Para quem acredita em pesquisas, essa última do Datafolha saiu melhor que a encomenda: o palhaço Tiririca do PR - Partido Republicano, será o candidato mais votado para deputado federal. Contaria hoje com 3% das intenções de votos dos 30 milhões de eleitores paulistas. Isso quer dizer nada menos de 900 mil votos.
Com isso, ele puxaria para a sua facção figuras como o cantor Agnaldo Timóteo, o pianista Waldemar da Costa Neto e o menestrel Juca Chaves, além de mais três ou quatro menos conhecidos. Seja lá quem for para a Câmara com Tiririca, pior do que tá não fica.
Tiririca não declarou patrimônio algum ao TSE. Disse que, em razão dos processos movidos contra ele pela ex-mulher, ele passou todos os seus bens para terceiros.
Tiririca está dando uma lição aos candidatos que juram que a política é coisa séria: o brasileiro não gosta de votar; gosta de rimar. Assim, se quisesse governar São Paulo, bastaria ao PT lançar o slogan: Alckmim é o fim; avante com Mercadante! Para o Senado: Deixa pra lá, o Netinho é dose; pegue a Marta, relaxe e goze.
Já para a Presidência da República, os tucanos já deveriam ter mandado Serra abrir o jogo eleitoral e botar a boca no trombone: Com Zé Serra, o bom cabrito berra! Não aposte, não vote em poste.
O tragicômico disso aí é que o palhaço de verdade, uma vez chegando lá, resolva eleger também no próximo pleito uma nova esposa: - Faça como o Tiririca que adora a Siririca. Nada mais sério nem mais verdadeiro do que Tiririca na política.
19 de set. de 2010
Cadê as provas? Dilma quer ver as provas!
Não é nada, não é nada, 200 mil reais assim, dentro de uma gaveta, numa segunda-feira é, pelo menos, como acertar uma quina da Mega-Sena. A quina, porque a Mega-Sena fica para os que compram aviões da França. De qualquer maneira, nem o próprio Vinícius de Oliveira Castro, sócio de Israel Guerra, filho perdulário de Erenice, ex-dona da Casa d'Irene da Presidência da República acreditava naquele monte de propina. Estava na gaveta da quina da sua mesa de trabalho. Verdadeira quina da sorte.
Está na alvejante Veja que, diante da sua mesa multiuso, ele arregalou os olhos e quis saber: "Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?". E está na mesma revista Veja que um colega teria explicado: "É a PP do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo". Então, vamos por partes, como o Jack Estripador:
01) Que colega é esse?
02) Como ele sabia do que se tratava?
03) Foi ele quem botou o dinheiro na gaveta?
04) Se não foi, sabe quem foi?
05) Como assim, "chegou para todo mundo"... Quem é "todo mundo"?
06) O colega sabe, ou não sabe quem é "todo mundo"?
07) Cadê o dinheiro "para todo mundo"?
08) Cadê "todo mundo"?
09) PP quer, ou não quer dizer Pagamento de Propina?
10) Vinícius ficou satisfeito?
11) Com a resposta, ou com o dinheiro?
12) Cadê o dinheiro que estava ali?
13) Cadê as provas - Dilma quer ver as provas - cadê, cadê?!?
Haveria outras perguntas, como: O colega é "todo mundo"? O dinheiro veio pelo Correio? Foi pacote comum, ou por Sedex? A gaveta não tinha chave? Vinícius usa cueca? "Todo mundo" usa cueca? "Todo mundo feminino" usa calcinha? Cadê o mordomo, cadê o mordomo?!?... E outras tantas... Mas, não é por nada, esqueça essas últimas. Fique só com 13 perguntas. É que 13 é o número do PT. Perseguição. Pura intriga da oposição.
RODAPÉ - O salário mínimo para o ano que vem, com fator previdenciário e tudo, será de R$ 538. Nós Tamiflu.
Está na alvejante Veja que, diante da sua mesa multiuso, ele arregalou os olhos e quis saber: "Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?". E está na mesma revista Veja que um colega teria explicado: "É a PP do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo". Então, vamos por partes, como o Jack Estripador:
01) Que colega é esse?
02) Como ele sabia do que se tratava?
03) Foi ele quem botou o dinheiro na gaveta?
04) Se não foi, sabe quem foi?
05) Como assim, "chegou para todo mundo"... Quem é "todo mundo"?
06) O colega sabe, ou não sabe quem é "todo mundo"?
07) Cadê o dinheiro "para todo mundo"?
08) Cadê "todo mundo"?
09) PP quer, ou não quer dizer Pagamento de Propina?
10) Vinícius ficou satisfeito?
11) Com a resposta, ou com o dinheiro?
12) Cadê o dinheiro que estava ali?
13) Cadê as provas - Dilma quer ver as provas - cadê, cadê?!?
Haveria outras perguntas, como: O colega é "todo mundo"? O dinheiro veio pelo Correio? Foi pacote comum, ou por Sedex? A gaveta não tinha chave? Vinícius usa cueca? "Todo mundo" usa cueca? "Todo mundo feminino" usa calcinha? Cadê o mordomo, cadê o mordomo?!?... E outras tantas... Mas, não é por nada, esqueça essas últimas. Fique só com 13 perguntas. É que 13 é o número do PT. Perseguição. Pura intriga da oposição.
RODAPÉ - O salário mínimo para o ano que vem, com fator previdenciário e tudo, será de R$ 538. Nós Tamiflu.
A Máfia incorporou no Estado - Nós Tamiflu!
A coisa é muito mais séria do que parece. A Máfia se infiltrou de tal forma nos poderes constituídos do Brasil que seu espírito já se incorporou ao Estado. E o pior: está tomando conta da alma da nação brasileira. A corrupção, a propina, a chantagem, a semvergonhice estão entrando pelas artérias da consciência nacional, como leucócitos que contaminam a população com a mais terrível praga de leucemia moral que debilita o País, já contagiado por um ataque permanente de linfomas.
O sangue brasileiro está aguado. O povo não tem ânimo, não tem força para repelir a moléstia que o aflige, sem alarde e sem dor, como a maioria dos cânceres que, quando a gente percebe, já nos consumiu. E os linfomaníacos mais que evoluem, proliferam. Eles vacinam o inconsciente coletivo.
O diabo é que esses linfomas que degeneram os organismos públicos, se transformam em receitas de generosas doses de salvação que são aplicadas em forma de voto. Escândalo, esperteza, chantagem, corrupção, propina significam plataforma eleitoral. Roteiro de trabalho de cabos eleitorais a bandeiras despregadas.
Agora mesmo, nesse caso da Bolsa-Famíglia de Erenice, o advogado Vinícius de Oliveira Castro - escafedido da Casa d'Irene - sócio de Israel, filho pródigo incansável de Guerra, foi apontado neste fim de semana pela alvejante Veja, como beneficiário de uma propina de R$ 200 mil, numa operação de compra, pelo governo, de Tamiflu - remédio contra a gripe suína. Vinícius achou a propina na gaveta de sua mesa lá no cartório da Casa Civil. Se persistirem os sintomas, ele vai procurar o ministro da Saúde mais próximo.
Esse barraco, essa maracutaia, esse escândalo, certamente vai ser transformado em mais alguns bons pontos de vantagem para os candidatos do governo nas próximas ecomendas de pesquisa eleitoral.
Mas, cá pra nós e pra torcida do Flamengo, o governo Lula e os comandantes da campanha de Dilma, estão perdendo o bonde da História. Já deveriam ter trazido à tona os bastidores - vulgo make off - das "negociações" e respectiva taxa de êxito naquela transação de compra dos eficientes caças, helicópteros e submarinos franceses. Esse é um negociozinho de mais de R$ 22 bilhões. Bilhões... 22 bilhões! Valeria bem mais a pena. E muito mais votos. Comme d'habitude.
RODAPÉ - Desde que foi alardeada pelo governo Lula, a gripe suína não matou 400 brasileiros, mas a febre amarela, a dengue, o mal de Chagas, Aids, tuberculose, lepra, continuam matando milhares de milhares de pessoas no Brasil. Só para que você não fique sem atendimento aqui no consultório sentimental do Garanhão de Pelotas, como se fosse num hospital da rede pública, saiba que Tamiflu é um antiviral que o Ministério da Saúde comprou do Laboratório Roche, para combater a alarmista gripe H1N1. O negócio custou uma merreca em torno de R$ 35 milhões aos cofres do Brasil. Perto de 36 caças Rafale, esses 35 milhões não pagam nem o combustível, muito menos o nível de consumo da propina.
Quem sabe o governo manda Zé Temporão comprar uma partidazinha de remédio para cada uma dessas competitivas modalidades do esporte mais radical do País - a doença?!? Se persistirem os sintomas, é a sua vez de procurar o ministro da Saúde.
Quanto aos males da compra de caças do Sarkozy, da CPI afogada da PTrobras, da quadrilha dos amigos de Lula que estavam com Dilma no Amapá, da banda dos dossiês, da turma da quebra de sigilos, da quadrilha das ambulâncias, do enxame de sanguessugas, nem perca tempo. Essa epidemia não tem cura. Mas um voto cuidadosamente aplicado em outubro não faz mal pra ninguém. De qualquer forma, com essa gentalha, nós Tamiflu!
O sangue brasileiro está aguado. O povo não tem ânimo, não tem força para repelir a moléstia que o aflige, sem alarde e sem dor, como a maioria dos cânceres que, quando a gente percebe, já nos consumiu. E os linfomaníacos mais que evoluem, proliferam. Eles vacinam o inconsciente coletivo.
O diabo é que esses linfomas que degeneram os organismos públicos, se transformam em receitas de generosas doses de salvação que são aplicadas em forma de voto. Escândalo, esperteza, chantagem, corrupção, propina significam plataforma eleitoral. Roteiro de trabalho de cabos eleitorais a bandeiras despregadas.
Agora mesmo, nesse caso da Bolsa-Famíglia de Erenice, o advogado Vinícius de Oliveira Castro - escafedido da Casa d'Irene - sócio de Israel, filho pródigo incansável de Guerra, foi apontado neste fim de semana pela alvejante Veja, como beneficiário de uma propina de R$ 200 mil, numa operação de compra, pelo governo, de Tamiflu - remédio contra a gripe suína. Vinícius achou a propina na gaveta de sua mesa lá no cartório da Casa Civil. Se persistirem os sintomas, ele vai procurar o ministro da Saúde mais próximo.
Esse barraco, essa maracutaia, esse escândalo, certamente vai ser transformado em mais alguns bons pontos de vantagem para os candidatos do governo nas próximas ecomendas de pesquisa eleitoral.
Mas, cá pra nós e pra torcida do Flamengo, o governo Lula e os comandantes da campanha de Dilma, estão perdendo o bonde da História. Já deveriam ter trazido à tona os bastidores - vulgo make off - das "negociações" e respectiva taxa de êxito naquela transação de compra dos eficientes caças, helicópteros e submarinos franceses. Esse é um negociozinho de mais de R$ 22 bilhões. Bilhões... 22 bilhões! Valeria bem mais a pena. E muito mais votos. Comme d'habitude.
RODAPÉ - Desde que foi alardeada pelo governo Lula, a gripe suína não matou 400 brasileiros, mas a febre amarela, a dengue, o mal de Chagas, Aids, tuberculose, lepra, continuam matando milhares de milhares de pessoas no Brasil. Só para que você não fique sem atendimento aqui no consultório sentimental do Garanhão de Pelotas, como se fosse num hospital da rede pública, saiba que Tamiflu é um antiviral que o Ministério da Saúde comprou do Laboratório Roche, para combater a alarmista gripe H1N1. O negócio custou uma merreca em torno de R$ 35 milhões aos cofres do Brasil. Perto de 36 caças Rafale, esses 35 milhões não pagam nem o combustível, muito menos o nível de consumo da propina.
Quem sabe o governo manda Zé Temporão comprar uma partidazinha de remédio para cada uma dessas competitivas modalidades do esporte mais radical do País - a doença?!? Se persistirem os sintomas, é a sua vez de procurar o ministro da Saúde.
Quanto aos males da compra de caças do Sarkozy, da CPI afogada da PTrobras, da quadrilha dos amigos de Lula que estavam com Dilma no Amapá, da banda dos dossiês, da turma da quebra de sigilos, da quadrilha das ambulâncias, do enxame de sanguessugas, nem perca tempo. Essa epidemia não tem cura. Mas um voto cuidadosamente aplicado em outubro não faz mal pra ninguém. De qualquer forma, com essa gentalha, nós Tamiflu!
