29 de mai de 2010

O Garanhão em Roland Garros

O comentarista esportivo Garanhão de Pelotas neste momento está em Roland Garros. Não perde um jogo das irmãs Williams. Acha aquela calcinha cor-da-pele de Venus, um exagero. Dá nos nervos da gente. No bom sentido, é claro. O exagero para o Garanhão é ela usar aquilo: - Não tem a menor necessidade. Só atrapalha. E se exibe: - Vou trocá-la por uma camisinha de Venus.

Hoje se plantou na turma do gargarejo. Ficou o tempo todo sacando a Serena sacar. O Garanhão de Pelotas  adora tênis. Tênis, ele adora tênis, seu fanhoso! Ah, sim... O brasileiro Thomaz Belucci passou para as oitavas de final.

28 de mai de 2010

Sexta Dia das Bruxas e de Hai-Kai

O Garanhão de Pelotas se acometeu de nostalgia. Vai brincar de hai-kai, bem à moda antiga. Hai-kai, só para lembrar, é um poemeto em que, sem a necessidade de rima, a primeira e a terceira frases tem cinco sílabas; a do meio deve ter sete sílabas.

DANDY
Saiu bosseiro: / Camisa Volta ao Mundo, / Todo faceiro.

A BOMBA
Dona Judith... / Contra barata, usava / Super Flit.

EM TEMPO
Era maluco, / só dormia ouvindo / Relógio Cuco.

MAUTRIMÔNIO
Arroz de forno... / E nada mais comia. / Virou corno!

BY-BYKE
Garoto bobão / Pedalava a Monark / De pneu balão

QUE OMO, NADA!
Galã do Brasil, / Só usava camisa / Limpa com anil

27 de mai de 2010

Ele & Ela

Esses personagens invadiram o Brasil Da Silva. O vetusto, arcaico e venerando historiador Garanhão de Pelotas conhece bem a sua trajetória. Trata-se de um casal de classe operária que da noite para o dia se torna multi-milionário, ganhando sua fortuna em sucessivas corridas de burros aloprados e muitos bípedes aparvalhados.

No meio de tudo, a dupla contou também com a sorte de achar alguns cartões corporativos. Ele, tanto quanto ela, são verdadeiros artistas na arte da prestidigitação e da dissimulação.

Enquanto não chega ao hight society, o par de vasos se contenta com o reles poder de mandar, desmandar, fazer e não-fazer acontecer que exercem sobre seus animais de estimação.

A graça de sua história fica por conta do que o casal é capaz de fazer para não largar o osso. Se for preciso rir do Tribunal de Contas, ri; se lhe der na telha debochar da lei, da ordem e do progresso, debocha.

O par é a versão e mal clonada do casal original: Ele supera, dia após dia, até a sensação de azia que o acomete quando lê jornais que não o bajulam; ela, no desempenho de seu papel de calada da noite, a tudo consente.

No Brasil de Pafúncio e Marocas, a vida imita a arte. Mesmo que seja apenas uma antiga história em quadrinhos e não uma sarcástica superprodução atual do filho disso ou daquilo.

MARADONA DESNUDO

A ojeriza do Garanhão de Pelotas por requifafes com pé-frio em futebol o levou para longe do Palácio do Planalto, onde Dunga e Ricardo Teixeira transformaram os jogadores da seleção num alvo fácil para a conhecida urucubaca do Presideus Lula em matéria de jogo de bola.

Foi à cata de novas emoções. Misturou-se aos repórteres que entrevistavam Maradona. E quase enlouqueceu diante de mais uma ameaça vazia do obeso treinador da Argentina:

- Se conquistarmos o título na África, vou ficar nu no Obelisco!

O Garanhão pegou malas e bagagens, saiu às pressas para o aeroporto mais próximo e já se encontra na África do Sul. Em Joanesburgo, na pérgula do Holiday Inn Sandton, sorvendo um Dry Martini distribuiu para a mídia e para os hóspedes em geral esta foto, com um rápido texto-legenda...

Você conhece um bundão mais explícito que isso aí?!

26 de mai de 2010

Venus Desnuda

Não há nada mais saudável no mundo do tênis que ver Venus Wiiliams em quadra. É uma Venus Desnuda. No máximo vestida com aquele baby doll tomara-que-caia recém saído da alcova. Venus joga menos do que é capaz de mostrar. De qualquer maneira, o moralista Garanhão de Pelotas acha que já é hora do tênis feminino ser mostrado depois da meia-noite na TV.
O Ministério de Educação da França distribuiu ingressos para as crianças de colégios públicos assistirem jogos de Venus Williams em Roland Garros. O ministro vai acabar sendo processado por pedofilia.

Abertos os Arquivos Implacáveis do mais longo Happy Hour

Fotos: Serginho Macedo/Toninho Pontes e Garanhão de Pelotas
Este é o logotipo do happy hour mais longo do Planeta Terra. Só ele entra no fogo nessas horas. O resto é líquido e certo: come-se muito.

Com essa dupla dinâmica - Sérgio Macedo e Luiz Carlos Dias - tudo começou. Contrataram às escondidas o Garanhão de Pelotas para fazer a cobertura da edição 2009 dos happy hours mais longos da história dos brasís de todos os tempos. O fato foi consumado no dia 10, véspera de 11 de dezembro, à mesa 21 da Churrascaria Porcão, atração ímpar do Píer-21 no Lago Sul, em Brasília. O Garanhão de Pelotas cumpriu à risca o compromisso.


Todo mundo sabia, na Corte da Grande Ilha que o Garanhão de Pelotas tinha se travestido de fotógrafo e colunista social naquele happy hour combinado para começar no dia 10 de dezembro e terminar no dia 11. Só não sabia onde o Garanhão de Pelotas teria escondido seus arquivos implacáveis antes de sair a correr o mundo por aí afora, numa carreira tão desabalada que nem mesmo o presideus Lula e seus apóstolos conseguiram acompanhá-lo. Hoje, Serginho Macedo ou Toninho Pontes - há controvérsias - desvendaram os segredos do herói das quebradas pelotenses e internacionais. Revelam aqui e agora alguns flagrantes, antes que o Garanhão retorne à Capital dos Panetones. Da esquerda para a direita: Elisabeto Soares, Dirson Azambuja, Sérgio Siqueira, Toninho Pontes, Luiz Carlos Dias, Sérgio Macedo e Uílsom Moreira - todos ainda inteiros, posto que a távola redonda estava ainda em pratos limpos.

Aqui começava a expectativa pela primeira leva de acepipes e iguarias do happy hour de encerramento do ano passado. A maratona teve início às 13h de um dia e rompeu a fita de chegada pra lá de cinco horas de mais uma matinata em Brasília. Elisabeto Soares dá a primeira tomatada da festa; Sérgio Siqueira degusta o sorvo inaugural do liquefeito amigo Johnnie e Luiz Carlos Dias já invocava a primeira investida dos garçons.

