28 de abr de 2010

Lupanares de Pelotas...

Gilfredo Rodrigues Renck
Fonte para o Blog: Prof. Rubens Reis Freitas

É bíblica a expressão “Tudo tem um tempo certo”. Que grande verdade. Ouso afirmar que, num pretérito de trinta anos, jamais lavraria essa crônica. Só em falar nos lupanares, já era feio; freqüentá-los, um atentado ao pudor. Afinal, que termo pomposo é esse? Trocando em miúdos, eram os tradicionais cabarés, prostíbulos, bordéis, pensões e outros sinônimos, não menos honrosos, os quais marcaram época na vida de tantos libertinos de outrora, como este “réu confesso”

Conta a história que o meretrício em nossa cidade instalou-se do início da então Rua 3 de Fevereiro (hoje Major Cícero) e na Rua 16 ( atual Doutor Cassiano) nos Três quarteirões centrais. Segundo os remanescentes, concentrou-se ali um grande número dessas casas (ditas de tolerância), algumas, inclusive, de proprietárias francesas russas e etc. onde os devassos iam ao encontro de música, orgia, sedução e prazer com as cognominadas “mulheres-da-vida”.

Porém, o crescimento urbano passou a constrangê-las, pois seu ramo de negócio exigia discrição, em especial dos ‘habitués’, muitos deles provectos senhores da alta sociedade. Assim, os ‘rendez-vous’(no bom francês) mudaram-se para diferentes pontos da cidade, desmerecendo a honradez da Princesa do Sul, sempre com foros de aristocracia e de intelectualidade."Agora ali é uma casa de mulher á toa”, cochichavam as fofoqueiras.

Com o tempo, porém passavam a querê-las bem. “Não há vizinhos melhores”, diziam, depois, a uma só voz. Queixas, sim, aos fregueses, pois saíam fazendo algazarra, mictando nas portas, buzinando e acelerando seus veículos altas horas da madrugada, quando não brigavam.

Segundo um passar d’olhos na memória, presume-se que existiam de quarenta a cinqüenta antros nos anos de 1960 a 1980, todos preservados no relicário das lembranças afetivas. Por que tantos? È Fácil entender. As profissionais do sexo existem desde a Grécia antiga e ignorá-las significa, por si só, ser ignorante.

Contudo, cerceadas por conceitos morais da família, os rabo-de-saia pegavam as malas e migravam para outras cidades, com a falsa ilusão de ganhar a vida. Aditavam um nome-fantasia, tomava um banho de butique e passavam a “fazer ponto” ( esse era o termo consagrado) nas casas noturnas, passando a rotular-se garotas-de-programa. E ferro na boneca....

Quanto á seleção, o critério era universal: rosto bonito, corpo esbelto, desinibição, alto poder de sedução.

Face a isto, nossos redevus tinham certa classificação, indo das bocas de luxo ás do lixo; ou das finesses ás espeluncas, onde ao deitar-se a vítima encontrava muquirana na cama e nas cobertas. Sarro era indagá-las sobre o por quê de terem se prostituído. As desculpas eram as mais deslavadas."Fui escorraçada de casa, quando um cara me fez mal" - alegava a maioria.

Ou, “meu marido me traiu com outra e, só por desaforo, resolvi cair na vida”. E, ainda: "Eu vim enganada, sem saber que era assim “

Em verdade, elas eram piranhas por índole e, quando sexies, usavam a volúpia da carne com fonte de sobrevivência em meio a alegria, vícios, êxtase e luxúria, mas cientes de que os seus dias de glória eram contados.

Muitas, hoje, são esposas fiéis e mães exemplares. Belos exemplos de que sempre é tempo de recomeçar a vida com dignidade.

Pitoresco mesmo era o vocabulário da sexualidade. Michê (ou instante) era dar uma rapidinha. Já o ‘pouso’ era ficar o resto da noite.

Até à consumação do ato, o freguês ficava de castigo, excitado, esperando a vez, em quanto a pilantra, com voz melosa, pedia-lhe “paga outra cuba pra mim bem?! “E o cachê? Bem, naquela época para “ficar” tinha que pagar.

Hoje "fica-se” sem pagar nada e na própria casa dos pais. Já nas espeluncas, "afogava-se o ganso” a troco de banana. Mas o barato sai caro e, não raro, era preciso injetar dose cavalar de 914 ou outras "cilinas” da vida.

Muitas damas-da-noite serviam também,como damas-de-companhia a respeitáveis homens-de-negócio em viagens de representação. Não se pode esquecer o atendimento a domicílio: privilégio dos que tinham os memoráveis ‘châteauxs’: um motel particular. Estes clientes preferenciais davam-se ao luxo de parafrasear Manoel Bandeira no poema Passárgadas, o qual diz "... lá sou amigo do rei, terei a mulher que eu quero, na cama que escolherei”.

Ainda redesenhando imagens, lembremos o leão-de-chácara: responsável pela segurança. Eram fortes e maus quando preciso, mas solícitos e amigos. Sempre de bem com a vida estavam os “gigolôs”. Eles só chegavam para recolher a Féria (conquistada com o suor e cerveja) por suas ‘amadas-amantes’.

Que saudade das cafetinas. Elas eram hábeis na intermediação dos encontros amorosos e sempre diziam-nos: “Chegaram umas gurias novas de faculdade!”

E os coronéis? Esses sim eram venerados pela conta bancária polpuda. Quando batiam á porta, rolavam suspiros apaixonados em mil carícias. Um eldorado de cifras e sonhos. Bem ao contrário, eram os ‘cuspidores. Eles só iam fazer número, dar comida aos olhos e curtir o ambiente, mas nunca chegavam na couve....

Por último, as ‘gerentas’: compreensivas e simpáticas. Tinham paciência de Jô. Muitas só as vemos em molduras ovais; contudo, os contemporâneos subscreverão sorrindo esta reverência- imortalizada na lousa dos nossos corações.

Teste, agora sua geografia: Turca (mais tarde Izolda), Ivone, Suzana Rica, Sarita, Anita, Maria Odete, Iolanda, Sara, Carminha, Manuela, Izaura Preta, Mariazinha, Suzana Pobre, Ivete, 71, Casa Branca, Estância, Chacrinha, Colvara, Gavina, Libino, Maria-das-Tetas, Inferninho, Diamantina, Jackeline, Izabel, Sapo, Pé Sujo, Conceição, Vila Euclides, Délia do Bastião,Tereza, Gessi, Dora, Celedônia, Morena, Izaura Branca, Nóca, Ilma, Corredor, Tecla, Marília, Geny, Marli e, para fechar com chave de ouro, as casas que mantinham ‘dancing’: A Idê, Mil e uma noites e Tânia.

Por fim, com as escusas aos pretensos moralistas, é válido lembrar que, mesmo em tempo de apagão, àquelas luzinhas vermelhas estão voltando. E como.....

Gilfredo Rodrigues Renck
Educador do Cefet-Rs

RODAPÉ - A Julinha, vizinha da Carminha, defronte a Oficina Medina quer o endereço eletrônico do professor Gilfredo... Só para protestar pelo ostracismo. O Garanhão de Pelotas, lança um desafio à memória do autor da matéria: - Citar pelo menos 10 bandas daquelas priscas eras. Pode ser orquestra ou conjuntos melódicos. Detalhe: Jazz Estrela e Orquestra do Maestro Rochinha, não vale. Mais adiante, um bom teste também é a relação de chatôs só pra homem... O Garanhão já adianta dois: Miloca e Clube da Chave.

