19 de nov de 2011

ASSOCIAÇÃO DE IMAGEM

Quando eu não havia completado ainda 200 anos de idade, tinha um neto, esperto e bonito como são todos os netos de todos os avós do mundo. Mais que isso, ele era inteligente. Isso sempre faz a diferença.

Naquela manhã de férias do Jardim de Infância, ele saía de casa, acompanhado por seu pai, para dar um voltinha no parque da cidade, andar de balanço, gangorra, traçar um sorvetão, um algodão doce, pipoca e essas coisinhas que os pais sempre provam antes de dar a metade que sobra para os filhos.

Estavam no umbral da porta, quando bem à frente de meu neto de cinco anos, passa pela calçada, rente à parede da casa, um anãozinho, de cabelinho penteado, bem arrumadinho, de andar lépido e faceiro.

O pequeno transeunte não estava nem a um metro de distância, quando meu neto - encantado pela inusitada imagem do nanico - sugeriu na hora ao meu genro:

- Pai, me leva ao circo?!?

O anão estancou a caminhada. Voltou-se como se fosse dar um tabefe no guri atrevido. Viu que não era nada disso. Deu meia volta e se mandou. Lépido, mas já nem tão faceiro assim.

MORAL DA HISTÓRIA - Quando o sonho se reflete na realidade, não há razão para conflito. Mas que a gente perde o rebolado, perde.