Luiz Carlos Gerth Dias e Toninho Pontes, armados de cohibas no mesanino da Churrascaria Porcão - lugar do Lago Sul, em Brasília, blindado contra qualquer tipo de gripe que não tenha o malte como procedência. Toninho encara raivoso a pouca prática do Garanhão de Pelotas como fotógrafo. Dias sinaliza para Sérgio Macedo acabar com a ineficácia do colunista pouca-prática.

O médico Uilsom Moreira já planeja o Plano B de atendimento às prováveis amnésias etílicas do grupo flagrado pelo Garanhão, com o escritor e romancista inédito Dirson Azambuja - o grande mediador dos desmedidos acessos de fome zero e sede mil da confraria do Píer-21.

Furo do Garanhão de Pelotas na concentração de Dunga

Vamos começar pelo princípio. Dunga é o mais típico democrata do Brasil Da Silva. Deixou-se escolher por um único eleitor, o Ricardo Teixeira; escolheu sozinho - com a leve colaboração dos patrocinadores - os 23 jogadores que vai levar para a África; decidiu isolá-los do mundo, em Curitiba; proibiu a entrada do repórter Garanhão de Pelotas, só porque o perspicaz jornalista queria promover um treininho da equipe com a tenista Venus Williams. Assim mesmo, o Garanhão furou o esquema...

Nem a foto de Venus Williams pode entrar no Centro de Treinamentos do Caju... O Garanhão acha que ele não é romântico, nem poeta. Tem medo de alguma rima. (Mas não é esse o "furo").

Dunga e Paixão querem que Luís Fabiano confesse o que deram para ele comer antes do treino...

Káká, Beltrano, Cicrano, Fulano e Elano...

Dunga mostra como a defesa deve se comportar contra os atacantes adversários na África: lambada!

Dunga dá adeus antecipado à Copa da África. Prenúncio de um regresso precoce.
Mas, antes disso, um furo do Garanhão: Luís Fabiano disse para quem quisesse ouvir, "Quero igualar Ronaldo e Romário". Taí o furo ó, ele vai se aposentar! 
O garanhão agradece a chupada no arquivo de fotos de iG.com

23 de mai de 2010

Indígenas e Quilombolas

Internauta de nascença, o Garanhão de Pelotas recebeu de Almir Duarte, um dos fundadores do PT, hoje integrado às hostes tucanas, a seguinte mensagem:

Estou repassando um belo trabalho do general Bandeira, ilustre representante de Pelotas entre os generais brasileiros. O general Bandeira, dentre várias atividades, foi comandante de nossas Forças na Amazônia. Portanto, conhece o caminho das pedras. (Almir)


INDÍGENAS E QUILOMBOLAS
Gen Div Clovis Purper Bandeira

“A FUNAI está assumindo a posição do Senado brasileiro. Está criando Estados, Nações. Ela está criando o Estado dentro de um Estado, não compete à FUNAI criar um Estado
dentro de um Estado.”
(Denis Lerrer Rosenfield)


A revista Veja, edição de 05 Mai 10, publicou importante reportagem sobre a atuação da FUNAI, do INCRA, do CIMI, do CIR, e outras ONGs na criação de número crescente de hipotéticas terras indígenas e quilombos, numa verdadeira malversação do que determinou a Constituição de 1988. O artigo intitula-se, muito apropriadamente, “A Farra da Antropologia Oportunista”.

As determinações da Carta Magna vêm sendo alteradas por interpretações as mais esdrúxulas, através de normas e portarias de órgãos federais que, baseados em laudos de pilantropólogos de plantão, a soldo dessas Organizações Quase Governamentais, legislam e interpretam a seu bel-prazer o texto legal, usando da pirataria semântica para estender, retorcer e recriar o conceito de indígena e quilombola, sempre tentando e conseguindo aumentar o número de beneficiários da lei.

Inteligentemente, a lei não é atacada nem discutida, apenas estende-se o entendimento do que sejam indígenas e quilombolas, sem lógica ou critério.

Assim, o conceito de quilombo, área de homizio de escravos fugidos, foi sendo reinterpretado, ao arrepio da lei, de modo a abraçar situações que, fora de qualquer dúvida, não foram previstas pelos legisladores. Estes, aliás, estão sendo usurpados em sua função, pois FUNAI e INCRA criam normas que acabam tendo força de lei, sem que o Legislativo seja ouvido.

Está mais do que na hora de o Legislativo acordar e exigir respeito a suas prerrogativas de direito. E de o Judiciário impor o fiel cumprimento dos preceitos constitucionais sem que os mesmos sejam estendidos, deformados e ampliados conforme o interesse de determinados órgãos ideológicos do governo e de ONGs.

Para essas ONGs é um grande negócio ampliar o número de terras indígenas e quilombos, pois sua criação lhes permite angariar recursos financeiros de órgãos estrangeiros, e mesmo do governo brasileiro, para financiar a assistência pretensamente prestada aos supostos índios ou quilombolas.

Assim, são elas que alimentam os órgãos oficiais com laudos que justifiquem o trambique armado. Em 10 anos, esses organismos receberam mais de 700 milhões de reais da União. Só o CIR, no mesmo período, recebeu mais de 88 milhões de reais. Naturalmente, não foram prestadas contas do gasto do dinheiro repassado.

Dentro dessa livre interpretação politicamente correta do que sejam índios e quilombolas, o número de prováveis quilombos, menos de 30 em 1988, aumentou para cerca de 5.000. Grupos foram deslocados para regiões onde nunca residiram e aí, orientados pelos “antropólogos”, reivindicaram e ganharam a posse das terras. O CIMI trouxe para o Brasil, inclusive, índios que viviam na Argentina e no Paraguai e que nem falam português.

A reportagem entrevista brasileiros que viraram índios, comprando em lojas de artesanato cocares feitos de penas de galinha, sendo ensinados por sacerdotes e “peritos” a respeito das lendas e coreografias de suas crenças “ancestrais”, para exibição a repórteres e turistas interessados.

Noutro prodígio de inventividade, foram criadas populações indígenas ressurgidas ou renascidas, como descendentes dos antropófagos tupinambás (extintos no Séc. XVII). Como terá sido possível esse ressurgimento? Trata-se de engenharia genética? Clonagem? Milagre divino?

Qual a dimensão territorial desse assalto indecente e impune? A soma das áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da área do país. Somando-se assentamentos da reforma agrária, cidades, portos, estradas e outras obras de infraestrutura, chegamos a 90,6% do território nacional.

A atividade produtiva, portanto, tem que se contentar com menos de 10% das terras brasileiras, e continua sob ataque: há previsão de criar mais 1.514 reservas e 50.000 lotes de reforma agrária.