O Motivo do Atentado

O Garanhão de Pelotas já tem uma pista que difere da versão oficial quanto ao atentado à vida do senador paraguaio. Os meliantes confundiram o indivíduo com o Tim Maia que faz sucesso até hoje em Assunção e redondezas, prejudicando a máfia dos CDs piratas de artistas locais. Quando se deram conta da mancada, empreenderam fuga.

A FONTE DA AMIZADE

Pois o Garanhão de Pelotas, sem mais o que fazer na vida, foi passar um fim de semana no Paraguai. De lá regressava, na segunda-feira, sem um único ítem de importação - que o nosso heroi não contrabundeia - quando viu que sua empreitada era um amargo regresso. Choveu bala!

Acredite quem quiser, o Garanhão diz que não viu nada, pois fechou os olhos e tampou os ouvidos, já que não pode ver sangue e nem muito menos escutar seus CD de guarânias no meio de tanto barulho. Seu relato é meio paraguaio. Faz sentido.

A segurança do senador paraguaio Robert Acevedo, estava comendo mosca quando foi alvo de um ataque na segunda-feira.

O político que andou metendo a mão com o tráfico de drogas - já que com o resto do contrabando ninguém se mete - deve ter alta ainda nesta quarta-feira do hospital em Pedro Juan Caballero, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

O carro de Acevedo - que vinha logo atrás do veículo do Garanhão de Pelotas -  levou mais de 40 balaços nessa segunda-feira outonal. Por isso, nosso destemido personagem não viu nada. O que sabe é pelos outros. Não é testemunha nem de Jeová.

Quando olhou para trás, o Garanhão, à distância e na moita, ficou sabendo que quem pagou o pato foram o motorista e o segurança particular do senhor gorducho que ocupa uma larga cadeira no Senado do país de Lugo, o Bispo-Papão. Os dois já eram. Um, já não dirige; outro já não segura coisa nenhuma.

O senador pelo Partido Liberal foi atingido por duas balas. O Garanhão depois ficou sabendo: nenhuma delas era de hortelã.

Acevedo agora está apelidando as Farc de PCC e assim, de pronto, o Garanhão de Pelotas deduz que logo os amigos da corrente majoritária estarão fora disso tudo e a culpa vai ser dos aloprados Marcola e Fernandinho Beira-Mar.

Para o Garanhão de Pelotas, "vindo de onde vem, até a notícia pode ser falsa". Ele não confirma, mas disse que já teve informações de fonte fidedigna que o trânsito na Ponte da Amizade, continua o mesmo. E a fiscalização, também. Sin embargo, por supuesto.

Sem querer saber mais nada, o Garanhão de Pelotas enfiou o MP3 de guarânias no CDplayer pirata do painel e, antes mesmo de ir para casa, passou pelo Café Aquário - esquina das melhores histórias da sua cidade.

27 de abr de 2010

HIPERTESÃO...

O Garanhão de Pelotas, como todos os comuns e mortais brasileiros descobriu - ao som de seu rádio-relógio que este ano aumentou o número de hipertensos no Brasil Da Silva. E logo perguntou aos seus dourados botões:

- Será que aumentou mais que os "empregos de carteira assinada"?

Estava nessa dúvida atroz, quando aí vem o ministro Zé Temporão e entra no seu radinho de cabeceira e dá a receita:

- O melhor é fazer sexo seguro para combater a hipertensão.

Garanhão quase caiu da cama. Desvencilhou-se dos lençóis de percal, deu um suave chega-pra-lá na loiraburra com pernas de girafa que dormitava a seu lado e perguntou-se abobadado:

-  Epa! O que será que Lula andava fazendo quando teve aquele piriPAC hipertensivo, no mês passado?

Tirou da gaveta do bidê, a camisinha de Vênus que estava misturada a sua coleção de carpins de buclê e deu de ombros:

- Deve ter sido uma crise passageira de hipertesão - disse de si para si, antes de debruçar-se sobre a caça oxigenada que abatera em mais uma longa jornada noite adentro, tipo assim "Rua da Seresta".

26 de abr de 2010

LINHA DIRETA

Hélio Freitag
Diário da Manhã - Pelotas RS

UM acontecimento que se tem repetido a cada eleição: políticos que já detém mandato há mais de 20 anos, reeleições consecutivas, mas que vivem pregando que democracia é muito boa porque proporciona a alternância no poder. Pura demagogia nesse paradoxo eleitoral.

SEM um planejamento familiar adequado (não temos controle de natalidade), jamais conseguiremos formalizar uma educação digna e envolvente para as nossas crianças. A escola tem a responsabilidade de ensinar a luz do saber e não fazer o papel de creche.

COM todas as leis restritivas em pleno vigor, é impressionante o número de fumantes que avistamos em Pelotas. As autoridades precisam promover uma campanha de antitabagismo nas escolas visando o futuro das novas gerações.

QUESTÕES pessoais devem pautar a campanha eleitoral?

QUANDO foi que tudo se perdeu? Em que parte da estrada deixamos de lado a ética, a moral, os valores humanos? Não somos apenas coniventes, somos assustadoramente inertes. Sustentamos facções criminosas, políticos corruptos, quadrilhas organizadas a ladrõezinhos pé-de-chinelo. Perdemos nossas convicções de que o trabalho engrandece o homem e que ser sério e íntegro é a maior herança.

E O PIOR é que ainda há gente de boa-fé que acredita que se fazem mensalões sem o meu, o seu, o nosso dinheiro.

NESTE ano de 2010 comemora-se os 130 anos da Imigração Libanesa.

FALECEU, na semana passada, José Ferreira Barnes. Atuou, com sucesso, como secretário municipal de Turismo de Gramado. Participou de diversos projetos turísticos em nosso estado. Deixa seu nome marcado na História do Turismo do Rio Grande do Sul.

MUNICÍPIO de São Lourenço do Sul comemora, hoje, 126 anos de emancipação.

OCORRE às 14h de hoje a solenidade de posse da desembargadora Laura Louzada Jaccottet, no Plenário ministro Pedro Soares Muñoz do Tribunal de Justiça, Av. Borges de Medeiros, 1565, 12º andar, em Porto Alegre. Familiares e comitiva local prestigiam a posse da pelotense no TJRS.

CONFRADE Rogério T. Brodbeck envia este foguetinho:
“Ao remover a sinaleira da esquina com a Anchieta e passá-la para a Félix, a SSTT apenas despiu um santo para vestir outro. Além do mais, há constantes congestionamentos na área porque uma prosaica providência não foi tomada: a sincronia entre as sinaleiras da Félix, com Netto e com a Voluntários. De modo que quando a primeira abre e todos avançam, em seguida param porque a segunda está fechada... Isso não é coisa para amadores, para políticos e muito menos para ambos numa Secretaria sem recursos, aí é o fim!”.