18 de set. de 2010
NEYMAR FORA, FORA DORIVAL!
O Santos F.C. atende pedido de Dorival Junior e afasta Neymar. Pronto, acabaram com a alegria do Garanhão de Pelotas. Você acha que ele vai pra frente da TV em dia de jogo só para ver o Dorival Júnior na beira do gramado, fingindo que entende alguma coisa de futebol?!? Nem mooorta, filha!
O Santos F.C. atende pedido de Dorival Junior e afasta Neymar. Pronto, acabaram com a alegria do Garanhão de Pelotas. Você acha que ele vai pra frente da TV em dia de jogo só para ver o Dorival Júnior na beira do gramado, fingindo que entende alguma coisa de futebol?!? Nem mooorta, filha!
Iceberg não é banquisa; Fiascotóide não é factóide
Esse caso da bolsa-famíglia de Erenice Guerra no governo Lula é só a ponta do iceberg. Os comandantes da campanha de Dilma e a própria postulante querem transformar tudo numa efêmera banquisa. Fazem cara de paisagem para o fenômeno, esperando que essa plataforma se desmanche ainda neste início de primavera, bem antes do horário de verão no Brasil.
A gatunagem e a pirataria perpetrada no convés dessa nau de insensatos em que foi transformada a Casa Civil, ancorada no camarote de cima do Palácio do Planalto, cassino flutuante da República dos Calamares, é muito diferente de uma banquisa; é mesmo um iceberg - como reconheceria com toda facilidade qualquer marinheiro de primeira viagem.
O achaque ao Tesouro brasileiro que está aparecendo mais uma vez é, no máximo 10% do que não se enxerga a olho nu. É um iceberg, sim senhor. Só a ponta emergiu à superfície. Os outros 90% permanecem submersos, representando um gigantesco perigo a todos os brasileiros que, desprevenidos, embarcaram nessa canoa furada de proporções incalculáveis.
Os timoneiros jogam para o fundo do porão uma vez mais o produto do seu permanente e sistemático avanço às arcas das burras públicas. E tratam de chamar de banquisa o que é um iceberg, assim como Dilma chamou de "factóide" o fiascotóide protagonizado pela sua mão-direita, "antiga subalterna", na Casa Civil, Erenice Guerra.
Os que se adonaram do poder e se apropriaram da coisa pública estão virando o Brasil do avesso. Com a truculência dos piratas, como se tivesse um Capitão Gancho a comandá-los, realizam as abordagens mais audaciosas, com a certeza de que transformando as tempestades em copo d'água, ninguém vai notar, nem querer saber quantos morrem na praia.
Nas suas perigosas aventuras por aí, trazem das dunas idênticas às da Sardenha, o toque siciliano para o mais grandioso litoral latino-americano. É daí que eles chegam aos grandes centros e deixam de lado a fantasia de rei, de pirata ou jardineiro para se vestir de guerrilheiros urbanos liderados em palanques por um chefe aparentemente cheio de paz e amor. Pra tudo se acabar na pasmaceira. É uma estratégia romântica. Tipo aquela que inspirou a Máfia a virar a mesa e deixar a Itália de cabeça pra baixo.
Os infiltrados no poder e em todos os poderes da República apenas imitam à perfeição o que os mafiosos da ilha da Sicília fizeram há muitos anos com o desprevenido Estado italiano. Naquele tempo foi simples assim:
Lá pelos anos 40/50 do século passado, um certo dia, cansado de ser chantageado e de pagar propina ao poder constituído, Don Corleone - il capo de tutti capi - tomou uma decisão que instituiu a relação do crime com o governo que foi adotada pelos países mais corruptos do mundo. Chamou seus mafiosos e disse:
- Chega de corromper deputados, senadores, juízes, promotores, sindicatos, governantes... Basta!
Houve um momento de certa perplexidade. Mas o Chefe logo explicou e justificou os novos tempos:
- Agora, nós também seremos deputados, senadores, juízes, promotores, donos de sindicatos e governantes.
Dito e feito. De lá para cá, o crime infiltrou-se nos poderes constituídos, nos organismos públicos e suas circunstâncias, onde se encontra até hoje gozando a maior e mais consentida dolce vita. Eles fazem as leis para eles mesmos; eles se acusam e se defendem; eles são a força dos sindicatos; eles comandam os organismos de defesa da população; eles governam para eles mesmos.
O sistema contaminou gerações e atravessou fronteiras. Chegou ao Brasil e logo infiltrou o espírito da Máfia no corpo do Estado. I la nave va.
A gatunagem e a pirataria perpetrada no convés dessa nau de insensatos em que foi transformada a Casa Civil, ancorada no camarote de cima do Palácio do Planalto, cassino flutuante da República dos Calamares, é muito diferente de uma banquisa; é mesmo um iceberg - como reconheceria com toda facilidade qualquer marinheiro de primeira viagem.
O achaque ao Tesouro brasileiro que está aparecendo mais uma vez é, no máximo 10% do que não se enxerga a olho nu. É um iceberg, sim senhor. Só a ponta emergiu à superfície. Os outros 90% permanecem submersos, representando um gigantesco perigo a todos os brasileiros que, desprevenidos, embarcaram nessa canoa furada de proporções incalculáveis.
Os timoneiros jogam para o fundo do porão uma vez mais o produto do seu permanente e sistemático avanço às arcas das burras públicas. E tratam de chamar de banquisa o que é um iceberg, assim como Dilma chamou de "factóide" o fiascotóide protagonizado pela sua mão-direita, "antiga subalterna", na Casa Civil, Erenice Guerra.
Os que se adonaram do poder e se apropriaram da coisa pública estão virando o Brasil do avesso. Com a truculência dos piratas, como se tivesse um Capitão Gancho a comandá-los, realizam as abordagens mais audaciosas, com a certeza de que transformando as tempestades em copo d'água, ninguém vai notar, nem querer saber quantos morrem na praia.
Nas suas perigosas aventuras por aí, trazem das dunas idênticas às da Sardenha, o toque siciliano para o mais grandioso litoral latino-americano. É daí que eles chegam aos grandes centros e deixam de lado a fantasia de rei, de pirata ou jardineiro para se vestir de guerrilheiros urbanos liderados em palanques por um chefe aparentemente cheio de paz e amor. Pra tudo se acabar na pasmaceira. É uma estratégia romântica. Tipo aquela que inspirou a Máfia a virar a mesa e deixar a Itália de cabeça pra baixo.
Os infiltrados no poder e em todos os poderes da República apenas imitam à perfeição o que os mafiosos da ilha da Sicília fizeram há muitos anos com o desprevenido Estado italiano. Naquele tempo foi simples assim:
Lá pelos anos 40/50 do século passado, um certo dia, cansado de ser chantageado e de pagar propina ao poder constituído, Don Corleone - il capo de tutti capi - tomou uma decisão que instituiu a relação do crime com o governo que foi adotada pelos países mais corruptos do mundo. Chamou seus mafiosos e disse:
- Chega de corromper deputados, senadores, juízes, promotores, sindicatos, governantes... Basta!
Houve um momento de certa perplexidade. Mas o Chefe logo explicou e justificou os novos tempos:
- Agora, nós também seremos deputados, senadores, juízes, promotores, donos de sindicatos e governantes.
Dito e feito. De lá para cá, o crime infiltrou-se nos poderes constituídos, nos organismos públicos e suas circunstâncias, onde se encontra até hoje gozando a maior e mais consentida dolce vita. Eles fazem as leis para eles mesmos; eles se acusam e se defendem; eles são a força dos sindicatos; eles comandam os organismos de defesa da população; eles governam para eles mesmos.
O sistema contaminou gerações e atravessou fronteiras. Chegou ao Brasil e logo infiltrou o espírito da Máfia no corpo do Estado. I la nave va.
Nico Fidenco para a Casa Civil
CASA d'IRENE
Para deixar a Redentora pra lá, pegue de Sarney para cá. Relembre os chefes da Casa Civil da República. Governo Tancredo Neves: Zé Hugo Castelo Branco que não subiu a rampa; governo Sarney: Marco Maciel; Beira-Collor: Jorge Bornhausen; Itamar Franco: Henrique Hardgreaves que fazia negócios da China; Fernando Henrique Cardoso: Pedro Parente; Lula da Silva: Zé Dirceu, saído "a pedido" e a toque de caixa; Dilma, saída para postular; Erenice Guerra, saída "a pedido" politicamente correto; Miriam Belchior, ainda na marca do pênalti para entrar em campo e conquistar o tetra nesses oito anos de mandato calamar.
Nuncanahistoriadessepaís a Casa Civil foi tão parecida com a Casa d'Irene: A casa d’irene si canta si ride... C’e gente che viene, c’e gente che va. Ninguém duvide que, depois de outubro, Lula convide Nico Fidenco para ser a nova eminência parda do Palácio do Planalto. Basta que a tesoura de dona Dilma não corte fundo.
Reprodução/ Silas, o Dizimado
Augusto Nunes, da alvejante Veja, rememora hoje em seu blog a relação de ministros que - como ele diz "para livrar-se do risco de colisões frontais com o camburão, estágios no banco dos réus ou banhos de sol no pátio, voltaram mais cedo para a planície": José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Romero Jucá, Luiz Gushiken, Silas Rondeau, Anderson Adauto, Eunício de Oliveira, Walfrido dos Mares Guia, Humberto Costa, Saraiva Felipe e, agora, Erenice Guerra.
E Augusto Nunes ainda completa: "Os 13 foram nomeados, protegidos depois das denúncias e, contra todas as evidências, arbitrariamente inocentados pelo presidente Lula, que se despediu de todos com as habituais pieguices companheiras". E não esqueça, não é só para outubro, para todos os efeitos o número do PT é 13, o tempo todo.
Para deixar a Redentora pra lá, pegue de Sarney para cá. Relembre os chefes da Casa Civil da República. Governo Tancredo Neves: Zé Hugo Castelo Branco que não subiu a rampa; governo Sarney: Marco Maciel; Beira-Collor: Jorge Bornhausen; Itamar Franco: Henrique Hardgreaves que fazia negócios da China; Fernando Henrique Cardoso: Pedro Parente; Lula da Silva: Zé Dirceu, saído "a pedido" e a toque de caixa; Dilma, saída para postular; Erenice Guerra, saída "a pedido" politicamente correto; Miriam Belchior, ainda na marca do pênalti para entrar em campo e conquistar o tetra nesses oito anos de mandato calamar.
Nuncanahistoriadessepaís a Casa Civil foi tão parecida com a Casa d'Irene: A casa d’irene si canta si ride... C’e gente che viene, c’e gente che va. Ninguém duvide que, depois de outubro, Lula convide Nico Fidenco para ser a nova eminência parda do Palácio do Planalto. Basta que a tesoura de dona Dilma não corte fundo.
Reprodução/ Silas, o Dizimado
Augusto Nunes, da alvejante Veja, rememora hoje em seu blog a relação de ministros que - como ele diz "para livrar-se do risco de colisões frontais com o camburão, estágios no banco dos réus ou banhos de sol no pátio, voltaram mais cedo para a planície": José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Romero Jucá, Luiz Gushiken, Silas Rondeau, Anderson Adauto, Eunício de Oliveira, Walfrido dos Mares Guia, Humberto Costa, Saraiva Felipe e, agora, Erenice Guerra.
E Augusto Nunes ainda completa: "Os 13 foram nomeados, protegidos depois das denúncias e, contra todas as evidências, arbitrariamente inocentados pelo presidente Lula, que se despediu de todos com as habituais pieguices companheiras". E não esqueça, não é só para outubro, para todos os efeitos o número do PT é 13, o tempo todo.
Dialeto do Arco da Velha
01. Você é do tempo que mandava compor o sapato no sapateiro e coser o vestido na costureira.
02. Era um bom corredor de auto; ganhou muitas carreiras naquelas provas carreteiras que disputou.
03. Aquela vizinha era tão vassoura, tão espoleta que acabou deixada do marido.
04. Ele governa aquele carro dele muito bem; é um bom chofer.
05. Ela anda muito amolada; os médicos não sabem se é nó-nas-tripas ou barriga-d'água.
02. Era um bom corredor de auto; ganhou muitas carreiras naquelas provas carreteiras que disputou.
03. Aquela vizinha era tão vassoura, tão espoleta que acabou deixada do marido.
04. Ele governa aquele carro dele muito bem; é um bom chofer.
05. Ela anda muito amolada; os médicos não sabem se é nó-nas-tripas ou barriga-d'água.
17 de set. de 2010
Não tem provas! Cadê as provas?!?