O mais grave, porém, é que esses processos fajutos, montados em cima de laudos de encomenda e evidentemente forjados e forçados, são acolhidos pela Justiça e resultam em desapropriações de fazendas e até de povoados, tudo naturalmente pago pelos cofres inesgotáveis do estado, ou seja, por nós todos, brasileiros não agraciados pelo reconhecimento oficial como pertencentes a minorias social e historicamente prejudicadas.

Diz-se que a Justiça só reage a denúncias, nada pode fazer sem que o crime chegue oficialmente a seu conhecimento.

Aguardemos, então, que os operosos Ministério Público Federal e Polícia Federal, de posse das notícias contidas em reportagem da grande imprensa, investiguem-nas e ofereçam denúncia contra os responsáveis pelo crime de lesa-pátria que vem ocorrendo de maneira impune, não obstante as reclamações ignoradas, de autoria de articulistas que não recebem a atenção devida por serem considerados ideologicamente comprometidos com o agronegócio.

Se fossem partidários das teses esquerdistas de ataque à propriedade privada e de bajulação dos “movimentos sociais”, por certo já teriam sido levados em conta. Ou recebido algum mimo oficial para ficarem de bico calado.

CONAR, NADA A VER

Publicitário pela própria natureza, o Garanhão de Pelotas concedeu uma coletiva ontem à imprensa, anunciando as suas conclusões sobre a inércia do Conar diante desse mar de enganação que tomou conta dos meios de comunicação do país.

Ele foi rápido e rasteiro. Para ele há duas grandes e irrefutáveis razões para que o Conar - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária ainda não tenha tirado do ar a propaganda enganosa que o governo Lula promove da imagem de Dilma Roucheffe como a nova dona do Palácio do Planalto:

1) Trata-se de uma organização não-governamental, portanto não tem nada a ver com coisas de governo; 2) foi criado para impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas - assim é que também não tem nada a ver com a defesa do povo.

O Garanhão de Pelotas - que fez a barba antes da entrevista - é o mais saliente líder de uma legião de simplórios dispostos a derrubar a diretoria do Conar e deixar a entidade acéfala pelos próximos anos de governo que vem por aí. Garante que ninguém vai notar a diferença.

CONAR - Nada a Ver...

Há duas grandes razões para que o Conar - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária não tenha até agora tirado de circulação a propaganda enganosa do governo Lula vendendo a imagem de Dilma Roucheffe: 1) trata-se de uma organização não-governamental - quer dizer, não tem nada a ver com o que o governo faz; 2) foi criada para impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas - não tem nada a ver com o povo.

21 de mai de 2010

Ô Cara, me dá o meu aí!

Cara, aqui quem tá falando é o Garanhão de Pelotas! Deixa eu te lembrar, Cara: a contabilidade já foi feita e refeita, o rombo nos cofres públicos do teu Brasil Da Silva, está comprovado, ultrapassa a casa dos R$ 69 bilhões por ano.

E pelo que tenho visto e ouvido nesses núcleos de campanhas presidenciais - qualquer um deles: de aloprados a tucanos e matas virgens - tudo vai ficar assim como está, só para ver como é que fica.

Nenhum deles até agora mostrou um mísero rabisco, um reles rascunho, um triste dedo mindinho de uma política efetiva anticorrupção.

Pô, Cara, com um pouco de paz aqui na nossa terra - nossa, se o teu MST deixar - bastaria que homens de boa vontade, ou aquelas tuas "pessoas não comuns" enviassem o rol de roupa suja para qualquer lavanderia registrada numa Junta Comercial e em dia com o Fisco, para mandar tirar as manchas da impunidade, da distribuição de cargos, do caixa dois nas campanhas, da morosidade cúmplice da burrocracia e da conivência da sociedade. Pronto! O Brasil ficava limpo e rico. Sei, sei, aí já não seria mais só Da Silva.

Mas não, vocês tão nem aí para essas coisas de pessoas comuns. Depois vem você, ô Cara, vem o Pelé e mais as torcidas do Flamengo, do Corinthians e de todos os times do Brasileirão dizerem que "o brasileiro não sabe votar". Aqui ó! Aqui ó pra ti! O brasileiro, coitado, não tem em quem votar.

Começa que o voto é uma arma que lhe tiraram da mão e viraram contra ele. Votar não é direito nessa democracia que tu herdaste e conservaste, Cara; votar é obrigação.

Continua que os partidos são currais em que só os patrões e seus capatazes podem embretar o gado para botar cabresto ou para ser malhado na cabeça, bem no meio dos chifres. São eles que fazem da nossa vida a arte da escolha e nos impingem portadores de fichas falsas, borradas a mais não poder, como se fossem limpas.

Cara, ouve bem o que o Garanhão te diz: - Pra pegar na mão um ficha suja desses, nem que ela fosse escrita em papel higiênico, a gente escaparia daquela sensação de enjoo que nos corrói o estômago, mais que aquela azia que tu sentes quando lê jornal. 

E aí, acaba que a dinheirama toda que escorre dessa farra dos bois, das vacas, dos bodes, das cabras da peste, dos porcos, dos que se metem de pato a ganso, dos burros em que vocês transformam o pobre brasileiro, vai todo para o leilão das almas.

Vai para os espíritos desarmados que são comprados por rações miseráveis, de esmolas com nomes notáveis como bolsa-famiglia, lixo é luxo, luz para todos, minha casa/minha vida, empréstimo consignado, fome zero e outras moedas baratas que integram a legião dos golpes na nuca que reforçam a "estratégia da governabilidade por coalizão" - codinome da velha cooptação.

E assim é que, sem se ruborizar tu alegas, ô Cara que 7,71% de aumento nos ganhos dos aposentados com mais de um salário mínimo "até podem ser admitidos", mas que o fim do Fator Previdenciário "que previne as aposentadorias precoces" explodiria os cofres da Previdência Social que, em 20 anos, estaria estourado em R$ 40 bilhões.

O quié isso companheiro; o quié isso, Cara?!? O que são R$ 40 bilhões em 20 anos se, no mesmo período só a corrupção vai tirar do Brasil inteiro mais de R$ 1 trilhão e 400 bilhões?!? Ô Cara, pergunta pro Lulinha o que é um boi pra quem tem uma estância?!? Arranja outra lorota mais convincente que o Garanhão de Pelotas intercede junto ao Mohamoud Ahmadinejad para que ele não descumpra o acordo de cavalheiros que ele fez contigo. Afinal, alguém tem que ser cavalheiro nessa ópera bufa.

Ahhh, antes disso, me dá um cartão corporativo do governo aí, Cara... Senão, não voto no teu poste preferido! Nem que a vaca tussa.

Pra Gente Grande

É tanto padre, tanto pastor, tanto beato pedófilo deitando, rolando, roncando e fuçando por aí que agora o Garanhão de Pelotas já tem certeza: igreja não é coisa pra criança.

De Craques, Anões, Príncipes e Sapos...