A VINGANÇA DA EMPREGADA


A família estava almoçando reunida, quando a dona da casa deu uma chamada na empregada:
- Maria, não gostei desta comida. Está horrível! Acho que até eu sou melhor do que você na cozinha.
E a empregada, cansada das reclamações da patroa, responde:
- É, pode ser. Mas a senhora fique sabendo, que eu sou bem melhor do que a senhora na cama!
- O quê? Mas o que é isso? E olha cheia de raiva para o marido, dizendo:
- André, seu cachorro! Não acredito que você...
E a empregada interrompe ligeiro, falando:
- Calma madame. Quem disse foi o motorista. (Hi...Hi...Hi...)
ENCONTRO no Café Aquário, sábado, do ex-governador Vicente Bogo (PSDB), pré-candidato a senador com José Fogaça (PMDB), pré-candidato a governador. (Foto: PGNeto)

25 de abr de 2010

GARANHÃO QUASE FOI PRESO

Outro dia, o Garanhão de Pelotas foi comemorar os seus 70 anos de idade no Bavária com uma namoradinha de 58 risonhas primaveras. Um dos delegados que investigam sua vida, quis prendê-lo sob acusação de pedofilia. Malhou em ferro frio.

O Reizinho

Gordinho, vaidoso, baixinho, hilário, sem noção... O Cara é o Reizinho.

BAR DIDI

Esta, o Garanhão de Pelotas tirou do rádio. Dos bons tempos de rádio esportivo. Ele escutava a Cultura Rio-Grandina. Tinha clássico no domingo: Rio Grande x Riograndense. Campeonato citadino. Sábado, tudo pronto para a jornada dominical. Narrador escalado: Minuto; Comentarista: Laranja; repórter-de-campo: Café. Até os patrocinadores já estavam com os textos em dia. Menos o Bar Didi.

E se entende: é que Didi, dentre outras coisas que vendia, fazia jogo do bicho. Na sexta-feira, a polícia deu uma batida lá no bar, apreendeu as apostas e prendeu o Didi.

Os radialistas não deixariam, só por isso, de prestigiar um dos seus melhores e mais assíduos patrocinadores. Foram para o estádio no domingo, de malas e bagagens.

Começa o jogo e lá pelas tantas, no meio da narração, entram os comerciais. E vem, no meio deles, o texto-relâmpago e improvisado do locutor:

- Didi foi preso porque fazia jogo de bicho. Seu irmão manda avisar que continua atendendo no mesmo lugar! Bar Didi, na Junção. Chegue lá!

E assim foi o jogo inteirinho. Depois do empate em 2x2 a equipe da emissora foi, como era de hábito, tomar uma cervejinha no Bar do Didi. Deram com a cara na porta. O bar estava fechado. A polícia escutara a transmissão, atendeu ao apelo comercial, foi lá e... prendeu o irmão do Didi.

HAI-KAIs & PROSA
Dia das Letras D e E

D
Descaso na Criação
Eu desembesto:
Deus fez o mundo, mas só
Cuida do resto.
Dignidade
Tem piedade.
Pisa nos outros, mas com...
Dignidade!


O pai protesta:
A meia-gravidez é
Quase-honesta


DEMOCRACIA


Já deu para ver que na democracia brasileira, somos governados por assembléias populares apenas quando os governantes nada podem fazer sem elas. E, assim – como acontece nas eleições – o povo acredita que é ele quem governa. Na realidade, os que mandam, estão somente transferindo para cada um de nós o direito de ser o opressor de nós mesmos. Estou convencido de que a democracia só existe porque o regime republicano é uma necessidade para as nações ingovernáveis. No Brasil, a democracia vem substituindo as nomeações paridas por uma oligarquia disfarçada de políticos, pela escolha feita por uma minoria incompetente e emburrecida.


E
Educação
Paciência!
Diploma não garante
Presidência.


Ledo engano...
Nem o reitor consegue
Passar de ano.


Estatura popular
Elogio em vão:
“Sou o seu maior leitor”...
disse o anão.
Ética
Ética, se viu...
É pra quem nos manda pro
PT que pariu!
Etiqueta
Por favor, dona...
Onde vai, o caroço
Da azeitona?


Ai, Benedito!
Como se esconde o
Tal de palito?!?


ETERNIDADE
Justamente aqueles que não sabem o que fazer desta vida é que nos prometem uma outra que nunca se acabe. Bolas, o Sarney e o Paulo Coelho são imortais!

LINHA DIRETA
Hélio Freitag
Diário da Manhã- Pelotas RS

CÂMARA MUNICIPAL, ao rejeitar o projeto de lei concedendo gratuidade no transporte coletivo para os idosos residentes na Colônia, comete uma grande injustiça. Trata os idosos que moram no interior como cidadãos de 2ª classe. Só quem mora na cidade recebe tratamento diferenciado. Os de 1ª classe podem ser transportados na área urbana sem pagar. Os da colônia, mesmo os velhos pobres, que se lixem.

VERGONHOSAS também foram as abstenções e ausências do plenário na hora da votação.
FAMILIARES da conhecida radialista aposentada Dora Elisa estão solicitando sangue, de qualquer tipo. Doadores devem comparecer no Banco de Sangue da Santa Casa. Dora Elisa, com problemas de saúde, encontra-se internada no quarto 107 daquele hospital.
LEVANTAMENTO preliminar dá conta de que mais de 10 mil pessoas são viciadas e dependentes do crack (a pedra maldita) em Pelotas. Número que cresce todos os dias.
PELOTENSES invadiram Rio Branco, na fronteira do Uruguai com Jaguarão no feriado de Tiradentes. A cotação do dólar, nas lojas, era de R$1,83 a R$1,85. Um par de tênis, de boa qualidade, que custa aqui mais de R$500,00, é possível ser comprado lá por R$190,00. Vinho chileno, de primeira linha, por R$6,40. Lençol elétrico que está sendo vendido em Pelotas por mais de R$150,00 sai por R$51,00 em Rio Branco. E por aí vai...
TAMBÉM verificou-se grande movimento nas farmácias uruguaias para a compra de medicamentos para hipertensão, enxaqueca, tireóide e até o Tamiflu (para a gripe suína) que tem sua venda proibida no Brasil e que lá custa entre R$105,00 e R$110,00 a caixa.
SUCESSO total o álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Em São Paulo, as bancas já estão limitando o número de pacotes de figurinhas a 20 por mês para cada cliente. Um grupo de assaltantes roubou um carregamento de 135 mil figurinhas que – se comercializadas – podem chegar a R$20 mil.
MAS o curioso é que o álbum já trás a convocação da Seleção Brasileira. Atletas como Adriano, Nilmar e até Ronaldinho Gaúcho aparecem como craques da Seleção que irão à Copa. Por falar em Adriano, o álbum informa que o craque do Flamengo pesa 86kg. Adriano já passou dos 100kg há tempos.
CONFRADE Rogério T. Brodbeck manda este foguetinho:
“Quinta-feira, 22, 19h, sinaleira da Félix com Voluntários em pane (sinal verde para os dois lados), congestionamento, hora do pico. Dois azuizinhos na calçada, um conversa animadamente com transeuntes, o outro ao celular certamente pedindo reparo para o semáforo. E o tráfego? Que se lixe. E eu que pensava que os nobres agentes eram também para efetuar o controle do tráfego por gestos em ocasiões como estas...!!”
ACOMPANHAMOS com tristeza as mortes que ocorrem no Estado, em especial nos feriados e fins de semana, dias em que, em tese, deveriam ser para as pessoas viver em harmonia. Negativo: são mortes no trânsito, nas casas de família, nas ruas, nas boates em toda a parte.
ATÉ entre estagiários, no Congresso, a prioridade é contratar parentes de senadores, deputados e de funcionários graduados. É o pré-nepotismo.