Olha só o poder de destruição que tem esse homem. Depois desse singelo encontro, Paulo Ganso estourou o joelho e fica no estaleiro por oito meses; Neymar, não foi para o futebol europeu, perdeu milhões de euros, estourou seu relacionamento com o Santos - tomou 25% de multa nos vencimentos e o técnico ainda quer que ele vá para a geladeira por pelo menos quinze dias.
EM CIMA DO MURO
Aí, então, quebraram o sigilo de Eduardo Jorge; logo quebraram o sigilo fiscal da filha e do genro de Zé Serra; depois prenderam aquela quadrilha de amigos do Sarney e companheiros de Lula que estavam com Dilma; e agora essa bandalheira toda, uma vez mais na Casa Civil. Só os tucanos mesmo para ficarem em cima do muro numa hora dessas. O medo de perder tirou a vontade de ganhar. Moral dessa história desmoralizada: no ano que vem, o PSDB não quer ser o PT no governo; seu objeto de desejo é o lugar do PMDB.
PENSANDO O QUÊ?!?
Protestos contra o Papa na visita ao Reino Unido. Também o que é que o Papa está pensando? Ele é apenas infalível. Precisa entender que quem nasceu para ser papa, jamais será Lula da Silva.
TIROTEIO ELEITORAL
Essa onda de tiroteios no Rio de Janeiro, há duas semans da eleição, só pode ser campanha cerrada de Fernando Gabeira contra o Sérgio Cabral. Já os outros candidatos pensam o contrário. Acham que é armação do Cabral só para fingir que não tem ligação nenhuma, nenhum laço de amizade com o tráfico e muito menos com as milícias de extermínio.
O ESTRANHO
O PT apareceu ontem indignado com a "baixaria da oposição desesperada". O garotão que fazia o nariz de cera, falava como se estivesse pelo menos 25% acima do nível do mar. Se alguém souber o nome dele avise logo. O que mais intriga é que ele fala como se nos conhecesse desde pequenininho. E fala de um jeito como se a gente tivesse obrigação de acreditar no que ele diz. Diga lá você, qual foi a mãe que não disse para qualquer um de nós, quando a gente ia no armazém da esquina: - Não fale, nem dê bola para estranhos. Triste país que vota pela conversa de quem nem sabe com quem está falando.
ÉTITICA
A Comissão de Étitica da Presidência da República puniu Erenice Guerra, um dia depois que ela já não trabalhava lá com eles, com a terrível pena de "Censura Ética". Ela não forneceu, em 10 dias depois da posse em abril, os documentos mostrando qual era o seu patrimônio, quais as suas dívidas e provando que não tinha negócios por fora, muito menos bolsa-famiglia. Quem merece "censura ética" mesmo é a leniente comissão que não fez o que era obrigada a fazer há mais de seis meses. Fernandinho Beira-Collor pelo menos disse um dia, sabe-se lá se não foi dos dentes pra fora: - Não se chuta cachorro morto!
HAJA SACO!
Lula é mesmo verborrágico. Ontem, ele não aguentou: "Esses partidos de oposição são todos farinha do mesmo saco". E o saco de gatos vai pra quem?...
FAZ O TESTE
Uma pérolazinha de Michel Temer sobre a folia na Casa Civil: "O caso Erenice foi circunstancial, um acidente". Se foi acidente, manda fazer logo o teste de bafômetro. O pior é a ameaça de uma nação ter um vice-presidente que pensa assim. Vai ser ele e suas circunstâncias.
O BAFO MERECIDO
Cúpula da Polícia Rodoviária Federal, do Rio de Janeiro, foi afastada. Dizem que cupulavam com todo mundo e ainda cobravam por isso. E eram esses caras que pediam pra ver seus documentos e mandavam você soprar no canudinho só para sentir seu hálito. Dá vontade de mandar um sujeito com escorbuto entrar em zigue-zague numa barreira policial...
PROVA! CADÊ?!?
Dilma, indignada, rebate e repudia toda e qualquer ligação do seu nome à folia bandalha na Casa Civil: "Não tem provas! Cadê as provas?!?"... Credo, houve um momento, em que parecia o Mizael Bispo falando: "Eu não matei Mércia Nakashima. Repudio qualquer insinuação... Não há provas! Cadê as provas?!?"...
CADÊ?!?
Enquanto Bruno - o goleiro que sacaneou o Flamengo que morre de saudade dele - desmaiava durante o depoimento no Rio de Janeiro, Macarrão seu manager abria fossa e informava que já tinha visto o amigo tentar se matar diversas vezes no presídio. Bolas, pensa que a gente é trouxa? Não há provas! Cadê as provas?!?
O quê ele não faz por ela?!?
Miriam Belchior foi a primeira esposa de Celso Daniel, aquele prefeito de Santo André, no ABC paulista, que pensava que era PT até o dia em que foi morto num emboscada pra lá de aloprada. Sua morte até hoje está envolta em Sombra.
Miriam era a preferida de Lula para ocupar a vaga de Dilma,a predileta do Palácio. Suce que Dilma, guerreira de Zé Dirceu - talvez até por isso mesmo - puxou o tapete de Miriam, velha companheira de Lula - no bom sentido, é claro.
Dilma então transformou Erenice, seu braço direito "antigo subalterno" em dona da Casa Civil da Presidência da República.
Assim é que agora não dá pra sair por aí dizendo que Dilma não tem nada a ver com essa tapioca toda que ia para a bolsa-famíglia de Erenice; não dá pra dizer que Dilma não tem culpa nesse cartório que Erenice implantou na Casa Civil.
A demissão "a pedido" - como é de monge nos hábitos de governo - é uma batalha que poderia fazer perder a guerra. Mas, quê nada! O Brasil da Silva é pândego, não é sério. Guerra como essa é o que não falta na República dos Calamares.
A queda de Erenice fez bem, uma vez mais, a quem sempre faz: Lula, o Infalível que se livrou de uma tremenda azia. A demissão fez mal para a campanha da Dilma: o que ela chamou de "factóide" redundou num enorme fiascoitóide. Mais um escandalóide. Isso ainda vai fazer cosquinha e Dilma vai rolar de rir.
A vontade do presideus, dessa vez, não valeu. Ele queria ungir agora mesmo Miriam Belchior, a Gerente do PAC, para a chefia da Casa Civil que a "Metamorfose Ambulante" transformou em Casa d'Irene - de tanta gente que entra e tanta gente que sai... E que ri.
Lula vai deixar pra depois. É que Miriam Belchior não era, não e nem será jamais da "total confiança" de Dilma, a nova dona Solange. Ainda mais assim, ferida de Guerra. Resumo da ópera bufa: a nova dona Solange, a Mulher da Tesoura, já tesourou Miriam uma vez, nada lhe custaria cortá-la de novo.
Lula então, salomônico ao extremo, para que a porca não torça o rabo, vai se segurar nos tentáculozinhos de trás e deixar a Casa abandonada. Mas só até depois das eleições. Pronto, taí a segunda vez que Miriam fica chupando o dedo. O que será que Lula não faz por Dilma?!?
Miriam era a preferida de Lula para ocupar a vaga de Dilma,a predileta do Palácio. Suce que Dilma, guerreira de Zé Dirceu - talvez até por isso mesmo - puxou o tapete de Miriam, velha companheira de Lula - no bom sentido, é claro.
Dilma então transformou Erenice, seu braço direito "antigo subalterno" em dona da Casa Civil da Presidência da República.
Esta foi a primeira vez que Miriam ficou chupando o dedo por causa de Dilma. A segunda, você vai ver em seguidinha.
Assim é que agora não dá pra sair por aí dizendo que Dilma não tem nada a ver com essa tapioca toda que ia para a bolsa-famíglia de Erenice; não dá pra dizer que Dilma não tem culpa nesse cartório que Erenice implantou na Casa Civil.
A demissão "a pedido" - como é de monge nos hábitos de governo - é uma batalha que poderia fazer perder a guerra. Mas, quê nada! O Brasil da Silva é pândego, não é sério. Guerra como essa é o que não falta na República dos Calamares.
A queda de Erenice fez bem, uma vez mais, a quem sempre faz: Lula, o Infalível que se livrou de uma tremenda azia. A demissão fez mal para a campanha da Dilma: o que ela chamou de "factóide" redundou num enorme fiascoitóide. Mais um escandalóide. Isso ainda vai fazer cosquinha e Dilma vai rolar de rir.
A vontade do presideus, dessa vez, não valeu. Ele queria ungir agora mesmo Miriam Belchior, a Gerente do PAC, para a chefia da Casa Civil que a "Metamorfose Ambulante" transformou em Casa d'Irene - de tanta gente que entra e tanta gente que sai... E que ri.
Lula vai deixar pra depois. É que Miriam Belchior não era, não e nem será jamais da "total confiança" de Dilma, a nova dona Solange. Ainda mais assim, ferida de Guerra. Resumo da ópera bufa: a nova dona Solange, a Mulher da Tesoura, já tesourou Miriam uma vez, nada lhe custaria cortá-la de novo.
Lula então, salomônico ao extremo, para que a porca não torça o rabo, vai se segurar nos tentáculozinhos de trás e deixar a Casa abandonada. Mas só até depois das eleições. Pronto, taí a segunda vez que Miriam fica chupando o dedo. O que será que Lula não faz por Dilma?!?
16 de set. de 2010
Prenúncio de Adeus à Guerra
A cena era apenas um prenúncio do que estava por acontecer. Guarde essa foto, ela vai ser uma raridade daqui pra frente. O abanico da postulante parece agora um bye bye em honra e glória da retirante.
Não poderia ser diferente. Dilma, a Criadora, elogiou nesta quinta-feira, 16, a decisão da criatura, Erenice Guerra de deixar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil. A candidata de Lula garantiu "não estar envolvida" no escândalo que causou a demissão. Bom, se ela disse, está dito. E não se fala mais nisso. Simples assim.
Pero no mucho. Acontece que nessas horas, quem cala consente, até Dilma sabe disso. Então, para que a coisa na vá de mal a pior, sem repetir que sua sucessora é de "total confiança", a postulante falou como se a sua "antiga subordinada" fosse um poste de seriedade: "Considero que a ministra Erenice tomou a atitude mais correta, porque, como o caso exige investigação, é sempre bom que se afaste para garantir que a investigação corra da melhor forma possível".
Atitude certa mesma, Dilma deve ter achado aquela que tomou quando fez de Erenice a sua sucessora. Claro, as outras atitudes do dia-a-dia da amiga velha de Guerra na Casa Civil, também devem parecer corretas para a nova dona Solange, a mulher da tesoura.
E concluiu bem à moda mais corriqueira dos aloprados: "Não estou envolvida neste caso. Como estou? Onde está a prova?". O Delúbio faria melhor, diria que "daqui a pouco isso vira piada de salão". O Zé Dirceu, então, faria cara de paisagem e, com o know how que tem nessas estrepolias na Casa Civil, faria uma pomposa declaração a respeito de tudo: "Faz mais de 120 dias que não chove aqui em Brasília... A propósito, você fuma, é casado, tem filhos?!?".
Guerra Perdida
Erenice Guerra caiu. Perdeu a batalha para a alvejante Veja. Só falta agora Lula dizer de novo que "se é bandido, a gente descobrindo a gente pega".
A atitude mais politicamente correta agora, seria Lula estufar o peito e dizer, como disse lá em Santa Catarina, carregando a mala da Ideli Salvatti: "Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá"...
E hoje, como ontem, com a mesma cara de santa honestidade, gabar-se uma vez mais, largando de mão sua natureza calamar, para ser traíra: "Vocês viram o que está acontecendo aqui na Casa Civil, dentro do meu Palácio"...
O próximo passo é mais do que sabido: Lula vai dar as as costas para a rede de parentes e companheiros dessa Guerra perdida, uma tal de Erenice surpreendida com a boca na botija. É apenas o replay do que ele sempre faz quando bate a vergonha de não poder carregar. E nem precisa fazer mais nada, a galera agradecida vai comemorar "Lula, Maravilha"!
Só tem uma coisinha mais: quando é que ele vai anunciar que a turma boa de Guerra vai devolver a nossa grana?!?