O repórter esportivo Garanhão de Pelotas já se encontra nos arredores da concentração da seleção brasileira no Paraná. Ao descobrir que Kaká seria o primeiro jogador a chegar ao aconchego do elenco de Dunga, o Teimoso e o Zangado nesse conto de fadas, foi furungar o que há de esqusitio pelo noticiário que emana da CBF.

Ninguém gosta mais do futebol do Kaká  que o Garanhão, mas para ele, não convocar Ronaldinho Gaúcho e Ganso para a provável e inevitável "eventualidade" é, mais que uma temeridade, a profunda irresponsabilidade de quem tem a demasia do poder de pensar e agir por uma nação inteira.
O Garanhão de Pelotas - sabe com exclusividade - e todo mundo abertamente está careca de saber, inclusive os adversários do Brasil na Copa, que o principal craque do nosso meio de campo está com o púbis deslocado. Não, não vá pensando que é ignorância médica do intrépido repórter: Kaká, o Dengoso Crescido da história dessa seleção de pelo menos sete nanicos do nosso futebol, está com as partes pudendas na cabeça há bom tempo.

O erudito desportista Garanhão de Pelotas alerta: - Esta será a segunda Copa do Mundo que Kaká vai disputar podrido. Tá bichado. Da outra vez não era deslocamento pubiano. Era então um bode ali pelas cercanias da rótula, hoje conhecida como a digna patela.

E completa, como quem acha que os sintomas vão continuar e a bola de Kaká não vai renascer: - Foi de  tanto ajoelhar e rezar.

O Garanhão relembra ainda que os dois melhores jogadores brasileiros para a sua posição, relegados por Dunga - Mestre e Feliz ao mesmo tempo -  andaram reclamando e "dando respostas dentro de campo" para o Príncipe Encantado dessa versão esportiva da Branca de Neve.

Para o atento repórter, no entanto, isso no Brasil Da Silva não é problema algum: -  Pois se fosse, o presideus Lula não teria convocado o sacrossanto Mangabeira Unger para o seu time de apóstolos, logo depois que ele disse, escreveu e assinou embaixo que "o governo Lula é o mais corrupto da história do Brasil" - chutou o ácido crítico querendo provocar azia no poder constituído.

Garanhão conclui com a simplicidade dos justos que após suas declarações de contrariedade e do púbis exaurido de Kaká, Ronaldinho e Ganso talvez tenham até aumentado suas chances de ir para a África do Sul.

E pronto se mete a filosofar: - Afinal, assim como na política, o Brasil é o País do Futebol. E vice-versa, ao contrário, certamente do mesmo jeito diferente. E, ao fim e ao cabo, sabe-se lá por onde andará o púbis do Dunga...

A essa altura do campeonato que nem começou, o Garanhão de Pelotas, mostra a face mais cruel de sua morbidez futebolística: - Se alguém descobrir, anime-se, vá até lá e beije o príncipe. Aí ele vira sapo.

E, então, magnânimo e sarcástico, rememora Leonel Brizola e previne: - Mas cuidado, se o sapo for barbudo, será bem pior!


LINHA DIRETA
Hélio Freitag
Diário da Manhã - Pelotas RS

NO dia 21 de maio de 1970 o Museu Carlos Ritter era aberto oficialmente em Pelotas para visitação pública. O Museu está completando 40 anos.

QUEM nasceu no dia 21 de Maio de 1895 foi o saudoso professor universitário e renomado advogado Dr. Bruno de Mendonça Lima. Era natural de Rio Grande.

CIDADELA – Buffet e Grelhados (XV de Novembro, 662 – telefone 3028-8850) também já está servindo delicioso mocotó, às quartas, sábados e domingos. Receita com segredo familiar.

PACTO-CAEX – Casa do Amor Exigente realiza almoço beneficente neste domingo, dia 23, a partir das 12h, no Salão da Igreja São Cristóvão (Rua Lindolfo Collor, 78). No cardápio: carreteiro e feijoada, ao preço de R$10,00.

ATÉ agora não foi divulgado quanto é que foi arrecadado com a recente palestra beneficente de Eliezer Batista em prol do Pronto Socorro Municipal de Pelotas. Também não se sabe qual foi a sua doação pessoal para o nosso Pronto Socorro. Veio a Pelotas mais para aparecer em crônicas sociais do que para fazer benemerência. E ainda tem gente que se prestou “para fazer moldura para esse quadro”...

QUANDO o Hipódromo da Tablada voltará a ter suas tradicionais domingueiras turfísticas???

HOJE, às 8h30min, no Secretariado Diocesano, o Bispo Dom Jacinto Bergmann recebeu representantes da imprensa especialmente convidados para um café da manhã. No último dia 16, a Igreja celebrou o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o tema “O padre e a pastoral no mundo digital. Novos meios de comunicação a serviço da Palavra”. “Mesmo se diretamente o papa Bento XVI escreve aos sacerdotes na sua tradicional carta para esse dia, indiretamente a mensagem é para todos que têm um compromisso com a Boa-Nova, que é Caminho, Verdade e Vida. O nosso café da manhã será também ocasião de falarmos dessa mensagem do papa, estreitarmos o vínculo de amizade que une a Imprensa e a Igreja de Pelotas, reforçando assim uma parceria que tem dado certo”, observa Dom Jacinto Bergmann.

QUANDO é que vão construir um novo hospital em Pelotas?

A CRIMINALIDADE tem aumentado muito na cidade nos últimos meses. Não apenas aqui é claro. Mas já tivemos uma cidade menos violenta. A legislação brasileira é uma das mais frouxas do mundo, mesmo para crimes violentos e torpes.

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
A mulher faz aniversário e pede para o marido um presente.
- O que você quer de presente?
- Um que vai de 0 a 100 em 10 segundos.
À noite o marido traz uma caixa e diz:
- Seu presente está aqui!
Ela abriu e era uma “balança!” (Hi...Hi...Hi...)

RODAPÉ - Ei, meu preclaro, Hélio Freitag... E na rebarba daquele texto sobre o sigilo do nosocômio... E pra Girafa da Cerquinha, nada?!? Cuidado que ela fica maluca.

20 de mai de 2010

Garanhão em Linha Direta com Azonasul

Aí então, o Garanhão de Pelotas mirolhou a marcha dos prefeitos em Brasília - coisa de quatro a cinco mil deles - e viu que as prefeituras da Azonasul - organismo públicos e notórios do Cone Sul - estavam bem representadas. E bem assessoradas pela entidade.

Uma van fez o "transfer" do bem comportado grupo o tempo todo; conduziu-o aos restaurantes de melhores pratos e mais acessíveis preços, andou para cima e para baixo e essas coisas que o tirocínio de Henrique Alves Feijó pode proporcionar. Ele é do ramo.