50 ANOS DE CASADOS


Num belo dia a vovó acordou bem de manhã e foi na cozinha tomou um gole de pinga, e foi na porta do quarto do véio e disse:
- Véio, hum... hum; aí meu véio, hoje nóis estamos fazendo 50 anos de casados você quer que eu mate um pato, um porco ou um marreco?
O velho assustado gritou:
- Não mata velha, não mata que os bichos não tem culpa! (Hi...Hi...Hi...)

23 de abr de 2010

LINHA DIRETA

Hélio Freitag
Diário da Manhã - Pelotas RS

ANIVERSARIA hoje o Inspetor de Polícia Jorge Airton de Oliveira, conhecido e competente servidor público, a quem transmitimos nossos cumprimentos com votos de muitas felicidades.

TAMBÉM está aniversariando hoje o professor, advogado e jornalista Renato Luiz Mello Varoto, amigo de longa data e colaborador do DM. Um grande abraço!

FALECEU ontem, pela manhã, em Porto Alegre, onde estava hospitalizado, o funcionário aposentado do Banco do Brasil, Manoel Giampaolli, de 80 anos, popularmente conhecido por Maneca. Foi dono do restaurante e boate “Sobrado” e atuou como presidente do GE Brasil de Pelotas. Era frequentador assíduo do Café Aquário e muito conhecido e relacionado em Pelotas. O corpo de Maneca está sendo velado no Salão de Honra do GE Brasil de onde sairá às 12h30min de hoje para o Cemitério Ecumênico com sepultamento marcado para às 14 horas.

APÓS manifestação de um grupo de funcionários do Sanep, nesta coluna, recebemos a seguinte nota da direção daquela autarquia:

Com relação à matéria divulgada em vossa coluna – LINHA DIRETA – na edição do último sábado, dia 17 de abril do corrente, vimos prestar os esclarecimentos que seguem.
O SANEP realizou concurso público para o preenchimento de diversas vagas existentes no seu quadro funcional, cujos servidores se regem pelo regime dos servidores públicos municipais – Lei nº 3008/86.
Por este regime, os servidores devem cumprir uma jornada de trabalho de 6 horas diárias e 36 horas semanais, sendo permitido o revezamento, tendo direito a um descanso semanal remunerado a ser gozado preferencialmente em domingo.
Na ETA Santa Bárbara e, em todas as outras ETAS do SANEP, devido ao regime de trabalho de vinte e quatro horas ininterruptas, os servidores trabalham em regime de revezamento por turnos. Quando ocorre de um servidor trabalhar em um domingo, a sua folga é gozada durante a semana seguinte. Os feriados são sempre remunerados.
O pagamento de horas-extras só se dá quando a necessidade de serviço obriga que o servidor tenha de trabalhar além de sua jornada contratual. Atendendo aos ditames da Lei e, as normas que regem a saúde dos trabalhadores, o SANEP vem reduzindo ao máximo o trabalho extraordinário que, como o nome mesmo indica deve ser a execução e não a regra.
O trabalho em domingos, para quem trabalha em regime de revezamento, não deve ser pago como extra desde que o descanso seja compensado em outro dia da semana. Assim diz a Lei e assim o Sanep vem agindo.
As horas extras não foram de todo extintas, até porque elas são necessárias em alguns casos para a manutenção do serviço nas vinte e quatro horas sem interrupções. O que houve foi apenas uma redução em razão de nova estratégia de trabalho.
Não há favorecimento de ninguém. Da mesma forma, não há nem haveriam razões para se prejudicar servidores.
Não é verdadeira a informação de que os Laboristas percebem salários superiores a R$2.000,00 mensais. O salário de um Laborista é de R$1.450,00. Salários superiores aos divulgados só são percebidos por pessoal de Nível Superior – Engenheiros e Bioquímicos – que acumulam também cargos de Chefia.
Portanto, que fique bem claro: o SANEP está cumprindo rigorosamente com a legislação e, ninguém está sendo prejudicado em seus direitos de servidor. Não há perseguição a ninguém, como também, não há favorecimento a ninguém.
Atenciosamente”
Ubiratan Pierobom Anselmo
Diretor Presidente do SANEP

O LOUCO E O MÉDICO


O louco chama o psiquiatra de plantão, entrega um vidrinho e fala:
- Doutor, acabei de descobrir um remédio que faz a gente adivinhar as coisas! O senhor não quer experimentar?
O médico para ser gentil pega o vidro e toma um gole. Em seguida, dá uma cusparada e com nojo, diz:
- Mas isso é urina!
- Adivinhou! Tá vendo como o remédio é bom? (Hi...Hi...Hi...)

22 de abr de 2010

Roberto Cabrini excomungado

Para o Garanhão de Pelotas estava na cara que aqueles coroínhas eram mais do que coroas na velha prática de ronca-e-fuça com os mausenhores de Arapiraca. Fabiano, de 20 anos foi filmado com a boca na botija por Cícero Flávio, de 22 e agora os dois querem bolsa-famíglia de luxo dos precursores brasileiros do bispo-papão Fernando Luga, lá do Paraguai.

Nessa onda de filma daqui, grava dali, bem à moda escândalo do Panetone em Brasília, o advogado Daniel Fernandes, ao fazer a defesa dos vetustos e bem dotados Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes, torna-se forte candidato a ser convocado por Dunga para ser goleiro da nossa seleção, na África. Ele defende o indefensável.

Com uma maquineta de áudio na mão, acusa os dadivosos ex-coroínhas de pedirem dinheiro àqueles a quem religiosamente obedeciam na hora de ajoelhar e rezar. Na gravação, um dos efebos quer saber do nobre causídico: - Quanto é que vale um escândalo desses?

O protagonista da fita é o padre Luiz Marques Barbosa, mas a estrela maior é Fabiano que consegue levantar o ânimo do venerando parceiro de 83 risonhas primaveras. Esses dois rufiões coroados estão é perdendo tempo. Ao invés de partir para extorsão, deveriam ter procurado fechar com os seus orientadores vocacionais uma parceria com patrocínio do Viagra, genéricos e similares do ramo de alcova.

Quando o apimentado filme, fadado a um sucesso de bilheteria bem mais previsível do que o água-com-açúcar "Lula, O Filho do Brasil" foi exibido ao público na audiência da CPI da Pedofilia, na velha tarde de domingo passado, no Forum da Justiça Estadual de Arapiraca, o mausenhor Raimundo - feio de cara e bom de fundo - também denunciou a tentativa de extorsão. E endureceu, sem perder a ternura: - Eles só queriam dinheiro.

Aí, o Garanhão de Pelotas sobe nas tamancas: - Bolas, será que ele pensava em casamento? Chutou o balde com os votos do celibato?!? Não há notícia de que tenham sido editados até agora os proclamas para uma relação duradoura, até que a morte os separe.

O arapirado Raimundo foi adiante e revelou o que lhe foi pedido em segredo confessional: chegaram a exigir R$ 5 milhões para não jogar o vídeo na pá do ventilador e comer em tranca, engolir tudinho, para que nada fosse jogado fora.