Ah, sim... Lula ainda não disse "Vocês viram o que aconteceu lá na Receita"... E Dilma não se lembra de ter dito ontem que "Erenice Guerra é de total confiança".
RODAPÉ - Lula já teria a substituta de Erenice Guerra, que substituiu Dilma, que substituiu Zé Dirceu... É Miriam Belchior - governanta do PAC, cuja mãe, por delegação divina, se chama Dilma. A grande credencial de Miriam Belchior é o fato de ela ser mulher. Lula deve achar que nada é melhor para a Casa Civil, do que uma dona de casa prendada e com mania de limpeza. Quem sabe lá até se não passa a usar alvejante Veja.
A atitude mais politicamente correta agora, seria Lula estufar o peito e dizer, como disse lá em Santa Catarina, carregando a mala da Ideli Salvatti: "Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá"...
E hoje, como ontem, com a mesma cara de santa honestidade, gabar-se uma vez mais, largando de mão sua natureza calamar, para ser traíra: "Vocês viram o que está acontecendo aqui na Casa Civil, dentro do meu Palácio"...
Guardem esta cena captada pelas lentes da Agência Brasil. Ela vai sumir do mapa. Tão cedo Lula não convidará Erenice para a mesma mesa.
O próximo passo é mais do que sabido: Lula vai dar as as costas para a rede de parentes e companheiros dessa Guerra perdida, uma tal de Erenice surpreendida com a boca na botija. É apenas o replay do que ele sempre faz quando bate a vergonha de não poder carregar. E nem precisa fazer mais nada, a galera agradecida vai comemorar "Lula, Maravilha"!
Só tem uma coisinha mais: quando é que ele vai anunciar que a turma boa de Guerra vai devolver a nossa grana?!?
Ah, sim... Lula ainda não disse "Vocês viram o que aconteceu lá na Receita"... E Dilma não se lembra de ter dito ontem que "Erenice Guerra é de total confiança".
RODAPÉ - Lula já teria a substituta de Erenice Guerra, que substituiu Dilma, que substituiu Zé Dirceu... É Miriam Belchior - governanta do PAC, cuja mãe, por delegação divina, se chama Dilma. A grande credencial de Miriam Belchior é o fato de ela ser mulher. Lula deve achar que nada é melhor para a Casa Civil, do que uma dona de casa prendada e com mania de limpeza. Quem sabe lá até se não passa a usar alvejante Veja.
O CANDIDATO
Lula - o eterno candidato - alcançou este ano o seu melhor desempenho em campanhas para a Presidência da República. Desde de 1989 - quando concorreu pela primeira vez ao Palácio - ele não tinha tantas intenções de voto. É o favorito para outubro. Mas, no dia 3, para todos os d/efeitos, seu nome é Dilma.
O DESCONTENTE
Lula não anda nada satisfeito com a estagnação dos índices de popularidade que lhe foram atribuídos. Os institutos de pesquisa ainda não lhe entregaram a encomenda de 102% de aprovação popular. É claro que aí estão computados os tradicionais 2% de margem de erro.
DESAFORO
O desgosto de Lula é que, pelos inafalíveis institutos de pesquisa brasileiros, Dilma tem 50% de intenção de votos. Isso quer dizer que a outra metade é contra. Essa parte do Brasil é um desaforo explícito ao fascínio que Lula tem por si mesmo.
O PRESI/DEUS
Não é por nada que Lula é presideus. Ele tem o corpo fechado. Há oito anos vive cercado de bandidos e, afora alguns tiros no pé, escapou ileso de todas as balas perdidas.
O METALÚRGICO
Mais do que presidente, Lula é cabo eleitoral; mais que cabo eleitoral, Lula é um escudo; mais que um escudo, Lula é um modelo de armadura feita com o fio do bigode. Blindagem é com ele mesmo. É a volta à metalurgia.
TUDO A FIM
Erenice Guerra conseguiu a proeza de ser mais dona da Casa Civil do que Zé Dirceu. Ele, pelo menos, foi defenestrado apenas porque - segundo o Ministério Público - chefiava uma quadrilha de 40 mensaleiros. Erenice vai sair, porque comanda uma rede de parentes. Tudo ali é afin. E pelo que se vê, tudo a fim.
DIGNIDADE
Com hora e glória, a Era Lula vai entrar para a História do Brasil pela orgulhosa banalização da propina. Garçons, camareiros de hotel e flanelinhas já se mobilizam para tornar obrigatório aos seus dadivosos clientes o uso do vocábulo propina, ao invés da digna gorjeta.
NEYMAR, O GANSO
No jogo de ontem contra mais um time que se chama Atlético lá pelo estado de Goiás, Neymar que, a cada partida bate mal dois penaltis, meteu os cachorros no técnico Dorival Júnior. Mais do que um tremendo jogador de bola, Neymar é, como dizia a sua avó, um menino mal-educado que só aprende as coisas ruins. Ontem ele só estava tentando imitar o que Paulo Henrique Ganso fez com o treinador no dia em que resolveu ganhar o campeonato paulista para o Santos. Apenas deixou claro que, quem nasceu para Neymar, jamais deve se meter de pato a Ganso.
NÃO VAI SER FÁCIL
Se no próximo dia 3 sair tudo melhor que a encomenda das pesquisas, vai ser dificil Lula admitir que, de 1° de janeiro de 2011 em diante, não é mais presidente do Brasil. No mínimo, vai achar que continua dono. Vai ser difícil para Michel Temer, de 1° de janeiro em diante, achar que não tem direito a tudo no Brasil. No mínimo vai querer bem mais do que a metade.
Vai ser difícil Dilma ser, de 1° de janeiro em diante, a primeira presidenta do Brasil. No máximo ela será a primeira-Dona Flor e seus dois maridos do Brasil. Se, no próximo dia 3, sair tudo pior que a encomenda, não vai ser fácil a vida do brasileiro. No máximo, terá um mínimo de R$ 538.
Lula - o eterno candidato - alcançou este ano o seu melhor desempenho em campanhas para a Presidência da República. Desde de 1989 - quando concorreu pela primeira vez ao Palácio - ele não tinha tantas intenções de voto. É o favorito para outubro. Mas, no dia 3, para todos os d/efeitos, seu nome é Dilma.
O DESCONTENTE
Lula não anda nada satisfeito com a estagnação dos índices de popularidade que lhe foram atribuídos. Os institutos de pesquisa ainda não lhe entregaram a encomenda de 102% de aprovação popular. É claro que aí estão computados os tradicionais 2% de margem de erro.
DESAFORO
O desgosto de Lula é que, pelos inafalíveis institutos de pesquisa brasileiros, Dilma tem 50% de intenção de votos. Isso quer dizer que a outra metade é contra. Essa parte do Brasil é um desaforo explícito ao fascínio que Lula tem por si mesmo.
O PRESI/DEUS
Não é por nada que Lula é presideus. Ele tem o corpo fechado. Há oito anos vive cercado de bandidos e, afora alguns tiros no pé, escapou ileso de todas as balas perdidas.
O METALÚRGICO
Mais do que presidente, Lula é cabo eleitoral; mais que cabo eleitoral, Lula é um escudo; mais que um escudo, Lula é um modelo de armadura feita com o fio do bigode. Blindagem é com ele mesmo. É a volta à metalurgia.
TUDO A FIM
Erenice Guerra conseguiu a proeza de ser mais dona da Casa Civil do que Zé Dirceu. Ele, pelo menos, foi defenestrado apenas porque - segundo o Ministério Público - chefiava uma quadrilha de 40 mensaleiros. Erenice vai sair, porque comanda uma rede de parentes. Tudo ali é afin. E pelo que se vê, tudo a fim.
DIGNIDADE
Com hora e glória, a Era Lula vai entrar para a História do Brasil pela orgulhosa banalização da propina. Garçons, camareiros de hotel e flanelinhas já se mobilizam para tornar obrigatório aos seus dadivosos clientes o uso do vocábulo propina, ao invés da digna gorjeta.
NEYMAR, O GANSO
No jogo de ontem contra mais um time que se chama Atlético lá pelo estado de Goiás, Neymar que, a cada partida bate mal dois penaltis, meteu os cachorros no técnico Dorival Júnior. Mais do que um tremendo jogador de bola, Neymar é, como dizia a sua avó, um menino mal-educado que só aprende as coisas ruins. Ontem ele só estava tentando imitar o que Paulo Henrique Ganso fez com o treinador no dia em que resolveu ganhar o campeonato paulista para o Santos. Apenas deixou claro que, quem nasceu para Neymar, jamais deve se meter de pato a Ganso.
NÃO VAI SER FÁCIL
Se no próximo dia 3 sair tudo melhor que a encomenda das pesquisas, vai ser dificil Lula admitir que, de 1° de janeiro de 2011 em diante, não é mais presidente do Brasil. No mínimo, vai achar que continua dono. Vai ser difícil para Michel Temer, de 1° de janeiro em diante, achar que não tem direito a tudo no Brasil. No mínimo vai querer bem mais do que a metade.
Vai ser difícil Dilma ser, de 1° de janeiro em diante, a primeira presidenta do Brasil. No máximo ela será a primeira-Dona Flor e seus dois maridos do Brasil. Se, no próximo dia 3, sair tudo pior que a encomenda, não vai ser fácil a vida do brasileiro. No máximo, terá um mínimo de R$ 538.
15 de set. de 2010
O ENDOMARKETING NACIONAL DO PT
Quando se diz aqui que o Brasil foi transformado em uma grande Casa da Mãe Joana da Silva, a gente está dizendo que o governo Lula teve o mérito de transformar uma simples estratégia de endomarketing em um plano de marketing infinito.
Partindo do princípio lógico de que uma eleição para presidente envolve toda a República, pegou a técnica do "persuasor" - usada para conscientizar e convencer funcionários e chefias para a importância do atendimento de excelência ao cliente - e passou a aplicá-la pelo Brasil de cabo a rabo, sob o codinome de "estratégia de coalizão pela governabilidade". E o Garanhão de Pelotas traduz agora essa esperteza em miúdos.
Intramuros a "técnica do persuasor" funciona assim - uma simples tabela, com feitio de cabeçalho, no teto da página contendo as colunas onde serão anotados, pela ordem: NOME - A FAVOR - CONTRA - INDECISO - PERSUASOR - SITUAÇÃO ATUAL. No ladinho das colunas vão a data do contato e o dia do retorno com a resposta à operação. Simples assim.
Então, Dilma é postulante. Serra também é. Você é um cabo-eleitoral, assim que nem Lula. Sabe que João vota em Serra. João vai para a coluna CONTRA. Mas João tem um amigo, a quem deve obrigações. Esse amigo deve a um companheiro de Dilma grandes favores. Você pede que o amigo devedor de Dilma peça ao amigo João que lhe deve obrigações, para votar em Dilma. Pronto, no dia seguinte, João pula da coluna do CONTRA para a casa do A FAVOR.
É claro que aí em cima, nessa rede maior que a do McDonald's, você poderia trocar os nomes de Serra por Dilma; de Dilma por Serra. Dá no mesmo. A verdade, no entanto, é que isso seria antiético por parte dos tucanos. Afinal, quem descobriu o ouvido da minhoca foi o PT. E idéias não são coisas que possam ser roubadas assim impunemente. Ainda mais quando não se trata sequer de um dossiê e sim de apenas mais um inocente e eficaz banco de dados.
De qualquer maneira, esse jeito de transformar pessoas em suco pode ser utilizado para tudo o que você possa imaginar: de eleições para a Presidência da República à escalação do time do Corinthians. Experimente fazer isso na rua em que você mora, na fabrica em que você trabalha, no clube da esquina do seu bairro. Você tem tudo para ser presidente do Brasil. Ou da Casa da Mãe Joana.
Partindo do princípio lógico de que uma eleição para presidente envolve toda a República, pegou a técnica do "persuasor" - usada para conscientizar e convencer funcionários e chefias para a importância do atendimento de excelência ao cliente - e passou a aplicá-la pelo Brasil de cabo a rabo, sob o codinome de "estratégia de coalizão pela governabilidade". E o Garanhão de Pelotas traduz agora essa esperteza em miúdos.
Intramuros a "técnica do persuasor" funciona assim - uma simples tabela, com feitio de cabeçalho, no teto da página contendo as colunas onde serão anotados, pela ordem: NOME - A FAVOR - CONTRA - INDECISO - PERSUASOR - SITUAÇÃO ATUAL. No ladinho das colunas vão a data do contato e o dia do retorno com a resposta à operação. Simples assim.