Nessa azáfama -  boa essa! - só não puderam, os senhores intendentes evitar, a censura que o governo do PT fez ao filme "Calvário". Para o bem de todos e felicidade geral da nação, os assessores de Dilma

Na terça-feira, numa entresafra do roteiro oficial, o Garanhão de Pelotas foi almoçar com Feijó. O Carpe Diem serviu de rotunda para as conversas serem colocadas em dia. Entre lascas de bacalhau e um comportado chopinho claro - que vinho àquela hora dá sono - o Garanhão foi agraciado com mais uma edição do Linha Direta, coluna do denodado jornalista Hélio Freitag.

É a isso que o blog se dedica nesse momento. O que foi conversado com o executivo da Azonasul é sigiloso. Tanto quanto um desses cartões corporativos que vagam pelos brasís afora. E adentro. Leia o recado quem vem do frio:


LINHA DIRETA
Hélio Freitag
Pelotas-RS

O PRIMEIRO jogo do Brasil, na Copa do Mundo, será dia 15 de junho, às 15h30min, contra a Coreia do Norte. Muitos lojistas planejam liberar os funcionários durante a partida e retomar as atividades depois. O objetivo é não perder clientes e nem desmotivar as equipes de trabalho. Funcionário que mora perto da loja, não vai ter problema. Mas aqueles que residem nos bairros, distantes da área central e que dependem do transporte coletivo, vão ter mais dificuldades de retornar após o jogo.

TENHO um amigo, dono de uma loja, que já traçou o seu esquema para os dias de jogos do Brasil. Ele vai promover confraternização entre os funcionários que irão assistir as partidas na própria loja, até porque o movimento de clientes será praticamente zero.

ACADEMIA Sul-Brasileira de Letras está completando, hoje, 39 anos de atividades. Fundada pela saudosa escritora, historiadora, atriz e poetisa, Magda Costa, o Sodalício tem na presidência o professor e escritor Jandir Zanotelli. Cumprimentos aos confrades que integram esta Academia que parte firme e forte rumo aos 40 anos em 2011.

APROXIMADAMENTE 4 mil prefeitos, de todo o País, estão participando da 13ª Marcha em Brasília. Alguém lembra o tema tratado por ocasião da 12ª Marcha? Nem eu! Prefeitos fazendo turismo, com acompanhantes, na Capital Federal com dinheiro do contribuinte. Apenas isso.

O TENENTE CORONEL da reserva José Carlos Riccardi Guimarães, candidato (Chapa “A”) à presidência da Associação dos Oficiais da Brigada Militar estará em Pelotas hoje para um encontro com os associados oficiais da BM da região Sul que estão sendo convidados para o evento. A reunião será às 11h, no auditório do Círculo Operário Pelotense, na Rua Dr. Cassiano, nº 40. A eleição para a diretoria e conselhos deliberativos e fiscal da entidade será no dia 28 de maio e os associados do interior poderão votar por correspondência, a partir do recebimento das cartas enviadas pela Comissão Eleitoral da Asof. Maiores informações pelo telefone 3229.1045/9982.5051.

NO DIA 20 de Maio de 1900 assumia a presidência da Sociedade Agrícola e Pastoril do Rio Grande do Sul (atual Associação Rural), o Dr. José Cipriano Nunes Vieira.

COMPLETA 82 anos de idade, hoje, o estimado amigo Dr. Hugo Poetsch que marcou época em Pelotas e na região como industrial, fundador da antiga Fábrica de Conservas Agapê. Foi presidente do Centro das Indústrias de Pelotas e um dos principais incentivadores para a criação do Distrito Industrial além de outras atividades que exerceu junto a diversas entidades. Cumprimentos ao Dr. Hugo Poetsch com votos de muitas felicidades.

TAMBÉM aniversaria hoje o amigo José Luiz Machado da Fonseca, diretor do Expresso Embaixador e ex-presidente da Associação Comercial de Pelotas. Completa 62 anos de idade. Parabéns!

NO DIA 20 de Maio de 1979 morria, em Pelotas, o Irmão Gabino Gerardo, professor do Colégio Gonzaga.

Em 1994 a CTMR (Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência) inaugurava sua magnífica loja na Rua General Osório esquina Avenida Bento Gonçalves na administração do saudoso ex-presidente Fernando Manta. Hoje o prédio foi transformado em sede da Igreja Universal.

MINEIRIN
Dois ‘mineirinhos’ conversando:
- Zé... fala uma coisa ruim!
- Minha sogra!
- Não, sô! Coisa ruim de cumê!
- A fia dela!!! (Hi...Hi...Hi...).

19 de mai de 2010

O Garanhão e a "Paradinha" do Pênalti

Em suas delirantes viagens pelo mundo afora, o Garanhão de Pelotas estava nesta segunda-feira em Zurique, ao sopé dos Alpes, quando soube que a Fifa tinha acabado com a paradinha nas cobranças de penaltis. Deixou de lado a loura gelada que lhe fazia bem e foi até à sede do futebol mundial.

Depois de um rápido papo com Joseph Blatter, mandachuva que pegou o lugar do vetust e eterno nadador João Havelange, foi encaminhado para o Bureau da Copa do Mundo. Não gostou da conversa com os cartolas que não deram nenhuma atenção ao passado futebolístico do nosso craque.

Ao perceber que não manifestaram o mínimo interesse por sua trajetória pelos times do Brasil, Farroupilha, Pelotas e até do Bancário F.C. nos gramados gloriosos da campeoníssima Princesa do Sul, o Garanhão de Pelotas lhes deu as costas (epa!) e, com odiento desprezo, lhes deixou um bilhete de profundo e explícito conhecimento de quem é do ramo:

Se o cobrador não pode burlar o goleiro na hora da cobrança, então o goleiro também não pode fingir que vai para um canto e se jogar para o outro. Se não pode haver engodo no futebol, então acabem também com drible!

O Garanhão de Pelotas
Tricampeão Juvenil pelo Farroupilha.
Goleador de todos os tempos do Paulista F.C.
Artilheiro de todos os treinos do Estrela, do Seu Nelinho
Autor do Gol do Milênio na Charqueada São João

18 de mai de 2010

Aquarianos
A foto da Esquina das Falsas Verdades da terra do Garanhão é de Vilmar Tavares.

O PADRE BEBUM E A INJEÇÃO

Sempre que anda por São Paulo, o Garanhão de Pelotas se depara com coisas do arco da velha. Agora foi essa bagaceirada do padre que, caindo de porre foi surpreendido pela polícia dentro de seu carro, sem batina e sem mais nada a não ser os badalos. 

O Garanhão chegou à brilhante conclusão de que o padre não gosta de usar buzina, prefere badalar para chamar a atenção no meio desse trânsito paulista, doido de dar com um pau.