Esse lado da história já está nas mãos do delegado regional de Arapiraca, Edno Ribeiro, da Polícia Civil alagoana: - Vamos apurar se o vídeo foi produzido para extorquir os padres ou para denunciá-los por abuso sexual.

O delegado está meio invocado: - Se o objetivo era extorsão, os ex-coroinhas vão ter que responder por extorsão. Até porque, o crime do qual eles foram vítimas, não pode encobrir outro crime que eles possam ter praticado.

É bem como deduz o Garanhão de Pelotas: - Como se vê, meus caros, a linha de investigação do delegado Ribeiro é irrefutável: se o objetivo era extorsão, eles vão responder por extorsão. Simples assim. Nem Sherlock Holmes, nem James Bond chegariam a tanto, em tão pouco tempo.

O goleiraço Daniel Fernandes tem, além da gravação, um documento - pode chamar aí de contrato extrajudicial - no qual os dois coroas e o mausenhor Luiz Marques celebram um acordo para evitar que o vídeo caísse no gosto do povo. Por ele o mausenhor dá sua palavra de honra de que pagaria R$ 32.250 pelo chá de sumiço do vídeo. Bobagem do comilão, esse tipo de pornochanchada só vira barraco quando a equipe de dublês já entrou em ação. Tanto é que uma cópia do arapirocado documento já está com o delegado que escarafuncha a tentativa de extorsão.

Na gravação clandestina da conversa com Daniel Fernandes, as duas bibas que gostavam de tocar sineta e sentir os efeitos dos badalos dizem que querem uma ajuda, porque foram abusadas sexualmente pelos padres.

Voz embargada pela emoção, ou pelo brilho dos olhos do advogado, eles dizem porque vieram ao mundo da cinegrafia pornobis: - Estamos aqui para saber o que vocês têm a dizer né, fomos abusados, mas se vocês não quiserem resolver a situação entraremos na Justiça e tem a mídia que pode estar do nosso lado, né...

Fabiano e Cícero Flávio comunicam na gravação que além do primeiro vídeo de sexo com mausenhor Luiz Marques há mais um que ainda não foi mostrado; filmado no mesmo set com imagens em outros ângulos. Os dois pedem, na mão grande, R$ 5 milhões "para resolver todos os problemas". Em nenhum momento, há referências de que o dinheiro será empregado numa operação de aborto.

E aí, Cícero Flávio, cameraman da filmagem de Fabiano bochechando com o mausenhor Luiz Marques, na casa do venerando religioso, em Arapiraca, é explícito: - Eu posso falar em nome de todos, estou autorizado para isto, que por R$ 5 milhões, nunca mais isto aqui virá à tona.

Na gravação, um deles diz que se afastou da Igreja por ter contraído o vírus da Aids e que a Diocese ao saber disso teria virado as costas para ele. A essa altura, o Garanhão de Pelotas não se contém: Besteira do infeliz, parece até que só ele não sabe que esse é o legítimo vírus de bruços.
Mas o cara ainda jogou mais bosta na Geny: - A casa do monsenhor Luiz Marques está servindo como motel e todos em Arapiraca sabem disto.

A arapirotagem veio à tona, no começo de março, com a apresentação do vídeo no programa "Conexão Repórter", apresentado pelo sóbrio Roberto Cabrini, do SBT. Além dos mausenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes, também foi acusado de abusar sexualmente dos dois inocentes coroinhas o padre Edilson Duarte. Este - que o trem não pega - confessou o crime, confirmou as denúncias dos ex-coroinhas e agora está coberto pela delação premiada. Fede como se não fosse delação.

Depois de dar com a língua - dessa vez - nos dentes e acusar de omissão dom Valério Breda, bispo de Penedo, o alcaguete de batina pediu cobertura: - Peço garantias de vida, porque o monsenhor Raimundo é muito perigoso.

Edilson Duarte e os dois mausenhores foram afastados das atidades eclesiásticas que cumpriam nas horas vagas. O afastamento foi determinado por dom Valério que dessa vez não se omitiu; assim que o escândalo ganhou repercussão nacional e chegou ao Vaticano botou os três no olho da rua.

O Garanhão de Pelotas, atento observador da sacrossanta arapirocagem, tira suas conclusões: - A trinca de safardanas hoje, com certeza, está excomungando Roberto Cabrini.

LINHA DIRETA

Hélio Freitag
Diário da Manhã - Pelotas RS

SETORES de hotelaria e turismo lamentam o falecimento de Alfredo Lütgmeyer, que – durante dez anos – representou a Embratur no Estado. Marcou história no turismo gaúcho sendo o responsável pela classificação dos hotéis no RS.

PESSOAS com poucas condições financeiras e aposentados, que necessitam comprar medicamentos, todos os meses, reclamam que não há nenhuma Farmácia Popular na área central. “Mais de 40 farmácias estão estabelecidas no centro, mas nenhuma Popular. Quando preciso comprar remédio barato vou até uma Popular na Cohabpel”, observa um aposentado com 75 anos de idade.

PROFESSOR e advogado Marcus Cunha, suplente de vereador, desfiliou-se do PSB. Deve ingressar no PDT.

A CHUVA forte, com raios e rajadas de vento, segunda-feira à noite, voltou a causar danos na rede elétrica. Ficaram sem abastecimento 29 mil pessoas em zonas da cidade e na colônia de Pelotas, Capão do Leão, Morro Redondo, Arroio do Padre, Canguçu, Piratini, Cerrito, Pedro Osório e Herval. Diversas equipes da CEEE foram mobilizadas para restabelecer a energia elétrica nas áreas atingidas.

EM RIO GRANDE o estacionamento rotativo pago, na área central, está funcionando muito bem, sem reclamações dos motoristas. Na semana passada o Prof. Alencar Proença, reitor da UCPel, esteve na cidade Noiva do Mar participando de um evento, e constatou que o estacionamento rotativo proporciona vantagens para quem deseja estacionar, temporariamente, no centro. Também viu muitos azuizuinhos fiscalizando o trânsito, coisa rara por aqui.

Foto: Picasa/Galeria Publica de Marcelo
O QUE não funciona é o trans-porte de veículos, pela balsa que faz a travessia Rio Grande – São José do Norte. O amigo Gildo Oliveira padeceu duas horas e meia na fila de espera, com a família – inclusive crianças – para fazer a travessia. Tudo porque a balsa carregou duas jamantas com reboques e mais de 10 carros tiveram que ficar de fora da travessia. Até quando???

EM TERMOS práticos, o que a escola pode fazer com alunos que, ao que tudo indica, não querem estudar? Que nem comparecem regularmente? Que precisam ser monitorados para se saber se chegaram à escola? Creio que, em inúmeras situações, o maior desafio da escola é querer ensinar a quem não quer aprender... Assim, não existe método pedagógico que funcione... Talvez LINHA DIRETA esteja pintando um quadro pessimista da educação no Brasil, mas esta é a realidade que os educadores enfrentam cada vez mais nas escolas.

SE REZAR MORRE!