Então, Dilma é postulante. Serra também é. Você é um cabo-eleitoral, assim que nem Lula. Sabe que João vota em Serra. João vai para a coluna CONTRA. Mas João tem um amigo, a quem deve obrigações. Esse amigo deve a um companheiro de Dilma grandes favores. Você pede que o amigo devedor de Dilma peça ao amigo João que lhe deve obrigações, para votar em Dilma. Pronto, no dia seguinte, João pula da coluna do CONTRA para a casa do A FAVOR.
É claro que aí em cima, nessa rede maior que a do McDonald's, você poderia trocar os nomes de Serra por Dilma; de Dilma por Serra. Dá no mesmo. A verdade, no entanto, é que isso seria antiético por parte dos tucanos. Afinal, quem descobriu o ouvido da minhoca foi o PT. E idéias não são coisas que possam ser roubadas assim impunemente. Ainda mais quando não se trata sequer de um dossiê e sim de apenas mais um inocente e eficaz banco de dados.
De qualquer maneira, esse jeito de transformar pessoas em suco pode ser utilizado para tudo o que você possa imaginar: de eleições para a Presidência da República à escalação do time do Corinthians. Experimente fazer isso na rua em que você mora, na fabrica em que você trabalha, no clube da esquina do seu bairro. Você tem tudo para ser presidente do Brasil. Ou da Casa da Mãe Joana.
Guerra é Guerra
O quadro de cientistas políticos aqui deste Sanatório da Notícia já diagnosticou: o diretor-geral do Brasil, a grande Casa da Mãe Joana da Silva, sofre da psicopatia do latin lover de uma senhora chamada Vitória.
Em contraposição, revela claros sinais de desprezo pelas donas do terceiro andar da República que atendam pelo nome de Vencidas da Silva. Ao primeiro sinal de derrota, ele vira as costas e deixa que se exploda o mundo, que ele não se chama Raimundo.
Essa dúbia e bipartida personalidade tem garantido ao diretor-geral o dom da ubiquidade que o faz presente em todos os lugares ao mesmo tempo, mas sempre com um pé atrás. É com esse jeito daqueles coleguinhas de aula que nos deduravam para o professor quando a gente estava "colando" na sabatina de matemática que ele sempre se dava bem. E a gente ficava fazendo conta de cabeça. O comportamento é o mesmo até hoje. Nisso, o diretor-geral da Casa da Mãe Joana da Silva, é odiosamente coerente.
Então, todas as mulheres que não se chamem Vitória - erenices, dilmas, idelis, martas, marias e clarices - que se cuidem, porque Guerra é Guerra. E com uma Guerra dessas na Casa da Mãe Joana da Silva vale tudo.
Em contraposição, revela claros sinais de desprezo pelas donas do terceiro andar da República que atendam pelo nome de Vencidas da Silva. Ao primeiro sinal de derrota, ele vira as costas e deixa que se exploda o mundo, que ele não se chama Raimundo.
Essa dúbia e bipartida personalidade tem garantido ao diretor-geral o dom da ubiquidade que o faz presente em todos os lugares ao mesmo tempo, mas sempre com um pé atrás. É com esse jeito daqueles coleguinhas de aula que nos deduravam para o professor quando a gente estava "colando" na sabatina de matemática que ele sempre se dava bem. E a gente ficava fazendo conta de cabeça. O comportamento é o mesmo até hoje. Nisso, o diretor-geral da Casa da Mãe Joana da Silva, é odiosamente coerente.
Então, todas as mulheres que não se chamem Vitória - erenices, dilmas, idelis, martas, marias e clarices - que se cuidem, porque Guerra é Guerra. E com uma Guerra dessas na Casa da Mãe Joana da Silva vale tudo.
Tudo gente boa
A DIFERENÇA
"Quando a lei é usada para iludir o povo, o fora da lei assume o seu papel na História". Isso aconteceu com a Inglaterra na virada do século XII. O Brasil do século XXI vai indo bem assim. A diferença é que, no ano 1.200 dessa era cristã, apareceu por lá o Robin Hood.
COMME D'HABITUDE
A apóstola Erenice Guerra, depois de confessar-se com o presideus, passa da defesa para o ataque. Vai processar a alvejante revista Veja e, desde já, bota a culpa em Zé Serra a quem chama de "aético" e "derrotado". É como se ela - e não Dilma - fosse a candidata de Lula ao Palácio e como se Zé Serra é que tivesse usado laranjas para abrir empresas para o filho.
DAY AFTER
Curioso como esse governo é diligente e rápido, assim que "descobre" através da imprensa que há corrupção, esperteza, desvios de verbas, tráfico de influência, roubos e rombos à la gaita dentro do próprio governo. Em seguida, acusados chamam os arapongas de sua confiança e mandam "ter calma e apurar" tudo, tintim por tintim, "duela a quien duela". Enquanto não é alvejado por uma Veja, o governo deixa o barco correr.
CHAMA O LADRÃO
Abrir as contas bancárias, os telefones, os segredos fiscais e coisas que só deixam rastro para quem é trouxa, não vale nada. Tratando-se de quem se trata, sabe-se que não deixam impressões digitais em nada, não usam selos dos Correios, nem carimbo posta, muito menos se deixam filmar sorrindo. Falta mandar abrir o sigilo do cartão corporativo. Mas ninguém no governo tá falando nisso.
Quem deixa pista é laranja. Chamar o Ministério Público para cuidar disso, ninguém chama. Se duvidarem, acabam contratando o Chico Buarque para chamar o ladrão, do seu antigo sucesso "acorda, amor!". Pode ser que ele já venha com a viatura e tudo mais. Tomara que não venha para aplaudir.
Nesse episódio - uma velha reprise - que bota Erenice Guerra como chefe de Israel, seu filho, em firmas que tem laranja para dar e vender, está faltando apenas uma voz que se levante tonitruante pedindo "Sai daí, Erenice... Sai daí da Casa Civil, senão você vai derrubar o presidente!"... Que falta os demos e tucanos estão sentindo de um Roberto Jefferson nessa campanha. É o Robin Hood que Zé Serra está precisando.
TRATAMENTO DE CHOQUE
Só trouxa não vê que o governo tá nem aí para descobrir a verdade dos fatos e punir a bandidagem infiltrada no Palácio do Planalto que abriga a Casa Civil e seus habitantes. Essa imediata convocação da Comissão de Étitica do próprio governo para "apurar" o mais rapidamente possível a corrupção, o tráfico de influência, a criação de empresas de intermediação ao custo de uma comissão de pelo menos 6% de êxito, não passa de uma clara demonstração de que Lula não quer mesmo saber de nada. Nada que não seja um tratamento de choque como blindagem ao seu poste predileto.
ENTÃO TÁ!
Erenice Guerra já chamou Zé Serra de "aético" e "derrotado". Pronto, o caso de corrupção, quebra de sigilo fiscal dos outros, tráfico de influência, dossiês e bancos de dados, está resolvido. E não se fala mais nisso.
EXCESSO DE LIBERDADE
Fazendo palestra para sindicalistas do setor petroleiro, na Bahia, Zé Dirceu - ex-patrão da Casa Civil e hoje um folgado Vavá de Luxo do governo, revelou ontem o seu lado alfaiate e, de tesoura em punho, bramiu contra o que chamou de "excesso de liberdade da imprensa". Claro que defendia a sucessora de sua sucessora na Casa Civil que já foi sua e que fica nos cômodos de cima do gabinete do presideus.
GRANDE EXEMPLO
É bom lembrar que, para "excessos de liberdade de imprensa" há o Código Penal brasileiro. Não há qualquer necessidade de um organismo de "controle social das comunicações" - como planejam os contadores da História Oficial do governo. Quanto ao "excesso de liberdade", não há maior nem pior exemplo do que ele próprio, Zé Dirceu - réu no Superior Tribunal Federal sob acusação de ser o "chefe da quadrilha de mensaleiros" - até hoje livre, leve e solto. E mais ainda: bem à vontade para mandar e desmandar nos subterrâneos da vida política brasileira. Nuncanahistoriadessepaís o submundo esteve tão à tona.
BARRACO DE BARZINHO
Em matéria de desaforo, a oposição pode dizer o que quiser, jamais baterá o governo nessa arte. Só o povo brasileiro é insuperável nessa especialidade. Outro dia, a diretoria do Sanatório da Notícia estava num bar, cercado de tulipas de colarinho maduro e porções mistas de pastéizinhos fritinhos na hora, quando foi armado um barraco na mesa ao lado. Um passou a ofender o outro:
- Seu biltre, pulha, mequetrefe!... - tomou fôlego e continuou - Seu bandalho, calhorda, rufião, cretino, traíra, patifão...
- Pior é você, seu... Seu... Seu chefe dos mensaleiros!!!
Era só troca de flâmulas entre dois companheiros de boteco que, naquele início de noite, não passariam no mais simples, no mais reles teste de bafômetro. Mas, todo mundo na volta, riu de verdade. Os dois voltaram às boas e trocaram de assunto. Barzinho é pra isso mesmo. Quanto menos política, melhor.
CARAS BONS
Para Rodrigo Maia, presidente do DEM, Lula odeia o partido por sua atuação oposicionista no Senado. Referindo-se à recente declaração irada de Lula, em Santa Catarina - brabo porque Ideli Salvatti ocupa um melancólico terceiro lugar na fila eleitoral - Maia disse que "a declaração de Lula lembra perseguição nazista aos judeus". De fato, lembra mesmo. É aquela história já tantas vezes
batida aqui pelo Garanhão de Pelotas: Lula, como Adolf, é um cara bom. Só não gosta de ser contrariado. Resta saber quem é a sua Eva Braun.
"Quando a lei é usada para iludir o povo, o fora da lei assume o seu papel na História". Isso aconteceu com a Inglaterra na virada do século XII. O Brasil do século XXI vai indo bem assim. A diferença é que, no ano 1.200 dessa era cristã, apareceu por lá o Robin Hood.
COMME D'HABITUDE
A apóstola Erenice Guerra, depois de confessar-se com o presideus, passa da defesa para o ataque. Vai processar a alvejante revista Veja e, desde já, bota a culpa em Zé Serra a quem chama de "aético" e "derrotado". É como se ela - e não Dilma - fosse a candidata de Lula ao Palácio e como se Zé Serra é que tivesse usado laranjas para abrir empresas para o filho.
DAY AFTER
Curioso como esse governo é diligente e rápido, assim que "descobre" através da imprensa que há corrupção, esperteza, desvios de verbas, tráfico de influência, roubos e rombos à la gaita dentro do próprio governo. Em seguida, acusados chamam os arapongas de sua confiança e mandam "ter calma e apurar" tudo, tintim por tintim, "duela a quien duela". Enquanto não é alvejado por uma Veja, o governo deixa o barco correr.
CHAMA O LADRÃO
Abrir as contas bancárias, os telefones, os segredos fiscais e coisas que só deixam rastro para quem é trouxa, não vale nada. Tratando-se de quem se trata, sabe-se que não deixam impressões digitais em nada, não usam selos dos Correios, nem carimbo posta, muito menos se deixam filmar sorrindo. Falta mandar abrir o sigilo do cartão corporativo. Mas ninguém no governo tá falando nisso.
Quem deixa pista é laranja. Chamar o Ministério Público para cuidar disso, ninguém chama. Se duvidarem, acabam contratando o Chico Buarque para chamar o ladrão, do seu antigo sucesso "acorda, amor!". Pode ser que ele já venha com a viatura e tudo mais. Tomara que não venha para aplaudir.
Nesse episódio - uma velha reprise - que bota Erenice Guerra como chefe de Israel, seu filho, em firmas que tem laranja para dar e vender, está faltando apenas uma voz que se levante tonitruante pedindo "Sai daí, Erenice... Sai daí da Casa Civil, senão você vai derrubar o presidente!"... Que falta os demos e tucanos estão sentindo de um Roberto Jefferson nessa campanha. É o Robin Hood que Zé Serra está precisando.
TRATAMENTO DE CHOQUE
Só trouxa não vê que o governo tá nem aí para descobrir a verdade dos fatos e punir a bandidagem infiltrada no Palácio do Planalto que abriga a Casa Civil e seus habitantes. Essa imediata convocação da Comissão de Étitica do próprio governo para "apurar" o mais rapidamente possível a corrupção, o tráfico de influência, a criação de empresas de intermediação ao custo de uma comissão de pelo menos 6% de êxito, não passa de uma clara demonstração de que Lula não quer mesmo saber de nada. Nada que não seja um tratamento de choque como blindagem ao seu poste predileto.
