24 de set. de 2010

MANO DUNGA

Mano Menezes deu um importante recado ao deixar Neymar de fora da Seleção que vai entrrar em gozo de amistosos no mes de outubro: nas democracias vigentes na democracia brasileira, quem pode, pode; quem não pode, se sacode. Mano já se enquadrou no perfil de perfeito sucessor de Dunga.

DESFUNÇÃO
Um técnico de futebol é um técnico de futebol. Menos no Brasil. E muito menos na CBF. Aqui, o técnico é treinador, gerente, administrador, empresário e dono da verdade. Não cabe a um plantonista como Mano bancar o professor, juiz, julgador e executor, ou pai da manada que arrebanha. Mano, de técnico da Seleção virou dirigente da CBF. Pelo menos, a metamorfose foi para cima e não para baixo, como aconteceu com Lula que, de presidente da República, virou um simples cabo eleitoral.

DESEMPREGADO
A diretoria do Atlético Mineiro deu para Vanderlei Luxemburgo tudo que ele pediu: contratou pelo menos seis bons craques dentre os quase 20 jogadores que ele pediu; deu-lhe condições de trabalho; bom salário, carinho, vida boa. Luxemburgo fez uma campanha digna de segunda divisão. Foi preciso tomar 5 a 1 ontem do Fluminense para o presidente demiti-lo por telefone.

MINERVA É PONCIO
Futebol e cabeça de juiz tem dessas coisas: são caixinhas de surpresa. O que seria 6x4 para Roriz ontem no Supremo, virou 5x5. O ministro presidente tem direito ao voto de Minerva. Já se sabe o que ele pensa: é contra a aplicação da lei agora. O que não se sabia é que ontem ele poderia pensar do jeito que está pensando hoje: abster-se e deixar vingar a decisão do TRE de Brasília. Por enquanto, o julgamento está suspenso. Lavando as mãos, faz valer a cassação da candidatura de Roriz. O PT, enfim, vai emplacar um governador no Distrito Federal. Minerva no Supremo é Poncio Pilatos.

O FEUDO
Nenhum governador da República Federativa do Brasil tem mais poder de barganha do que aquele que governa o grande latifúndio político-imobiliário chamado Distrito Federal. O governo de Brasília é o governador e mais os seus apaniguados, aos quais transforma em massa de manobra ao nomeá-los "administradores regionais" - arremedos de prefeitos, sem vereadores, das cidades-satélites Gama, Taguatinga, Brazlandia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Cruzeiro, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Candangolandia. É um feudo.

RAPIDINHA
Para quem gosta de pesquisas de opinião: quem sabe, uma no Morumbi neste domingo à tarde; outra no Engenhão - já que o Maracanã está fechado; e no Mineirão, no Beira-Rio, nos estádios de futebol das capitais brasileiras, inclusive, lá em Macapá?... É um jeito rápido, muito mais barato e mais preciso, do que essas outras todas que são feitas, sem que a gente saiba com que tipo de entrevistado os pesquisadores estão falando.

AMAPÁ & HOLLYWOOD
Não, não liguem Lula, nem Dilma, aos quadrilheiros do Amapá. Aquela peça veiculada na TV uma semana antes do estouro da Operação Mãos Limpas, foi só mais um filmezinho de ficção. Nada que se compare ao "Lula - O Filho do Brasil", agora indicado pelos adoradores do presideus para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Amapá, capital: Hollywood.