Chegou um cara no bar e gritou:
- Me dá uma pinga aí!
O balconista encheu o copo e advertiu:
- Aqui todo mundo que toma pinga joga um pouco no chão e oferece pro santo!
- Aqui, ó! Pro santo eu dou uma banana!
No mesmo instante o braço do cara endureceu de tal forma que não se mexia.
- O que aconteceu? – gritou o homem, desesperado.
- O senhor ofendeu o santo e ele te castigou. Mas como é a primeira vez que o senhor vem ao bar, vou resolver isso.
O balconista chamou todos os fregueses e pediu que rezassem. O raço do sujeito foi voltando ao normal. Um velhinho viu tudo e ficou impressionado. Foi ao balconista, pediu uma pinga e tomou de uma vez. Aí, o balconista perguntou: - E pro santo?
O velhinho abaixou as calças e tirou o bilau pra fora: - Aqui pro santo...! O danado endureceu na hora. O velhinho sacou uma arma e gritou:- Se alguém rezar aqui, morre! (Hi...hi...hi...)

21 de abr de 2010

As lentes inquietas e sagazes de Mike Ronchi - A Máquina de Tirar Fotografias, flagram mais um dia que nasce na Brasília de 50 Anos.

HAI-KAI
Mora lá no Sul / A saudade de minha / Brasília azul.

20 de abr de 2010

Brasília, 50 Anos

foto: Mike Ronchi
Em Brasília, todo dia é de santo de guarda. A Catedral das catedrais brinda ao céus pelos 50 anos da capital, centro do poder de decisões da República.

Cacique Cara-Pálida Raposa na Terra do Sol

Foto: R. Stuckert/PR
O Garanhão de Pelotas foi, na pele de repórter, cobrir as festividades de mais um Dia de Índio. Eis que se surpreende: era dia de aula. O cacique Cara-Pálida Raposa na Terra do Sol ensinava os índios como se usa arco e flecha. O primeiro nativo que atirou depois do presideus, acertou num aposentado.

19 de abr de 2010

O Garanhão e o Diário da Manhã

LINHA DIRETA
Hélio Freitag
Do Diário da Manhã - Pelotas

01. FOI selada sábado, em Porto Alegre, aliança entre o PSDB e o PPS para as eleições deste ano. Hoje, será a vez do PP declarar apoio à reeleição de Yeda Crusius. Quem pensa que a governadora não tem chance de chegar no 2º turno pode estar redondamente enganado.

02. “A IGREJA Católica está ferida pelos pecados de seus integrantes”. A dura observação é do papa Bento XVI que sábado chegou a Malta, país europeu que também foi atingido pela onda de acusações de pedofilia contra padres católicos.

03. NO BALNEÁRIO da Barra de Santo Antonio, a 47 quilômetros de Maceió (AL), o monsenhor alagoano Luiz Marques Barbosa mantinha uma casa para encontros sexuais com jovens e adolescentes que trabalham para a Igreja Católica na região de Arapiraca. A denúncia foi feita pelo ex-coroinha Fabiano Ferreira, em depoimento à CPI que investiga os casos de pedofilia no Brasil.

Ferreira foi o responsável pela gravação de um vídeo onde o monsenhor Barbosa aparece em ato sexual com o ex-coroinha Flávio Silva. Além do monsenhor Barbosa, também estão sendo acusados pelo mesmo crime o monsenhor Raimundo Gomes e o padre Edilson Duarte.

Os três religiosos foram afastados das atividades eclesiásticas por determinação do bispo da Diocese de Penedo, Dom Valério Breda, depois que o escândalo ganhou repercussão nacional, a partir de uma reportagem sobre o caso veiculada na TV. (Foto: Alagoas24horas)

04. FALTOU pouco para o EC Pelotas ser campeão do 2º turno do Gauchão. Arrancou com 2 x 0 em cima do Inter e acabou perdendo, de virada, por 3 x 2. O time cansou no segundo tempo e agora Inter e Grêmio decidem o Campeonato em dois grenais. Presença do torcedor do Pelotas, no Beira Rio, foi digna de elogios. Foi, realmente, uma grande campanha. Faltou pouco, repito!

05. JOÃO MADRUGA, torcedor fanático do GE Brasil, me disse que vai “vender sonhos” está manhã na Academia de Ciências Políticas do Café Aquário.

06. ALÔ secretário Jacques Reydams: estudantes, professores e funcionários da Faculdade Anhanguera solicitam à Prefeitura a instalação de uma faixa de segurança em frente ao estabelecimento de ensino, na Av. Fernando Osório. É quase impossível atravessar aquela avenida nos horários de pico e acidentes mais graves podem acontecer.

GRÁVIDA
Estava a mocinha vomitando ali no Calçadão da Andrade Neves, no meio da rua, amparada pela mãe.
Passa um senhor muito delicado e diz:
- Foi comida, foi não?
- Foi sim senhor - respondeu a mãe - mas ela vai casar! (Hi...Hi...Hi...)








HISTÓRIAS DO RÁDIO
O dia em que Wolney Castro matou um ouvinte

A História do Rádio de hoje foi vivenciada por um dos integrantes da Duplad’2: Wolney Castro. Pelotas e Juventus-SP jogariam um amistoso, à noite, no estádio das Laranjeiras (que na época não dispunha de iluminação).

Na tarde deste mesmo dia, havia sido sepultado o saudoso Dr. Alcides Torres Diniz, ex-diretor da Rádio Cultura e conselheiro do E.C. Pelotas. Como de praxe, foi respeitado um minuto de silêncio em sua homenagem, antes de a bola rolar.

Eis que neste momento da transmissão, o então narrador da Rádio Cultura, Wolney Castro, anunciou:
-“Será respeitado um minuto de silêncio em homenagem póstuma ao Dr. Alcides de Mendonça Lima, falecido ontem e sepultado hoje”.

A partida teve início e lá pelos 10 minutos de jogo, o plantão esportivo, na época brilhantemente executado pelo saudoso Dinei Avelar, chamou e informou: -“Alô Wolney, acabamos de receber um telefonema do Dr. Alcides de Mendonça Lima, torcedor do Lobão, informando que está vivo e ouvindo nossa transmissão!”.

Mancada lamentável deste que hoje vos escreve e na época transmitia aquela partida! Parece mentira, mas foi o dia em que matei um ouvinte em plena transmissão. Depois deste episódio, todas as vezes em que nos encontrávamos, Dr. Alcides largava aquela corneta: “Wolney, ainda estou aqui... vivinho da silva!”.

18 de abr de 2010

Agora é Lei: O Bavária é Obrigatório

Foto: Arq. Prof. Rubens R. Freitas
O "ressurgimento" do Bavária já tem o selo oficial: seu mais antigo frequentador, Professor Paschoal reinaugurou a casa na companhia dos amigos Zalazar e Biaggio. Agora é lei: o Bavária é obrigatório para quem é do ramo de mesas, de balcões de bom papo e de happy hour.

17 de abr de 2010

JOGO DE BICHOS

JOGO DE BICHOS - O zagueiro palmeirense Danilo chamou o atleticano Manoel de macaco e lhe deu uma cusparada na cara. Manoel perdeu a chance de chamar Danilo de porco. Nem precisa.

POLITICAMENTE CORRETO - O Garanhão de Pelotas, expedito repórter de campo, para não ser preconceituoso contou o lance: - Danilo dirigiu-se ao afro-descedente de lusitano apelido Manoel dando-lhe a alcunha de símio e logo lhe ejetou resíduos salivares no rosto. Manoel, pela cota que lhe toca, não o chamou de suíno, mas vai denunciá-lo por grave desobediência e inssurgência ao que preceitua a Lei Afonso Arinos. - Aí, o Garanhão cansou: - Porra, futebol é pra homem!