ENTÃO TÁ!
Erenice Guerra já chamou Zé Serra de "aético" e "derrotado". Pronto, o caso de corrupção, quebra de sigilo fiscal dos outros, tráfico de influência, dossiês e bancos de dados, está resolvido. E não se fala mais nisso.
EXCESSO DE LIBERDADE
Fazendo palestra para sindicalistas do setor petroleiro, na Bahia, Zé Dirceu - ex-patrão da Casa Civil e hoje um folgado Vavá de Luxo do governo, revelou ontem o seu lado alfaiate e, de tesoura em punho, bramiu contra o que chamou de "excesso de liberdade da imprensa". Claro que defendia a sucessora de sua sucessora na Casa Civil que já foi sua e que fica nos cômodos de cima do gabinete do presideus.
GRANDE EXEMPLO
É bom lembrar que, para "excessos de liberdade de imprensa" há o Código Penal brasileiro. Não há qualquer necessidade de um organismo de "controle social das comunicações" - como planejam os contadores da História Oficial do governo. Quanto ao "excesso de liberdade", não há maior nem pior exemplo do que ele próprio, Zé Dirceu - réu no Superior Tribunal Federal sob acusação de ser o "chefe da quadrilha de mensaleiros" - até hoje livre, leve e solto. E mais ainda: bem à vontade para mandar e desmandar nos subterrâneos da vida política brasileira. Nuncanahistoriadessepaís o submundo esteve tão à tona.
BARRACO DE BARZINHO
Em matéria de desaforo, a oposição pode dizer o que quiser, jamais baterá o governo nessa arte. Só o povo brasileiro é insuperável nessa especialidade. Outro dia, a diretoria do Sanatório da Notícia estava num bar, cercado de tulipas de colarinho maduro e porções mistas de pastéizinhos fritinhos na hora, quando foi armado um barraco na mesa ao lado. Um passou a ofender o outro:
- Seu biltre, pulha, mequetrefe!... - tomou fôlego e continuou - Seu bandalho, calhorda, rufião, cretino, traíra, patifão...
- Pior é você, seu... Seu... Seu chefe dos mensaleiros!!!
Era só troca de flâmulas entre dois companheiros de boteco que, naquele início de noite, não passariam no mais simples, no mais reles teste de bafômetro. Mas, todo mundo na volta, riu de verdade. Os dois voltaram às boas e trocaram de assunto. Barzinho é pra isso mesmo. Quanto menos política, melhor.
CARAS BONS
Para Rodrigo Maia, presidente do DEM, Lula odeia o partido por sua atuação oposicionista no Senado. Referindo-se à recente declaração irada de Lula, em Santa Catarina - brabo porque Ideli Salvatti ocupa um melancólico terceiro lugar na fila eleitoral - Maia disse que "a declaração de Lula lembra perseguição nazista aos judeus". De fato, lembra mesmo. É aquela história já tantas vezes
batida aqui pelo Garanhão de Pelotas: Lula, como Adolf, é um cara bom. Só não gosta de ser contrariado. Resta saber quem é a sua Eva Braun.
14 de set. de 2010
Lula com Erenice. Pauta: Brasília não é Roma
Se você não sabia, sempre que permanece mais uns dias no Brasil, o presideus que mais viajou no mundo, promove uma reunião de coordenação com seus, digamos, principais discípulos. O encontro é invariavelmente às manhãs de terça-feira. Ali, eles do apostolado de como o Brasil da Silva não ter medo de ser feliz.
Pois hoje a reunião foi só com a chefe da Casa Civil, dona Erenice Guerra. Ela foi a única filha da pauta do dia. A novidade é que com essa Guerra, não houve nada de novo no front. Falaram apenas sobre coisas corriqueirasdo cotidiano do Palácio e da Casa Civil: denúncias de maracutaias cometidas embaixo do nariz do presideus. O detalhezinho de somenos importância é que dessa vez, as denúncias partiram da alvejante revista Veja e envolvem a família da sucessora de Dilma na Casa que já foi também de Zé Dirceu.
O ponto fundamental de interesse de Lula - que estava com sintomas de azia - não foi nem saber se é verdade mesmo que todo boato tem um fundo de verdade. Para ele o que mais importou saber é qual o prejuízo que isso já deve ter causado e qual o tamanho do desastre que pode provocar na campanha da postulante predileta do Palácio, Dilma - a candidata ao papel de Dona Flor e seus dois maridos, a partir de outubro.
Quer dizer, foi uma reunião extremamente profícua em termos de moralidade pública e probidade administrativa. Mas, valeu mesmo para o governo lançar mais uma versão do PAC - Plano de Ação da Credibilidade. O risco é que, a exemplo do outro, esse PAC também pode ser um tremendo fracasso.
Sucede que, desde que circula a última edição da alvejante Veja, Israel Guerra, não param de desabar novas acusações sobre o teto da família de Erenice e em cima dos ombros do anjelical Israel Guerra, filho da cria de Dilma.
Dentre umas que outras, tem aquela que mostra que Israel prestou consultoria jurídica sem registro. E tem também a descoberta do seu périplo como ocupante de vários cargos públicos comissionados, todos, por acaso, durante a administração Lula.
Para não ficar só nas costas do segundo grande genio jovem das finanças públicas desse governo, há também a denúncia de que a própria Erenice mantém duas empresas privadas, mesmo que - por notável coincidência - ela trabalhe no governo. É a velha mania de colocar a vida pública na privada.
Diante disso, a assessoria de imprensa da Casa Civil, saltou das tamancas e partiu em defesa da dona da Casa, informando que as duas empresas estão inativas e em processo de fechamento. Só não diz por quê não se interessa em saber das razões que levaram sua chefe a usar laranjas no negócio. É a comunicação social contaminada pelo vírus de bruços que destrói, como um linfoma, o jornalismo que procura a verdade "duela a quien duela".
A vesguice e o desinteresse são compreensíveis. Tem tudo a ver com o modelo ético estabelecido pelo contagiado organismo governamental. Banalizar escândalos é coisa antiga. Nada mais atual e moderno do que banalizar os fins para justificarem os meios.
E assim, justos e contratados, depois dessa longa jornada terça-feira adentro, fica estabelecido com toda clareza que Lula não é Cesar; Erenice não é mulher de ninguém. E se Brasília não é Roma... Ninguém precisa, mas pelo menos tem que parecer honesto.
Pois hoje a reunião foi só com a chefe da Casa Civil, dona Erenice Guerra. Ela foi a única filha da pauta do dia. A novidade é que com essa Guerra, não houve nada de novo no front. Falaram apenas sobre coisas corriqueirasdo cotidiano do Palácio e da Casa Civil: denúncias de maracutaias cometidas embaixo do nariz do presideus. O detalhezinho de somenos importância é que dessa vez, as denúncias partiram da alvejante revista Veja e envolvem a família da sucessora de Dilma na Casa que já foi também de Zé Dirceu.
O ponto fundamental de interesse de Lula - que estava com sintomas de azia - não foi nem saber se é verdade mesmo que todo boato tem um fundo de verdade. Para ele o que mais importou saber é qual o prejuízo que isso já deve ter causado e qual o tamanho do desastre que pode provocar na campanha da postulante predileta do Palácio, Dilma - a candidata ao papel de Dona Flor e seus dois maridos, a partir de outubro.
Quer dizer, foi uma reunião extremamente profícua em termos de moralidade pública e probidade administrativa. Mas, valeu mesmo para o governo lançar mais uma versão do PAC - Plano de Ação da Credibilidade. O risco é que, a exemplo do outro, esse PAC também pode ser um tremendo fracasso.
Sucede que, desde que circula a última edição da alvejante Veja, Israel Guerra, não param de desabar novas acusações sobre o teto da família de Erenice e em cima dos ombros do anjelical Israel Guerra, filho da cria de Dilma.
Dentre umas que outras, tem aquela que mostra que Israel prestou consultoria jurídica sem registro. E tem também a descoberta do seu périplo como ocupante de vários cargos públicos comissionados, todos, por acaso, durante a administração Lula.
Para não ficar só nas costas do segundo grande genio jovem das finanças públicas desse governo, há também a denúncia de que a própria Erenice mantém duas empresas privadas, mesmo que - por notável coincidência - ela trabalhe no governo. É a velha mania de colocar a vida pública na privada.
Diante disso, a assessoria de imprensa da Casa Civil, saltou das tamancas e partiu em defesa da dona da Casa, informando que as duas empresas estão inativas e em processo de fechamento. Só não diz por quê não se interessa em saber das razões que levaram sua chefe a usar laranjas no negócio. É a comunicação social contaminada pelo vírus de bruços que destrói, como um linfoma, o jornalismo que procura a verdade "duela a quien duela".
A vesguice e o desinteresse são compreensíveis. Tem tudo a ver com o modelo ético estabelecido pelo contagiado organismo governamental. Banalizar escândalos é coisa antiga. Nada mais atual e moderno do que banalizar os fins para justificarem os meios.
E assim, justos e contratados, depois dessa longa jornada terça-feira adentro, fica estabelecido com toda clareza que Lula não é Cesar; Erenice não é mulher de ninguém. E se Brasília não é Roma... Ninguém precisa, mas pelo menos tem que parecer honesto.
O MOITA
Nuncanessepaís um candidato a vice-presidente da República foi tão quieto quanto Michel Temer. Foi assim que ele deixou todo mundo para trás e chegou à chapa oficial do PT para a corrida ao Palácio. Dilma não perde por esperar.
ACOSTUMADA
Chateada porque a mídia está muito mais interessada no filho de Erenice - uma "antiga subordinada", do que ao seu neto Gabriel, Dilma torceu o pé nessas suas andanças por aí. Nada demais. Ela está acostumada a torcer de tudo um pouco: palavras, discursos, a história, o passado, o presente, o futuro...
NÃO CONTRARIA
Nuncanessepaís um presidente foi tão ele mesmo quanto Lula em Santa Catarina, terra onde sua candidata ao governo do estado está empacada num acachapante terceiro lugar: "Temos que extirpar o DEM da política brasileira!". Lula é assim mesmo. É, como os grandes ditadores, um cara bom e batuta. Só não gosta de ser contrariado.
A NATUREZA
Essa ira toda de Lula faz sentido. Vai ver que "extirpar" adversários políticos, quando suas estratégias não dão certo, é mesmo a melhor e mais honrosa saída para quem, como Lula, não admite derrotas. Desde pequenininho que a gente manja tipos assim... Se não tem lugar para eles, chutam o pau da barraca; se o time deles está perdendo, furam a bola; se não jogam nada, pegam a bola pra eles e se adonam do clube. É da sua natureza.
O NOME PRÓPRIO
O filho de Erenice foi servidor de diversos órgãos no governo Lula. Além de trabalhar na Anac, Israel Guerra foi indicado para cargos comissionados no Ministério da Cultura e no Ministério Público do DF. Isso, mais do que nomeação, é infiltração. Depois disso tudo, com a experiência adquirida pelos profícuos serviços prestados à nação, por relação semântica, Israel é nome mais, digamos, prórpiro, para assumir o Ministério da... Guerra.
ABSTINÊNCIA
Coitado do ex-governador do Amapá, Waldez Góes amigão de Lula e companheiro de Dilma, está confinado na Papuda e a sua mulher está presa numa cadeia feminina de Brasília. O que mais o estiumula a pedir liberdade ao Supremo Tribunal Federal, nem é tanto o que a Polícia Federal descobriu a respeito das maracutais milionárias deles e de outras "pessoas não comuns" das relações e amizades de Lula, Dilma e Zé Sarney. O que mais o anima a entrar com um habeas no STF é que ele não teve o direito até agora de uma mísera e necessária visita íntima.
A ASA
Erenice usou 'laranja' ao criar empresa com filho. A ministra afirma que empresa Asa Imperial nunca teve atividade econômica e que ainda está ativa por mera formalidade. Não é disso que a gente está falando. O que interessa é saber por quê uma ministra chupa laranja em horário de trabalho. Cá pra nós, com uma firma chamada Asa, nada disso poderia cheirar bem.
PAREM COM ISSO!
Esse escândalo lá no Amapá e esse outro na Casa Civil estão acabando com o ânimo de Serra: ninguém mais dá bola para a quebra de sigilo fiscal da sua filha e do seu genro. Serra está pedindo pelo amor de todos os deuses que ninguém descubra mais nenhuma maracutaia do governo. Desse jeito, nem mesmo Marina Silva vai ganhar de Dilma em outubro.
