o aparelho era um Constelation da Varig, fretado pela Sadia.

Pois o galante Garanhão  cometera de uma sentada só (epa!) duas grandes arteirices: casou sem eira nem beira e viajou de Constelation.

Mariana Bibiana, sua dileta consorte, não era lá o que se poderia chamar de um peixão, mas o dote do velho sogro bem que financiava com sobras o vôo para a "capital e coisa e loisa".

Viagem vencida e roteiro mal enjambrado, pousaram em um hotel tão pouco estrelado quanto bem recomendado, ali no burburinho da Avenida Atlântica.

Casamento consumado de fato na alcova da estalagem, o ainda frangote Garanhão de Pelotas, deixou a noiva extenuada a dormitar o lindo sono do depois e saiu para um bordejo inocente ao cair da tarde, pela orla de Copacabana.

Menos de meia hora depois, ele chegava de volta ao hotel, quando uma piranha atrevida, rodando a bolsinha, se aproximou e lhe disse:

- Pra você, são só 50 pratas, meu bem.
- O quê, 50 pilas, tu tá tantan!

E se mandou para o apartamento nupcial. Não demorou muito, o Garanhão  saía de braço dado com sua feiosa, mas toda produzida, Mariana Bibiana para lhe mostrar o Rio e jantar no Barril.

Ainda nas cercanias da porta de entrada do hotel, ao passar pela decaída que o topara, além de vislumbrar um ar de deboche no semblante da sirigaita, ainda teve que fingir que não ouviu:

- Bem feito, seu pão-duro. Tá vendo só o que você arranjou por menos de 50 pilas?!?

MORAL DA HISTÓRIA - Não deve julgar-se injuriado pelo engano, aquele que conhece o seu engano.