E A MÃE DO JUIZ... Já travestido de advogado do diabo, o Garanhão de Pelotas sentencia: - A acusação de racismo não cola. Esse "macaco" aí foi lançado no meio da área como troca de ofensa, cabeçada, empurra-empurra e cutucão. Não representa nenhum movimento anti-étnico.

E vai em frente: - Filho disso e daquilo é bem pior. Juiz de futebol processaria todo dia as torcidas organizadas por injúria, calúnia e difamação à vida ilibada de sua mãe querida. Lula, outro dia, chamou os árabes de turcos. Eles não eram; não se importaram.

E o Garanhão conclui, relembrando um dia de jogo em Pelotas: - Dois torcedores do Inter, uma vez, me chamaram de branquelo. Não dei bola; eles não eram. Mais grave que tudo isso é inventar cotas raciais nas universidades. E muito mais humilhante ainda, é ocupá-las.

FUTEBOL NO CAFÉ AQUÁRIO

Sem medo de quebrar as vidraças, Nanico Real chutava no amanhecer seguinte ao jogo da cuspida, uma passagem semelhante ocorrida com o Garanhão de Pelotas.

O Pelotas jogava com o Penharol, em Montevidéu. No segundo tempo, zero a zero, o Garanhão de Pelotas, num córner, foi para o salceiro na área uruguaia. Inticou com o baque-central que lhe cuspiu na cara. O Garanhão matou a peronha no peito e enfiou nas malhas do golquiper opositor.  Depois do jogo, o caso foi parar na delegacia de polícia. Não, a vitória do Pelotas por 1x0, não; parou na polícia a cusparada no Garanhão.

Lá, na frente do delegado, ânimos arrefecidos, o zagueirão concordou em pedir desculpas ao Garanhão que, louco para retornar ao Brasil, aceitou prontamente. Apertaram as mãos e fizeram as pazes.

Já na beira da calçada da delegacia, à frente de um carro de praça, o Garanhão aproximou-se do zagueiro e, com um sorriso nos lábios, apertou novamente a mão do cuspidor... E deu-lhe uma cuspida nas fuças!

E sem perder tempo, entrou no táxi e acomodado no banco de trás do coche, gritou sorridente e gentil para o atônito zagueiro: - Desculpe!

16 de abr de 2010

HAI-KAI & ESPARRELA

Hoje é dia da letra B... (mas tem o C também)...

Banheiro
Ó, triste sina...
Ser poeta da porta
D’uma Latrina.

Bichos
Basta de gente!
E dos bichos... Prefiro
Cachorro-quente.

Bissexualismo
O bem-dotado
Sorria das lésbicas...
Pro namorado.

Burrice
Burro com poder
Vira autoridade
Mesmo sem saber.

BESTA HUMANA
A vida me deu tempo de perceber que quando o homem se transforma numa besta magnífica, se dá o direito de viver como um homem. Às vezes até como um governante.

Hora e vez da Letra C

Calminho
Não há conflito.
Só brigo quando estou
Muito aflito.

Capitalismo selvagem
Gangues exultam:
Os seus executivos
Só executam.

Capitalista Selva de Pedra
É enfático
Gosta de caçar Tigre
Asiático.

Cara limpa
No bar, contavas,
(cara limpa) mentiras
Bem deslavadas.

Catástrofes
01.
Eram fêmeas,
Morreram como duas
Torres Gêmeas.
02.
Bom de conhaque,
Bush toma o mundo
Pelo Iraque.
03.
O bom de cana
Entregará o Brasil
Para Havana.
04.
O céu é saco!
Não cabe Operação
Tapa-buraco.
05.
Ver estrelinhas.
Enquanto o carro cai...
Nas entrelinhas.

Censura
01.
Todo sinete
De ditador tem cheiro
De Alcagüete
02.
Na ditadura
Você não diz nada, mas
Sofre censura

Chulo
Nada é igual
Ao palavrão: - Trocar cocô
Por bolo fecal?!?

Coalizão
Nenhum embargo.
Os burros já tomaram
Nossos cargos.

Corrupção
01.
Já nem suspiro...
Morre um sanguessuga;
Nasce um vampiro.
02.
Não foram meias:
O PT trocou cuecas
Por urnas cheias.
03.
Não é calote
Lixo só virou luxo
Para Palocci.
04.
Coisa rara,
O PT de cueca
Mostrou a cara.
05.
Abençoados
Pastores de dinheiros
Deslavados.
06.
PT não criou
A corrupção geral...
Sistematizou.
07.
Viva sem vintém,
Dinheiro na cueca
Nunca cheira bem!

CAPITALISMO
Capitalismo não é, nada mais nem menos, do que uma forma de sociedade onde as pessoas possuem as coisas das outras pessoas. Não necessariamente tomando-as na mão grande. Às vezes é à boca pequena. Outras tantas, por herança e sorte grande. No capitalismo, o que as pessoas mais compram é a mão-de-obra de preço mais barato. Com isso, as pessoas vendem para as outras pessoas, pelo preço mais alto, o que as próprias pessoas fizeram quase de graça.

15 de abr de 2010

O Garanhão em Tóquio

Lá por 1979/80, o Garanhão de Pelotas era setorista da Presidência da República, para um jornal do eixo Rio-São Paulo, de grande circulação. Cobria, no bom sentido, o presidente Figueiredo, dona Dulce e suas circunstâncias para todas as causas e todos os efeitos.

Eis que o general, filho do general Euclides queria uma folga e então inventou uma viagem de dona Dulce ao Japão. E para lá se foi então uma comitiva enorme de damas de companhia, assessores, seguranças e jornalistas. O jornal e enviou três repórteres numa viagem precursora a Tóquio. Como sempre o grande matutino nacional queria chegar antes. E chegou, num voo da Real Aerovias, com Fernando Granada, Moreno da Silva e o Garanhão de Pelotas.

Eles se hospedaram no hotel Nikko, ou coisa parecida, onde estava dona Dulce e seu séquito, para ficar um período de cinco dias - sem contar o fim de semana que ninguém é de ferro. O apartamento reservado para a trinca era lá pelo 80° andar, pertinho do Sol Nascente.

Depois de lerem a versão japonesa da revista Fairplay, de melhorarem a imagem da TV com um Bombril na antena, pegaram uma folha de papel almaço, acionaram o mimeógrafo a álcool e redigiram a primeiro release para distribuir à imprensa, no saguão do hotel.

Moreno, ainda passou Glostora nas madeixas que ajeitou com um pente Flamengo, enquanto Fernando fumava o seu primeiro Mistura Fina do dia e o Garanhão vestia seus carpins de buclê, adequados aos sapatos Vulcabrás. A trinca entrou no elevador e Fernando dedilhou o botão que parava no restaurante para o Café da Manhã sem o Presidente - programa de índio já naquela época.

Lá pelo 67° andar, o elevador estanca. Entram duas senhoras. Uma jovem, bonita, de corpo mais bonito ainda; outra já carcomida pelos anos, magra, de pele flácida sobrando pelos braços e sinais de muitos anos de vida disseminados pelo rosto. Decerto, mãe e filha.