O nosso furungador repórter eventual, quis saber detalhes sobre a ocorrência que chegou a ameaçar o factóide do acordo de Lula com Ahmadinejad em Teerã. Ficou logo sabendo que se trata do padre Silvio Andrei Rodrigues, de 40 risonhas primaveras. Figura pra lá de conhecida por suas apresentações na emissora católica TV Canção Nova.

E o Garanhão foi mais fundo: soube que Rodrigues é sacerdote de uma paróquia no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Ele estava em Londrina - onde atuou por mais de dez anos. Foi lá para celebrar um casamento. Provou mais que o vinho do altar. Encheu a cara.


Aí, deu no que deu. Andava na gandaia por Ibiporã, plena região metropolitana da cidade onde fora praticar o ato religioso, quando foi flagrado pela patrulha da zona. Só não babava no colarinho branco porque estava dirigindo pelado, leve e solto, mas foi logo sendo acusado de corrupção ativa, ato obsceno e embriaguez ao volante.

Ao ter acesso ao auto de prisão, o Garanhão de Pelotas viu que os PMs juram por tudo que é mais sagrado que Silvio Andrei ofereceu R$ 490 para não ser preso, que estava embriagado e que havia uma garrafa com cachaça no carro.

O queixo do Garanhão quase caiu quando soube que o padre é acusado também de propor sexo oral a um PM ao ser abordado quando dirigia vestindo apenas uma camisa.

Quando o advogado do padre, Zé Adalberto Cunha apareceu o Garanhão de Pelotas se aproximou e conseguiu ouvir as primeiras justificativas repassadas para o delegado: - O meu cliente retirou a batina porque vomitou. Ele toma antidepressivos e bebeu vinho no casamento, perdeu a memória, passou mal e vomitou.

Reprodução/cancaonova.com
Tanto perdeu a memória que esqueceu de uma garrafa de pinga no banco do carro. Mas, advogado que é advogado, não perde tempo. Zé Adalberto já esboçou a tese de defesa: o padre foi acometido de uma crise de hipertesão e decidiu seguir à risca a receita do ínclito Zé Temporão, discípulo da Saúde de Lula. Como os sintomas não persistiram, o padre já está fora das grades.

Para se livrar da ressaca do quase coma alcoólico, aplicaram-lhe uma injeção de glicose. Padre Silvio não reclamou da picadura.

16 de mai de 2010

AS COBRAS MORTAS DO BUTANTAN

Na manhã deste sábado, um incêndio no laboratório de répteis do Instituto Butantan, na zona Oeste de São Paulo consumiu a maior coleção do mundo de cobras dos trópicos, com 85 mil exemplares.

O Garanhão de Pelotas estava na capital paulista. De imediato, despertando o grande repórter que há dentro dele, entrou em contato com o instituto para agendar uma entrevista com o diretor do museu. Quem o atendeu foi a telefonista de plantão.

Diante da ansiedade na voz do Garanhão, a diligente servidora terceirizada, o tranquilizou com a serenidade de quem carrega no currículo uma carterinha do partido de ocasião: - Não se apavore, senhor... Acalme-se, quando as chamas atingiram as 85 mil cobras elas já estavam todas mortas há muito tempo.

O Garanhão de Pelotas quase foi à loucura. Antes de destruir um dos seus 1001 celulares, ele ainda teve tempo de ironizar: - E você, não se queimou, não?!?

Politicamente correto, desvencilhou-se do celular, jogando-o numa lixeira de produtos recicláveis. Ao tempo em que desbloqueava outro dos seus 1000 celulares, falava com seus botões: - Essa tá prontinha pra ser candidata à Presidência da República.

15 de mai de 2010

Pelotas, a Monegasca

Você já esteve em Mônaco? Visitou Le Casino Monte Carlo, alguma vez? Então dê uma olhadinha neste fim de semana no GP de Fórmula-1 e, na segunda-feira junte malas e bagagens e viaje para Pelotas. Esse monumento aí é o Grande Hotel, flagrado pelas lentes de Vilmar Tavares que passeava numa noite vazia pela praça Cel. Pedro Osório. A cidade é toda bordada por esse tipo de arquitetura. O Grande Hotel já foi cassino, já foi hotel. Hoje, é patrimônio da Prefeitura. A cidade não sabe bem o que fazer com ele.

O Perfil Palpável do Garanhão de Pelotas!


Pelo traço publicitário de Thiago Siqueira de Pinho, o Thick - começa a surgir o perfil físico, material e palpável (epa!) do Garanhão de Pelotas, nascido - digamos - na cidade que lhe empresta o nome e criado numa mesa do bar Garota de Ipanema, no Rio de Janeiro, nos primórdios do anos 80 rodeado pelo requinte de generosas tulipas de chope. O Thick, não; quem nasceu cercado de generosas tulipas foi o Garanhão.

14 de mai de 2010

Pobre Bebeth!!!

Com um tracanaz de pão cacete no bolso esquerdo do seu puído paletó de riscas brancas sobre um cinza profundo e um exemplar do jornal a Opinião Pública emergindo do bolso direito, Zé Amaro deixou o Café Aquário naquele final de manhã, rumo à redação do ainda não-oxigenado Diário Popular.


Tinha algumas boas razões para ir até lá: rever bons e gentís amigos; filar o jornal do dia; reencontrar seu benfeitor predileto, o diretor do matutino, Clayr Rochefort de quem, com toda certeza, ganharia atenção suficiente para salvar mais um suculento completo no Mercado Municipal.


Era uma segunda-feira. Zé Amaro ainda trazia na alma, alguns arranhões que o cronista mais famoso da cidade havia lhe deixado, numa escaramuça de uma briga rápida de rua, em plena esquina do Aquário na manhã daquele domingo recente. Uma troca de tentaivas inglórias de tabefes por alegres implicâncias.


Foi uma briguinha muquirana. Daquelas de quem não foi feito para brigar. Mas, escandalosa: tinha sido o filho da consagrada soprano internacional Zola Amaro contra o cronista citadino do soçaite e da champanhota. E Zé Amaro reconhecia dele para ele mesmo: - Acho que exagerei um pouco; impliquei demais com a dondoca.


No fundo, no fundo - remordia-se - ele tinha ciúme do sucesso e da beleza daquele rival de namoriscos com jovens alcoviteiros bem dotados. Era uma concorrência desleal, pensava: -  Essa nojenta, exibida e colorida tem uma página diária e inteira de jornal para fazer propaganda de si mesmo.


E ruminava: - Um descalabro, um desaforo! E outra coisa: essa biba freqüenta o Clube da Chave; eu tenho que me contentar com o Miloca!


Confessou de si para si que merecera levar umas unhadas. Mas - dizia para seus poucos botões - adorava inticar com o cronista que, se não chegava a ser enrustido, não andava por aí assim a bandeiras despregadas, como ele que ao lado de Ruizinho fazia furor nas rodas da juventude transviada daqueles anos dourados. E como o seu era dourado! E adorado.