Nuncanessepaís um candidato a vice-presidente da República foi tão quieto quanto Michel Temer. Foi assim que ele deixou todo mundo para trás e chegou à chapa oficial do PT para a corrida ao Palácio. Dilma não perde por esperar.
ACOSTUMADA
Chateada porque a mídia está muito mais interessada no filho de Erenice - uma "antiga subordinada", do que ao seu neto Gabriel, Dilma torceu o pé nessas suas andanças por aí. Nada demais. Ela está acostumada a torcer de tudo um pouco: palavras, discursos, a história, o passado, o presente, o futuro...
NÃO CONTRARIA
Nuncanessepaís um presidente foi tão ele mesmo quanto Lula em Santa Catarina, terra onde sua candidata ao governo do estado está empacada num acachapante terceiro lugar: "Temos que extirpar o DEM da política brasileira!". Lula é assim mesmo. É, como os grandes ditadores, um cara bom e batuta. Só não gosta de ser contrariado.
A NATUREZA
Essa ira toda de Lula faz sentido. Vai ver que "extirpar" adversários políticos, quando suas estratégias não dão certo, é mesmo a melhor e mais honrosa saída para quem, como Lula, não admite derrotas. Desde pequenininho que a gente manja tipos assim... Se não tem lugar para eles, chutam o pau da barraca; se o time deles está perdendo, furam a bola; se não jogam nada, pegam a bola pra eles e se adonam do clube. É da sua natureza.
O NOME PRÓPRIO
O filho de Erenice foi servidor de diversos órgãos no governo Lula. Além de trabalhar na Anac, Israel Guerra foi indicado para cargos comissionados no Ministério da Cultura e no Ministério Público do DF. Isso, mais do que nomeação, é infiltração. Depois disso tudo, com a experiência adquirida pelos profícuos serviços prestados à nação, por relação semântica, Israel é nome mais, digamos, prórpiro, para assumir o Ministério da... Guerra.
ABSTINÊNCIA
Coitado do ex-governador do Amapá, Waldez Góes amigão de Lula e companheiro de Dilma, está confinado na Papuda e a sua mulher está presa numa cadeia feminina de Brasília. O que mais o estiumula a pedir liberdade ao Supremo Tribunal Federal, nem é tanto o que a Polícia Federal descobriu a respeito das maracutais milionárias deles e de outras "pessoas não comuns" das relações e amizades de Lula, Dilma e Zé Sarney. O que mais o anima a entrar com um habeas no STF é que ele não teve o direito até agora de uma mísera e necessária visita íntima.
A ASA
Erenice usou 'laranja' ao criar empresa com filho. A ministra afirma que empresa Asa Imperial nunca teve atividade econômica e que ainda está ativa por mera formalidade. Não é disso que a gente está falando. O que interessa é saber por quê uma ministra chupa laranja em horário de trabalho. Cá pra nós, com uma firma chamada Asa, nada disso poderia cheirar bem.
PAREM COM ISSO!
Esse escândalo lá no Amapá e esse outro na Casa Civil estão acabando com o ânimo de Serra: ninguém mais dá bola para a quebra de sigilo fiscal da sua filha e do seu genro. Serra está pedindo pelo amor de todos os deuses que ninguém descubra mais nenhuma maracutaia do governo. Desse jeito, nem mesmo Marina Silva vai ganhar de Dilma em outubro.
Tudo bem, o tenista espanhol Rafael Nadal é mesmo um fenômeno. Acaba de papar o U.S. Open, em Nova Iorque... Mas, o que incomoda é aquela falta de educação e até de higiene dele: antes de qualquer saque, para colocar as bolas em jogo, Rafa sistemática e teimosamente passa a mão direita nos fundilhos, leva-a ao nariz e depois besunta as duas orelhas. Só então, saca para vencer. A mania faz sentido: Nadal sente o som e o cheiro da vitória, bem antes dos seus adversários.
13 de set. de 2010
O lobo convidou o cordeiro para jantar
Como é séria essa dona Erenice Guerra. Viu só? Bastou a alvejante Veja denunciar que ela estaria envolvida em maracutaias e coisas quetais, para ela sair correndo e pedir para o presideus Lula mandar o Conselho de Ética da Presidência da República, bisbilhotar toda a vida dela, dos filhos, das irmãs, dos maridos de cada um, dos cunhados idem, e todo esse pessoal que não tem nada a ver com nada.
Agora, sim. Ligeira como ela só, Erenice apressou-se a pedir que seja investigada por gente da casa. O melhor remédio seria que ela se colocasse à disposição de uma comissão similar no Congresso e ao alcance do faro popular do Ministério Público.
Mas, agora vai!... É bem assim como se fosse o lobo mau chamando o cordeiro para o banquete. Em dez dias, Fábio Coutinho, o La Fontaine da Comissão de Étitica do governo vai relatar a fábula de tudo quanto procurou, procurou e não achou. A única e mais provável descoberta é que o tapete da sala da Casa Civil é de pelego.
Agora, sim. Ligeira como ela só, Erenice apressou-se a pedir que seja investigada por gente da casa. O melhor remédio seria que ela se colocasse à disposição de uma comissão similar no Congresso e ao alcance do faro popular do Ministério Público.
Mas, agora vai!... É bem assim como se fosse o lobo mau chamando o cordeiro para o banquete. Em dez dias, Fábio Coutinho, o La Fontaine da Comissão de Étitica do governo vai relatar a fábula de tudo quanto procurou, procurou e não achou. A única e mais provável descoberta é que o tapete da sala da Casa Civil é de pelego.
Companheiro bom e batuta
Foto: R. Stuckert/PR
Em Criciuma, Santa Catarina, vestido a caráter, Lula falou sobre corrupção e ladroagem, quando discursava a respeito das demandas judiciais que paralisam as obras públicas sob suspeição de irregularidades. Lula aproveitou o embalo para fazer do limão uma limonada. Antes que lhe fosse perguntado, trouxe à baila a prisão dos seus companheiros bons e batutas, da banda amapaense que toca pela varinha de condão do maestro Sarney e que tiraram Dilma para dançar, a pedido do próprio presideus. Com a cara que mais o caracteriza como O Cara, disse que o seu governo não tolera e reprime casos de corrupção.
E rouquejou com absoluto conhecimento de causa: "Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá" - gabou-se, dando as costas para a companheirada de Macapá presa com a boca na botija, como sempre faz quando bate a vergonha de não poder carregar.
No mesmo tom de trairagem, Lula regorgou que o único jeito de criminoso não ser preso no País é "não sendo bandido". E, dando uma banana para os sevandijas que recentemente tinha recomendado ao povo porque "estavam com Dilma" e porque "o que tá bom vai continuar" dedurou sem dó nem piedade, fazendo de conta que foi ele quem mandou a PF lavar a alma nessa Operação Mãos Limpas: "Se for bandido, a gente descobrindo a gente pega".
Quer dizer, se não descobre, a gente recomenda. Nada demais, partindo de onde e de quem parte. Quem tem companheiro assim não precisa de oposição. Pelo que os brasileiros de bem estão vendo, nuncanahistoriadessepaís um presidente mandou prender e arrebentar tantos amigos de fé, camaradas, companheiros bons e batutas.
Você aí que é petista de carteirinha e aliado de boton e pirulito... Sorria, você está sendo filmado! Sua próxima parada pode ser lá na Papuda, junto com a quadrilha do Amapá e levando ainda de brinde o notável guerrilheiro italiano, Cesare Battisti como companheiro de cela. E aí já sabe, né?... Sela, manivela... Ele te pega e apaga a vela.
A Alvejante Veja e o Tapete Mágico
Na República dos Calamares, ninguém chega à Casa Civil impunemente. Zé Dirceu e Dilma estão aí pra não mentir e nem deixar mentir. Agora, Erenice Guerra a mais recente dona civil de casa,está mostrando que nem no nome ela é de boa paz.
Estava no bem-bom da dura lida do seu dia-a-dia caseiro quando, eis que de repente, não mais que de repente, vem a revista Veja e joga para o alto o lixo que vem sendo varrido para baixo do tapete. Isso deveria acabar com qualquer doméstica.
A menos, é claro, que se trate de uma serviçal que se dedique a guardar coisas do arco da velha no baú das miudezas. Coisas assim como fotos, gravações, currículos, diplomas, cuecas sujas, questionários juvenís do tempo do Epa!; essas bugigangas corriqueiras que, ao fim e ao cabo de um boa vassourada se pareça com um dossiê, um banco de dados, com um alfarrábio desses que os subordinados acabam usando como escudo protetor contra os chefes, num caso extremo de quebra da "total confiança".
Escudo, é maneira de dizer. No jargão político-policial isso atende pelo nome de chantagem. Tem gente que é tão boa nessas varreduras que só consegue andar nesse tipo de vassoura. O que corre menos, avoa. Se essas "pessoas não comuns" tivessem que optar por um meio de locomoção para sua ascensão na vida, decerto escolheriam um aspirador de pó. É elétrico, pode ser plugado nas paredes oficiais e combate a poluição do ar de certas casas de Brasília.
Há os que se agarram aos cargos, como se tivessem tentáculos para proteger-se. Outros, nem tanto. Há quem não aguente uma boa nuvem de pó. Perdem o cargo, mas não perdem a pose. É o caso do ínclito assessor da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro. Ele pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira. É inocente, até prova a favor. Caiu de livre e expontânea vontade. Pegou o boné no cabide que tinha na Casa, saiu porta afora, mas diz que "repudia" as acusações feitas pela revista Veja.
O indignado servidor se mandou porque foi um dos protagonistas daquilo que o governo Lula considera mais uma história de ficção da alvejante Veja. A revista o apontou como participante de um, digamos, suposto esquema para beneficiar empresas em contratos com o governo. É por isso que ele manifesta todo o seu repúdio.
Naquele elenco dos "outros nem tanto", a figura principal do enredo é Erenice Guerra, aquela que hoje Dilma trata como sua "antiga subordinada". Aquela mesma que - mostra a Veja - usou uma laranja para criar uma empresa com o filho, cujo nome prenuncia beligerância, Israel Guerra. Com ela, o latão é mais embaixo. Ela levanta poeira e diz que quer ser investigada por comissão de ética.
Isso, no Brasil da Silva, quer dizer o mesmo que foi dito na CPI da PTrobras. Isso, na República dos Calamares, quer dizer o mesmo que outro dia a postulante Dilma disse sobre a quebra de sigilo da filha, do genro, dos anzóis pereiras da familha Zé Serra: "é preciso apurar e ter calma". Marta faria melhor, relaxaria e gozaria.
Enquanto isso, há controvérsias pelos corredores da Casa Civil. Há quem diga e até jure de pés juntos que a irmã de Erenice, Maria Euriza Alves Carvalho, por acaso consultora jurídica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao mesmo Ministério das Minas e Energia - de onde um dia sairam Dilma e a própria Erenice - não deu aval para contrato nenhum sem licitação, firmado com a parentada.
Acontece que - está na Veja e já chegou à mídia retardada - no dia 1º de setembro de 2009, Maria Euriza autorizou a EPE a contratar, sem licitação, o escritório Trajano e Silva Advogados, com sede em Brasília, por um valor de R$ 80 mil. Dentre os advogados do escritório se encontra Antônio Alves Carvalho - imagine só que coincidência! - irmão de Maria Euriza e da ministra Erenice Guerra.
Disso tudo, o que se pode concluir é que a alvejante revista Veja está dando um tiro no pé. Ao realizar mais um pesado trabalho de jornalismo investigativo, acaba apenas mostrando o lixo sob o imenso tapete mágico da Casa aterrada no Palácio do Governo. Ele vai alçar voo e transformar mais um escândalo em milhões de votos. Com pandilhas de sevandijas é assim: quem não corre avoa!
Estava no bem-bom da dura lida do seu dia-a-dia caseiro quando, eis que de repente, não mais que de repente, vem a revista Veja e joga para o alto o lixo que vem sendo varrido para baixo do tapete. Isso deveria acabar com qualquer doméstica.
A menos, é claro, que se trate de uma serviçal que se dedique a guardar coisas do arco da velha no baú das miudezas. Coisas assim como fotos, gravações, currículos, diplomas, cuecas sujas, questionários juvenís do tempo do Epa!; essas bugigangas corriqueiras que, ao fim e ao cabo de um boa vassourada se pareça com um dossiê, um banco de dados, com um alfarrábio desses que os subordinados acabam usando como escudo protetor contra os chefes, num caso extremo de quebra da "total confiança".