Educadas, elas cumprimentaram com um silencioso e gentil meneio de cabeça. Os repórteres, loucos para dar emoção ao dia que começava,  trataram de fazer brincadeiras de mau gosto e comentários impróprios e descabidos, em português e com sorrisos cínicos que disfarçavam o papo digno de uma arquibancada de Fla-Flu. Diz Moreno, sorridente e hipócrita para o Garanhão:

- A bonequinha é minha; eu vi primeiro!
- Aqui ó! Pega você essa balzaqueana. Se não quiser, dá pro Fernando, ele adora sobra-de-guerra.
- E no buzanfan não vai nada, seu Amigo da Onça - retrucou o indicado, rescendendo a Aqua Velva - o brotinho é meu, olha só como está me olhando. Tá gamada em mim...

Tudo isso falado no mais sujo idioma da nossa pátria-mãe gentil, acobertado por risinhos simpáticos, gestos enganadores e disfarçadamente tranchans.

Não demorou nada e a velhota apertou o botão. O elevador parou no andar seguinte. Elas desceram rumo ao corredor. A garota nem olhou para trás. A idosa enfiou o braço na jovem, fulminou os três com um olhar de bomba de Flit e exclamou entre dentes: - Só podia ser coisa de brasileiro, mesmo!

E sem esperar mais nada, as duas turistas lisboetas, afastaram-se à espera de um outro elevador que não conduzisse nenhum gajo parecido com aqueles estupores.

Quando o Garanhão chegou ao salão de refeições, todo garboso, sacudindo seu chaveirinho de pé de coelho, não havia nenhum sinal de imprensa por lá. O encontro de dona Dulce, a primeira-dama brasileira com os jornalistas japoneses fora realizado na sala de brifing, mais de uma hora atrás.

O Bavária e a Porteira Municipal

O Bavária - bar e restaurante - sempre foi o lar fora de casa do Garanhão de Pelotas. Foi ali o seu segundo porre - o primeiro se deu na veneranda Confeitaria e Panificadora Avenida, em diagonal com o Bar Copacabana - ambos de saudosa memória. O Garanhão tomou no balcão da padaria mais de meia garrafa de "Pesquinho", numa estréia etílica alopradamente adocicada, em plena flor de seus 15 anos de idade.

Ali, no bom Bavária, o nosso anti-heroi sempre se deliciou com o melhor "Colchão Alemão" e o notável bock - "Salsichão Bavária" - do Brasil e do mundo, acompanhado pelo mais frio e equidistante atendimento do Cone Sul, detalhe que encarava como um saudável e instigante desafio que o levava invariavelmente às mesas daquele refúgio - pois nunca perdeu a esperança de um dia ser bem atendido.

A marca da impessoalidade bavariana, passada de seu criador às criaturas, atravessou os anos e só se diluia diante da persistência de seus frequentadores habituais que, mais cedo ou mais tarde, conquistavam os sorrisos e as mesuras dos garçons, rasgos de simpatia que eles serviam como gorjeta a seus clientes mais assíduos.

O Garanhão sempre desconfiou que as maneiras reservadas e sisudas, quase impenetráveis, passadas de pai pra filho na guarda implacável da Caixa Registradora, sob o balcão, era uma espécie de blindagem contra os riscos do malfadado hábito dos pelotenses se julagrem merecedores do bom e velho  pindureba, que atende pelo codinome de "fiado".

Como, mais do que em qualquer outro ponto do planeta, os anos voam em Pelotas, o caso mais antigo dos bares e mais tradicional dos restaurantes da Princesa do Sul está saindo da vida para entrar na história: semana passada, o jornalista José Cruz tomou um cafezinho com o Garanhão de Pelotas que lhe confidenciou:

- O Bavária vai fechar.

Não é a primeira vez que dizem isso. Mas, dessa feita, a coisa tá feia. Cruz nem terminou direito de tomar o café. Deixou o Garanhão por ali e foi pra casa fazer as malas para retornar a Brasília. 

Vestiu sua camisa Volta ao Mundo que mandara lavar com anilguiou seu auto pela rodovia que liga Pelotas a Porto Alegre, pagou cinco pedágios - mais de R$ 50 - e enquanto comia uma cuíca pela estrada "apertada" pelo trânsito de caminhôes que levam e trazem o progresso da cidade de Rio Grande, pensava entristecido:

- "O Bavária vai fechar"! Uau! a última resistência dos bares/restaurantes daquele bom tempo vai embora... A Vienense, Taberna do Willy, O Gago, A Gruta, as confeitarias Gaspar, Nogueira, Brasil, Abelha... - ia contabilizando.

Estrada longa, viagem tensa, Cruz se deu conta: A referência histórica da gastronomia pelotense está se perdendo... E agora, o Sérgio Siqueira e o Behrê não terão mais aonde ir quando chegarem por lá, seu bunker de tantos e tão longos anos...

Desviou de uma carreta monstruosa. Entrou no estacionamento do aeroporto. E, depois de devolver o carro à locadora, ao comprar um coquetel de palavras cruzadas, ainda pensou antes de embarcar:

- O Otto que se prepare. Pois, apesar das guloseimas maravilhosas da Doçaria Pelotense, eles não têm paciência para aguentar o tempo que levam para atender a gente por lá... Coisa de causar inveja ao velho e bom Bavária.

Já com o avião sobrevoando Santa Catarina, Cruz ficou pensando sobre uma reportagem do jornal Zero Hora que exaltava o progresso de Rio Grande prevendo que a cidade portuária logo ultrapassará Pelotas em representatividade econômica e política.

Pelo jeito, o Garanhão tem razão uma vez mais: Está na hora de botar uma porteira ali na Ponte do Retiro e cobrar pedágio para quem quiser passar.

Bolas, o mapa do Rio Grande do Sul é, ou não é um garrafão de vinho? O gargalo está, ou não está virado para o Oceano Atlântico? Pelotas é, ou não é aquela rolha atravancada na garganta dos gaúchos?... Aquilo ali é, ou não é o funil do escoamento da produção sul-brasileira? Então, o que é mesmo que está esperando?!? Só a Ecosul pode cobrar passagem?!?

Edmar Fetter era vice-governador do estado e, uma dia, falou dessa porteira numa pescaria com amigos. O Garanhão de Pelotas levou a sério. Quer, agora, uma reunião com Fetter Júnior.

EXTRA! EXTRA!

     Acabo de saber - 11h04 desta quarta-feira, 15 de abril - que uma alma santa e misericordiosa salvou aquela que sempre foi a plataforma de lançamento das noitadas do Garanhão de Pelotas. Suas duas primeiras doses triplas da finlandesa Koskenkorva com gomos de laranja, eram sempre no Bavária. O Garanhão de Pelotas deixava assim, os sinais de sua passagem e a pista indefectível de que andava pelas quebradas notívagas.
     Eis que os tambores da selva citadina reverberaram de Edison Cruzeiro para Rubens Freitas que tamborilou para o Zé Cruz:


     "Caro amigo, o Bavária está salvo. O magrão Poetsch, grande torcedor do Lobão, já acertou tudo com o muito trabalhador Sr. Kiko,  tudo conforme informações dadas pelos profissionais Louro e Fernando hoje à noite no jantar. Fechará para pequena adequação no dia 23/4 e reabrirá em grande estilo no dia 05/5, portanto será um pequeno espaço de tempo".
     E assim é que, entre mortos e feridos, estamos todos salvos. Inclusive o Garanhão de Pelotas.