Tanto era que Zé perdera os hotéis que sua família lhe deixara como herança e agora vivia de óbulos em troca de ósculos de rufiões desalmados e ambiciosos.


Por isso mesmo, sempre que tivesse oportunidade - dizia de si para si - implicaria com o o seu desafeto que, assumia mas não saía do armário. E Zé resmungava: - Até casada essa bichona é. E com uma mulher linda de morrer; Bebeth é podre de chique! 


Com meio charuto apagado entre os dentes gastos e cheios de picumã, Zé Amaro, no meio do caminho para o jornal - bem defronte onde sempre foi o Garbo Magazine - levantou os olhos e deu com eles na figura elegante e esbelta do cronista que deixara sua página de terça para ser baixada pela redação e agora se dirigia para sua butique ali naquelas cercanias.


Não houve como evitar. Ambos trocaram a imediata sensação de que um novo bafafá poderia eclodir. O colunista social, manteve-se na dele. Passou, lado a lado por Zé Amaro. Fingiu que não o tinha visto; na maior dignidade. Zé, menosprezado, estanca no meio da calçada. Vira-se irreverente para trás, coloca as mãos nas cadeiras e juntando o joelho direito ao menisco da rótula esquerda, exclama alto e bom som, no tom mais irônico, atrevido e penalizado que conseguiu imprimir a sua potente voz de tenor:


- Pobre Bebeth!!! Huuuui!


E assim, na certeza de ter inticado uma vez mais com seu duelista e ter revelado a todos seu óóóódio total, seu maior e mais absoluto desdém por aquele belezinha rara, retomou seu caminho para o escritório do jornal onde, certamente, lhe obsequiariam com mais um jornal e uns providenciais trocados para  a janta.

Nem foi preciso chegar lá. Na equina seguinte, onde era o Wolens Magazine, o então repórter político Carlos Eduardo Behrensdorf, lhe passou a encomenda que o editor Clayr Rochefort tinha enviado, o jornal de terça e uma graninha suficiente para um mocotó, no Mercado, com um bilhete:

- Zé, aproveita que na Banca 7 estão fazendo uma promoção, quem achar um fio de cabelo ganha um pente de osso, marca Flamengo. 

O Garanhão pelas páginas do Diário da Manhã

LINHA DIRETA
Hélio Freitag
Diário da Manhã - Pelotas RS
AGÊNCIA incomum – insights em propaganda, é a responsável pelo material publicitário da 18ª Fenadoce que começa a ser veiculado em breve.


CÂMARA aprovou projeto do vereador Eduardo Macluf (PP) para denominar a Rua Sete do Loteamento Bouganville de Jacob Bainy. A Lei Municipal está sendo publicada em outra página desta edição do DM.

UM CASAL foi fazer saliência num motel da cidade. A conta foi paga com cartão de crédito pelo cidadão – que passou a seguir a risca o conselho do ministro Temporão, da Saúde – para resolver o seu problema de hipertensão: fazer sexo cinco vezes por semana (Tá difícil, diz ele). Só que o cartão de crédito utilizado (por engano) foi empresarial e, dia 10, a fatura bateu na loja que é dirigida pela esposa do comerciante. Não era ela quem estava em sua companhia no Motel. Tá dando a maior encrenca...


PENSANDO BEM... só falta agora a Bolsa-motel para tratamento de saúde.


ESTÁ agendada para este domingo, dia 16, a partir das 16h, no Clube Diamantinos, a posse da nova diretoria da Escola de Samba General Telles, gestão 2010/2012 e que terá Paulo Ávila como presidente. Sou grato pelo convite.


LIVRARIA Mundial convida para o lançamento e sessão de autógrafos dos livros “Introdução ao Direito Registral e o Registro de Imóveis” e “Considerações sobre Direito Desportivo e as particularidades do Contrato de Trabalho”, de Humberto Z. Xavier de Freitas. Será no dia 21 de maio, das 18h30min às 20h30min, na própria Livraria, Rua XV de Novembro, 564.


O CONJUNTO de colar, brincos e anéis de esmeraldas e diamantes de Lily Marinho foi vendido anteontem em leilão pela Sothebys de Genebra por US$ 1 milhão (R$1,78 milhão) – o dobro da avaliação inicial, de US$ 500 mil (o equivalente a R$891 mil).


No total, o leilão de quatro lotes de jóias da viúva do empresário Roberto Marinho (1904-2003) arrecadou US$1,3 milhão (R$2,3 milhões), bem mais que os esperados US$ 650 mil (R$1,15 milhão).


Foi a segunda vez que a casa de leilões vendeu peças da coleção de dona Lily. Da primeira vez, em maio de 2008, o valor total da venda de 80 jóias chegou a US$11 milhões (R$19,6 milhões), contra uma estimativa inicial de US$5 milhões (R$8,9 milhões).


ALÉM DO CONJUNTO de esmeraldas e diamantes, foram vendidos um conjunto de colar e anel em tanzanita (pedra em tom azul escuro, semelhante à safira) e diamantes; um par de broches em formato de peixe, em diamantes e esmeraldas; e um bracelete com sete fileiras de diamantes montadas sobre ouro amarelo.


Novos leilões não estão previstos. “Agora só tenho umas bobagenzinhas em casa, já me desfiz de tudo”, disse dona Lily.


MESTRE e doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Aldo Victório Filho é o convidado especial da aula magna do curso de pós-graduação Lato Sensu em Linguagens Verbais, Visuais e suas Tecnologias, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul). A professores e estudantes, o professor falará sobre o tema Discursos imagéticos da e na poiesis educacional: o que vê quem nos olha, o que sabe e apreende quem nos ouve? O evento está marcado para esta sexta-feira, às 19h, no miniauditório I do campus Pelotas, e contará com a presença do reitor Antônio Carlos Barum Brod. A entrada é franca.


SE MULHER FOSSE UMA BOLA


20 anos – seria uma bola de futebol = tinha 22 homens atrás dela.
30 anos – bola de basquete = tinha 10 homens atrás dela.
40 anos – bola de golf = tinha 1 homem atrás dela.
50 anos – bola de ping-pong = tinha 2 homens a empurrá-la de um para o outro.
60 anos – bola preta de sinuca = tinha todos os homens a evitar tocar nela, antes de tratarem de todas as outras. (Hi...Hi...Hi...)

RODAPÉ - Olhaí Freitag, o Garanhão de Pelotas alerta: persistindo os sintomas daquele seguidor hiperteso do Zé Temporão, o cara deve usar o cartão corporativo do governo que se presta para isso.

Bons Tempos Aqueles...

VELHOS ARMAZÉNS
Gilfredo Rodrigues Renck
Educador do IF-Sul


Dentre as saudosas lembranças na paisagem urbana de minha cidade, a que tange mais fundo nos meus afetos é o lento desaparecimento dos armazéns. Quando ensejo em minhas aulas as sessões de rememorações,ao falar nesse assunto, os alunos questionam: ...mas professor, eles deveriam ter ratos,baratas,aranhas e outros bichos mais.

