27 de jul de 2011

O GARANHÃO DÁ AS CARTAS EM MONACO

No pub do Luxury Hotel, no Principado de Mônaco, o Garanhão de Pelotas  e a ruiva de suas três inseparáveis secretárias executáveis, encontaram os amigos Henry e Colette que haviam conhecido em Paris, na semana anterior.

Sorveram seus Dry Martinis como se fossem os últimos e resolveram ir para o Cassino Monte Carlo. Pouco depois, lá estavam jogando black jack e, um pouco de bacarat, para depois se dedicarem a um carteado a quatro, numa digníssima e exclusiva mesa redonda.

De repente, o Garanhão  deixa cair umas cartas no chão. Ele se dobra pra baixo da mesa para pegar as cartas. Confirma o que já suspeitava:  Colette, mulher de Henry não está usando calcinha.

O Garanhão  emerge à mesa do carteado e, sem demonstrar qualquer sinal de distração ao jogo, segue a parada. Pouco depois, dirige-se ao balcão do bar com a desculpa de pegar mais um Martini. Colette, logo surgiu ao seu lado. Antes de pedir seu drink ela sussurrou coquete:

- Você viu algo interessante debaixo da mesa?
- Eu pagaria 50 mil dólares para ter o que vi.
- Pode ser seu, por 50 mil dólares!

O nosso espadachim de folheto confessa o seu interesse. Logo combinam um encontro para a tarde de sexta-feira da semana seguinte, quando - eles sabiam - o Garanhão  estaria na dele e Henry num encontro marcado com o príncipe Louis Maxence Bertrand, no castelo das Grinaldas.

Na sexta-feira marcada, o Garanhão  vai com tudo e, depois de fazer coisas do arco da velha e de muito roncar e fuçar por entre os lençóis de percal, pagou e não bufou a Colette os 50 mil dólares combinados. Despediram-se apaixonados, como se nunca mais fossem protagonizar um novo encontro.

Lá por volta das sete horas da tarde já com jeito de noite, Henry chega à suíte presidencial que ocupava com sua Colette no Luxury e, ainda na sacada de sua suíte, esbraveja e grita com a mulher:

- Garanhão  esteve com você, hoje de tarde?

Colette, relutante e quase indecisa, responde que sim. O marido quis saber mais:

- E ele lhe pagou 50 mil dólares?
- Quiospariu! Ele sabe de tudo - pensou Colette. E sentindo-se perdida, não se animou a negar:
- Sim, ele pagou. Pagou 50 mil e de boa vontade.
- Orra, que alivio!  Na semana passada ele me pediu 50 mil dólares emprestados e me prometeu de pé junto que os pagaria hoje mesmo, sem falta. Passe, passe pra cá logo os meus 50 mil.

MORAL DA HISTÓRIA - Business is business, ou em matéria de dinheiro, engana os demais, porque senão eles te enganarão.