23 de abr de 2011

O TRATO DO GARANHÃO

Um dia, naquelas priscas eras, só para não desconstuir a múltipla personalidade do Garanhão de Pelotas, ele tinha um bilau desse tamaínho. Era, digamos, pouco dotado. Nem por isso, todavia(*), o Garanhão  deixava de ser um tremendo garanhão.

No meio do garden party, pertinho do jardim que circundava a pérgula da piscina de sua mansão, escolheu a dedo uma loira de parar o trânsito (benção Stanislau Ponte Preta) e, sem mais delongas (obrigado, Ruy Barbosa) foi com tudo pra cima dela, sem medo de ser feliz (meus encômios ao PT).

Ganhou a jovem já nas preliminares com toda a beleza, o charme e o veneno do homem brasileiro e foi logo cantando:

- Mimosa, vamos para a minha suíte...
- O que você pensa que eu sou?
- A mulher mais bonita dessa festa. Vamos, eu sou jeitoso...
- Você promete não me machucar?
- Eu ponho só a pontinha...
- Jura?
- Por Baco, Apolo, todos os deuses gregos e uma porção de batata frita.
- Vamos fazer um trato?
- Vamos.
- Você só coloca a pontinha.
- Trato feito, mimosa.

E lá se foram para a suíte principal do palacete assobradado do Garanhão. Roupas sobre o tapete persa, corpos na alcova alcandorada, o Garanhão foi logo enfiando tudo que tinha direito. Ela a-do-rou! Cheia de desejo, resolveu condescender:

- Ai, amor... Bota tudo logo de uma vez... Tudo, tudo!
- Nem pensar, mimosa. Trato é trato!

MORAL DA HISTÓRIA - Não há nas noites de alcova prazer nenhum que se compare ao gozo de conspurcar a verdade.

(*) TODAVIA- Como diria Paulo Francis, "todavia é a puta que pariu!".