Então devolvo-lhes assim : e os seus sucessores – super,macro e hipermercados – não apresentarão problemas ( embora de outra ordem ), como: vazamentos de gás,corte de energia e falta de sistema on-line? Porém, o que nenhum mega-empreendimentos do gênero jamais poderá ter ( e os armazéns eram pródigos), é essa humanidade,cheia de expressões gentis, que enchiam de mensagens amáveis as tradicionais vendas de outrora.


Até os prédios eram mágicos com aquelas portas de postigos, tendo ao alto vitrôs com rosáceas multicores – hoje peças raras nos antiquários. As platibanda expunham verdadeiras obras de arte trazidas de além-mar: compoteiras,deuses mitológicos,pássaros de asas abertas e cariátides – espelhos culturais imortalizados na arquitetura. Respirava-se em tudo a suave fragrância do encantamento.


Pareço ainda ver atrás do balcão àqueles senhores gordos, bigodudos, de suspensórios e com lápis atrás da orelha. Os clientes eram quase sempre, freguezes de caderno, pois, a época, um fio de bigode bastava como documento de compra. Só em compará-los aos atuais cartões de crédito, promissórias, cheque pré–datados e outros papéis formais (nem sempre muito honrados...) aguça-nos prenúncios de nostalgia.


As mulheres chamavam-se Gessy, Noemy, Wilma , Wanda e assemelhadas, sempre com nomes rebuscados do Y e do W; dando-lhes a casta régia à gênese familiar. Eram comuns no trato interpessoal: senhor, comadre, vizinho, senhorita, madame e outros,não menos corteses, que saíram da moda à pretexto do falso modernismo.


Comove-nos recordar entre secos e molhados e armarinhos (como não citar essas relíquias do idioma), brinquedos de matéria plástica, tinteiro, máquina de flit, pó-de-gafanhoto, graxa patente, goma arábica, ri-do-rato, goma laca, cera Parquetina, querosene Jacaré, sabão Lang, bolinha de gude, pandorga, melado em pote de barro, alpargatas Roda, tamancos coloniais, tripa seca, pedra de isqueiro, mecha para lampião, ratoeira, boneca de pano, creolina, urinol de louça águeda, correames, bacia de funileiro, papel encerrado, crepon, celofane e de seda, agulha para fogareiro Primmus, boa-noite, cordão encerado,fumo em corda, papel Colomy, mamadeira, bico, óleos de mocotó, de peroba e de linhaça, corante para tecidos Guarany, anil, escova e vassoura de piaçaba e artigos de ferragem em geral.

No armário da farmácia, produtos essenciais como: cafeaspirina, óleo de rícino, ungüento de soldado,elixir paregórico, água-da-guerra, emplasto poroso Sábia, linimento de Sloan, pílulas da vida do doutos Ross, regulador Xavier, emulsão de Scott, biotônico Fontoura, sal amargo, óleo de fígado de bacalhau, cera do doutor Lustosa, essência Olina , homeopatias do doutor Humphreys e os tradicionais xaropes ,peitoral de mel guaco e agrião e de angico Pelotense.Para o toucador era imperativo o Trio Regina: sabonete, talco e água de colônia, leite de rosa, sabonete Lifeboy e Eucalol , pó-de-arroz, loção Juvênia,quina petróleo, brilhantina, perfumes Amor Gaúcho, Narciso Negro, Madeiras do Oriente e cosméticos afins.

Como esquecer aquelas prateleiras, forradas com papel-fantasia e biquinhos recortados, onde garrafas de conhaque, vermouth, batida de amendoim e groselha faziam bela companhia às cachaças, onde o cetro pertencia a Marumby-ouro e prata.

Com as barrigas recostadas ao balcão, naquele cantinho a eles consagrado, figuras jamais esquecidas bebericando o habitual martelinho. Bons tempos aqueles ... Portanto, esses mosaicos de doçura sentimental ainda vivificam fatos de um pretérito que o impiedoso desenvolvimento nunca fará esmaecer dos corações sensíveis.


Os cereais eram depositados em barricas, pois nos sortimentos muitos compravam em arroba (unidade antiga = 15 kg). Para atrair os fregueses os produtos de mais vendagem: arroz, feijão, batata inglesa,açúcar refinado, erva-mate, farinha de trigo e canjica eram expostos bem à vista , na porta do armazém, alguns em sacos de linhagem, com as bordas enroladas. Já a alfafa, o azevém, o milho, o farelo e a encerra com as galinhas ficavam na calçada.

Então recordar não é mesmo viver? Como eu gostava de olhar a destreza dos caixeiros, fazendo os pacotes. Seus dedos alternavam-se por entre o papel de embrulho uma trança e, por fim, davam volteios no ar – eram as duas orelhinhas; quantas vezes desfeitas no caminho das casas, por dedinhos sorrateiros... à procura de balas , bolachinhas e outras guloseimas.


Sobre o balcão, três marcos na história dos armazéns: o baleiro (com vidros redondos), a balança de dois pratos e as gamelas (contendo mantas de toucinho, carne de porco, torresmo e, ao avizinhar-se Semana Santa, peixes à salga: bacalhau e seus congêneres lusitanos).


Por tão gratas recordações, sinto-me a própria imagem do gato no cabresto, quando a necessidade impõe-me ir ao supermercado, onde tudo é de uma frieza polar, a começar pelos clientes que parecem comandados por servo - mecanismos, alheios às reações humanas. Os produtos trazem sinais de artificialismo por todos os lados das embalagens aluminizadas – próprias dos astronautas. São tantas as informações que as pessoas não têm tempo de conversar ou sorrir.

Vejamos: ... tem selo ISO de qualidade? ... Olha a data de fabricação. ...Onde esta o carimbo de inspeção? ...É diet ou light. ...Será transgênico? ... Procura a tabela nutricional ! Chega ou querem mais?! Mas nem tudo está perdido. Um tição de esperança reacende os nossos sentimentos quando vamos ao Armazém Colosso ( avenida Duque de Caxias) ou a Banca nº 6 e 7 ( Mercado Público), onde deliciamos os olhos e confortamos o espírito pelo reencontro afetivo com os velhos armazéns. Embora agonizantes (diante da macroconcorrência), lá ainda somos chamados pelo nome, encontramos de tudo um pouco e um pouco mais: sorriso no atendimento, as últimas notícias do dia de viva-voz, a flauta sobre o futebol, a malhação ao atual prefeito e, sobretudo, a solução fácil para os grandes problemas nacionais. E as compras? Ah ! é mesmo. Puxa ... as compras!

RODAPÉ - Essa viagem ao passado descrita por Gilfredo Rodrigues Renck foi repassada ao escritório do Garanhão de Pelotas pelo professor Rubens Reis Freitas.