17 de abr de 2010

JOGO DE BICHOS

JOGO DE BICHOS - O zagueiro palmeirense Danilo chamou o atleticano Manoel de macaco e lhe deu uma cusparada na cara. Manoel perdeu a chance de chamar Danilo de porco. Nem precisa.

POLITICAMENTE CORRETO - O Garanhão de Pelotas, expedito repórter de campo, para não ser preconceituoso contou o lance: - Danilo dirigiu-se ao afro-descedente de lusitano apelido Manoel dando-lhe a alcunha de símio e logo lhe ejetou resíduos salivares no rosto. Manoel, pela cota que lhe toca, não o chamou de suíno, mas vai denunciá-lo por grave desobediência e inssurgência ao que preceitua a Lei Afonso Arinos. - Aí, o Garanhão cansou: - Porra, futebol é pra homem!

E A MÃE DO JUIZ... Já travestido de advogado do diabo, o Garanhão de Pelotas sentencia: - A acusação de racismo não cola. Esse "macaco" aí foi lançado no meio da área como troca de ofensa, cabeçada, empurra-empurra e cutucão. Não representa nenhum movimento anti-étnico.

E vai em frente: - Filho disso e daquilo é bem pior. Juiz de futebol processaria todo dia as torcidas organizadas por injúria, calúnia e difamação à vida ilibada de sua mãe querida. Lula, outro dia, chamou os árabes de turcos. Eles não eram; não se importaram.

E o Garanhão conclui, relembrando um dia de jogo em Pelotas: - Dois torcedores do Inter, uma vez, me chamaram de branquelo. Não dei bola; eles não eram. Mais grave que tudo isso é inventar cotas raciais nas universidades. E muito mais humilhante ainda, é ocupá-las.

FUTEBOL NO CAFÉ AQUÁRIO

Sem medo de quebrar as vidraças, Nanico Real chutava no amanhecer seguinte ao jogo da cuspida, uma passagem semelhante ocorrida com o Garanhão de Pelotas.

O Pelotas jogava com o Penharol, em Montevidéu. No segundo tempo, zero a zero, o Garanhão de Pelotas, num córner, foi para o salceiro na área uruguaia. Inticou com o baque-central que lhe cuspiu na cara. O Garanhão matou a peronha no peito e enfiou nas malhas do golquiper opositor.  Depois do jogo, o caso foi parar na delegacia de polícia. Não, a vitória do Pelotas por 1x0, não; parou na polícia a cusparada no Garanhão.

Lá, na frente do delegado, ânimos arrefecidos, o zagueirão concordou em pedir desculpas ao Garanhão que, louco para retornar ao Brasil, aceitou prontamente. Apertaram as mãos e fizeram as pazes.

Já na beira da calçada da delegacia, à frente de um carro de praça, o Garanhão aproximou-se do zagueiro e, com um sorriso nos lábios, apertou novamente a mão do cuspidor... E deu-lhe uma cuspida nas fuças!

E sem perder tempo, entrou no táxi e acomodado no banco de trás do coche, gritou sorridente e gentil para o atônito zagueiro: - Desculpe!