24 de nov de 2010

Hai-Kais, Prosa & Esparrela

Eis que, senão quando, hoje é dia das letras K, L e M para a crise de Hai-Kais que assola o Garanhão de Pelotas. E ainda sobra alguma coisa de prosa. Mãos à obra que ninguém é de ferro.

K

K & K
Para se ouvir,
Nada melhor do que um
Kleiton & Kledir.

Prosa

KKK*
A geração do multiman Garanhão de Pelotas foi criada sob o estigma - longínquo do Brasil - da tirania imposta pela deplorável confraria Ku Klux Kan que assombrou o mundo com sua irracionalidade contra o negro americano. Com ela nosso herói aprendeu que é muito difícil impedir, com o uso e abuso das leis, as forças e o poder da dignidade humana. O erro daquela falange do mal é que não soube entender que ninguém odeia a não ser àqueles a quem não pode depreciar. Aquele ódio não foi mais do que a vingança da covardia, diante da intimidação de pressentir justiça social na anunciada e inevitável convivência sem preconceitos. Que, um dia, até por aqui nesse Brasil da Silva, há de se criar.
O Garanhão forçou a barra nessa de KKK. Mas que diferença para o K&K!

Esparrela

KKK, DE NOVO
Nesse Brasil da Silva, as CPIs se transformaram em típicos tribunais da Inquisição. A grosseria que a imunidade permite é digna das mais duras demonstrações de irreverência e desrespeito aos depoentes. Só uma Ku Klux Klan chegaria tão perto de tamanha agressão verborrágica.
- Vossa Excelência – provocou o relator – é traficante de armas!
- E Vossa Excelência – acusou o interrogado – é o receptor!
Nenhum dos dois foi desmentido. Ambos foram só inocentados.

L

Ladroeira
A roubalheira
Tem sempre dose certa:
A saideira.

Liberdade
Aí, seus mucréias...
Quero ver prender
Minhas idéias!

Prosa

LEI
Lei é lei, quando tem por fim realizar na sociedade a ordem moral. Isso é lei, o lesto é o malido da laínha. Já a justiça não carece de leis nem de direitos. Acho que Ovídio matou a cobra e mostrou o pau: “As leis são feitas para que os poderosos não possam tudo”.

Esparrela

LIGEIRO
Surpreendido no aeroporto, de malas prontas, o deputado ainda tenta:
- Hei, seu guarda, com esse dinheiro eu o contemplo...
O policial revolta-se:
- Você quer me subornar?
Aí, já com ares de bispo, ele sai pela tangente:
- Não, não, eu disse: a guarda desse dinheiro é com o templo.

M

Malediscência
- Ah, agora vai!
Minha mulher vai ser mãe...
- E quem é o pai?!?

Mercosul
Ah, Deus é fiel,
Como Lula também é...
Para o Fidel.

Millôr
Millôr dá o tom:
“Beber é mesmo ruim,
Mas é muito bom!”.

Moda
Ela bem sabia:
As modelos morrem de
Anorexia

Moisés
Que desventura,
Mosquito matou Moisés
De picadura.

Prosa

MODA
O Garanhão de Pelotas acha aque a moda é um negócio engraçado. Para ele, no mundo fashion, as pessoas insignificantes seguem a moda; as presunçosas exageram a moda; as de bom gosto entram na moda sem força nem estardalhaço. Uma coisa é certa, as mulheres iriam à loucura se tivessem nascido como a vida em alta sociedade as faz ser e parecer.