Escudo, é maneira de dizer. No jargão político-policial isso atende pelo nome de chantagem. Tem gente que é tão boa nessas varreduras que só consegue andar nesse tipo de vassoura. O que corre menos, avoa. Se essas "pessoas não comuns" tivessem que optar por um meio de locomoção para sua ascensão na vida, decerto escolheriam um aspirador de pó. É elétrico, pode ser plugado nas paredes oficiais e combate a poluição do ar de certas casas de Brasília.
Há os que se agarram aos cargos, como se tivessem tentáculos para proteger-se. Outros, nem tanto. Há quem não aguente uma boa nuvem de pó. Perdem o cargo, mas não perdem a pose. É o caso do ínclito assessor da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro. Ele pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira. É inocente, até prova a favor. Caiu de livre e expontânea vontade. Pegou o boné no cabide que tinha na Casa, saiu porta afora, mas diz que "repudia" as acusações feitas pela revista Veja.
O indignado servidor se mandou porque foi um dos protagonistas daquilo que o governo Lula considera mais uma história de ficção da alvejante Veja. A revista o apontou como participante de um, digamos, suposto esquema para beneficiar empresas em contratos com o governo. É por isso que ele manifesta todo o seu repúdio.
Naquele elenco dos "outros nem tanto", a figura principal do enredo é Erenice Guerra, aquela que hoje Dilma trata como sua "antiga subordinada". Aquela mesma que - mostra a Veja - usou uma laranja para criar uma empresa com o filho, cujo nome prenuncia beligerância, Israel Guerra. Com ela, o latão é mais embaixo. Ela levanta poeira e diz que quer ser investigada por comissão de ética.
Isso, no Brasil da Silva, quer dizer o mesmo que foi dito na CPI da PTrobras. Isso, na República dos Calamares, quer dizer o mesmo que outro dia a postulante Dilma disse sobre a quebra de sigilo da filha, do genro, dos anzóis pereiras da familha Zé Serra: "é preciso apurar e ter calma". Marta faria melhor, relaxaria e gozaria.
Enquanto isso, há controvérsias pelos corredores da Casa Civil. Há quem diga e até jure de pés juntos que a irmã de Erenice, Maria Euriza Alves Carvalho, por acaso consultora jurídica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao mesmo Ministério das Minas e Energia - de onde um dia sairam Dilma e a própria Erenice - não deu aval para contrato nenhum sem licitação, firmado com a parentada.
Acontece que - está na Veja e já chegou à mídia retardada - no dia 1º de setembro de 2009, Maria Euriza autorizou a EPE a contratar, sem licitação, o escritório Trajano e Silva Advogados, com sede em Brasília, por um valor de R$ 80 mil. Dentre os advogados do escritório se encontra Antônio Alves Carvalho - imagine só que coincidência! - irmão de Maria Euriza e da ministra Erenice Guerra.
Disso tudo, o que se pode concluir é que a alvejante revista Veja está dando um tiro no pé. Ao realizar mais um pesado trabalho de jornalismo investigativo, acaba apenas mostrando o lixo sob o imenso tapete mágico da Casa aterrada no Palácio do Governo. Ele vai alçar voo e transformar mais um escândalo em milhões de votos. Com pandilhas de sevandijas é assim: quem não corre avoa!
12 de set. de 2010
Tesoura afiada para Guerra
Tesoura afiada para Guerra
Adivinhe quem foi que leu a Veja e saiu em defesa de Erenice Guerra? Surpresa!.. Ninguém mais nem menos do que Dilma, a dona Solange da República dos Calamares. Era só o que a nova Mulher da Tesoura estava esperando para justificar o projeto de controle social das comunicações que vem sendo elucubrado pelo governo Lula.
Neste fim de semana, ao chegar ao Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, Dilma foi visitar o vice-presidente Zé Alencar, ocupante do terceiro cargo mais importante da República, já que no horário gratuito de TV o PT apresenta Dilma como a mulher que "chegou ao segundo cargo mais importante da República: a chefia da Casa Civil da Presidência da República".
Uma vez por lá, dona Dilma, tesoura afiada, comentou as denúncias trazidas na última edição da revista Veja contra Erenice Guerra, que foi seu braço direito e hoje a substitui no cargo de ministra-chefe da Casa Civil. Como não poderia deixar de ser, Dilma a musa da tesoura - sem se importar em saber se há quem não a julgue confiável - disse que "Erenice Guerra é uma pessoa de total confiança". Não explicou, é claro, de quem e para quem Erenice "é de total confiança".
Ah, sim... Zé Alencar, passa bem, obrigado.
RODAPÉ - Você nem vai acreditar... Mas, ontem domingão 10 de setembro, num arremedo de debate na Rede TV! com parceria da Folha, Dilma nãogarantiu que põe a mão no fogo por Erenice Guerra, aquela a quem agora chama de "minha antiga subordinada".
Adivinhe quem foi que leu a Veja e saiu em defesa de Erenice Guerra? Surpresa!.. Ninguém mais nem menos do que Dilma, a dona Solange da República dos Calamares. Era só o que a nova Mulher da Tesoura estava esperando para justificar o projeto de controle social das comunicações que vem sendo elucubrado pelo governo Lula.
Neste fim de semana, ao chegar ao Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, Dilma foi visitar o vice-presidente Zé Alencar, ocupante do terceiro cargo mais importante da República, já que no horário gratuito de TV o PT apresenta Dilma como a mulher que "chegou ao segundo cargo mais importante da República: a chefia da Casa Civil da Presidência da República".
Uma vez por lá, dona Dilma, tesoura afiada, comentou as denúncias trazidas na última edição da revista Veja contra Erenice Guerra, que foi seu braço direito e hoje a substitui no cargo de ministra-chefe da Casa Civil. Como não poderia deixar de ser, Dilma a musa da tesoura - sem se importar em saber se há quem não a julgue confiável - disse que "Erenice Guerra é uma pessoa de total confiança". Não explicou, é claro, de quem e para quem Erenice "é de total confiança".
Ah, sim... Zé Alencar, passa bem, obrigado.
RODAPÉ - Você nem vai acreditar... Mas, ontem domingão 10 de setembro, num arremedo de debate na Rede TV! com parceria da Folha, Dilma nãogarantiu que põe a mão no fogo por Erenice Guerra, aquela a quem agora chama de "minha antiga subordinada".
11 de set. de 2010
Guerra contra o Brasil
A revista Veja desta semana dá mais um empurrão na corrida da postulante Dilma rumo ao Palácio do Planalto. A reportagem é tão contundente, o escândalo é tão grande que, agora sim, Zé Serra está liquidado de vez. Só a Veja e seus assinantes é que não enxergam: esse era o impulso que faltava para Dilma alcançar, de uma vez por todas, a popularidade do seu criador.
A imundície governamental corajosamente despejada pela Veja respinga o terceiro e o quarto andares do Palácio do Planalto e escorre pela rampa, mas não suja ninguém; muito menos a barra do vestido de gala que dona Dilma já encomendou para o dia da sua posse. Isso vai servir apenas como pupurina. A sujeirada rampeira cai como uma luva.
A imundície governamental corajosamente despejada pela Veja respinga o terceiro e o quarto andares do Palácio do Planalto e escorre pela rampa, mas não suja ninguém; muito menos a barra do vestido de gala que dona Dilma já encomendou para o dia da sua posse. Isso vai servir apenas como pupurina. A sujeirada rampeira cai como uma luva.
O novo fiasctóide do governo Lula, mostra que Israel Guerra, filho de Erenice Guerra — herdeira de Dilma, com papel passado em forma de banco de dados, para ser dona da Casa Civil —, montou uma banda larga para intermediar dinheiro das burras públicas.
O grupelho leva, pelos serviços prestados, a módica taxa de exito de 6%. A garantia de que o trabalho será realizado na maior limpeza é a presença da dona da Casa Civil nas reuniões executivas da bandalha.A Veja mostra tudo. E se você já viu como Dilma - a criatura está para Lula, o seu criador... Pela revista fica sabendo que Erenice está para Dilma como a sua criadora está para a criatura.
As páginas mostram evidências de que a Erenice, companheira boa a batuta de Dilma, é responsável pelo êxito de 6% do filho em negócios com organismos públicos. Empresários que gozaram da confiança de Erenice e Israel Guerra dão com a língua nos dentes e garantem que a ministra-mãe participa de reuniões com clientes do filho e, como está na Veja, se compromete a abrir portas.
Quer saber mais? Trate de correr e vá até à banca mais próxima adquirir o seu exemplar. A edição logo estará esgotada. De leitores, sim... mas principalmente de eleitores da Dilma. Era o que eles mais queriam a tão pouco tempo do dia da eleição. Mais um escândalo de enormes proporções, apenas para banalizar e acusar os adversários de manobras desesperadas de quem não sabe perder.
RODAPÉ - Prezada revista Veja, qual é o espanto? Erenice, não é Guerra? Seu filho, não é Israel Guerra? Era só o que faltava alguém querer que esse tipo de guerra fosse com o Líbano. Guerra assim é sempre contra o Brasil. Só por curiosidade, vá até o Google e procure por Israel Guerra. Veja só o que aparece.
Cabo Eleitoral de 2014
Assim como fez com a turma de Sarney e de Dilma lá no Amapá, Lula está bancando o garoto-propaganda pelo país inteiro, mas com dedicação quase que exclusiva em Minas Gerais.
O eterno correspondente estrangeiro do programa Fantástico nas suas edições de 1900 e antigamente, Hélio Costa, hoje postulante peemedebista ao governo mineiro, tomou Doril: sumiu do horário eleitoral. Seu espaço é de Lula.
Lula, catando votos para Hélio Costa chega ao ponto de imitar Dilma e dizer até que no fundo se acha “mineiro”. E justifica, revelando com orgulho que já bebeu da água do rio São Francisco.
Grandes coisas, uma vez para eleger o petista Fernando Marroni prefeito de Pelotas, Lula gargarejou em termos escatológicos que bebeu água de lá.
Em todo caso, por essas e outras, é que Lula deixa a impressão de que já sente saudade do futuro. Aparece tanto na TV e nos jornais que lhe dão azia que parece já ter começado a campanha de reeleição para 2014.
RODAPÉ - Um dos piores e mais perniciosos exemplos que Lula repassou, ao longo desses oito anos de mandato, é a ousadia e o denodo com que deixa os encargos de presidente da República para desempenhar o papel de cabo eleitoral. No dia 1° de janeiro de 2011 ele desce a rampa do Palácio, deixando no espírito do povo brasileiro a herança maldita de banalizar o escândalo de ter governantes que gostam mais de ser caixeiros-viajantes de malas sem alça do que cumprir a obrigação de presidir o país.
O eterno correspondente estrangeiro do programa Fantástico nas suas edições de 1900 e antigamente, Hélio Costa, hoje postulante peemedebista ao governo mineiro, tomou Doril: sumiu do horário eleitoral. Seu espaço é de Lula.
Lula, catando votos para Hélio Costa chega ao ponto de imitar Dilma e dizer até que no fundo se acha “mineiro”. E justifica, revelando com orgulho que já bebeu da água do rio São Francisco.
Grandes coisas, uma vez para eleger o petista Fernando Marroni prefeito de Pelotas, Lula gargarejou em termos escatológicos que bebeu água de lá.
Em todo caso, por essas e outras, é que Lula deixa a impressão de que já sente saudade do futuro. Aparece tanto na TV e nos jornais que lhe dão azia que parece já ter começado a campanha de reeleição para 2014.
RODAPÉ - Um dos piores e mais perniciosos exemplos que Lula repassou, ao longo desses oito anos de mandato, é a ousadia e o denodo com que deixa os encargos de presidente da República para desempenhar o papel de cabo eleitoral. No dia 1° de janeiro de 2011 ele desce a rampa do Palácio, deixando no espírito do povo brasileiro a herança maldita de banalizar o escândalo de ter governantes que gostam mais de ser caixeiros-viajantes de malas sem alça do que cumprir a obrigação de presidir o país.
O Bodoque quase Funda de Zé Serra
Zé Serra mirou no que viu e acertou no que não viu: "Lula só tem uma chance de ser candidato de novo: se eu ganhar. Se a Dilma ganhar, Lula não se elege deputado"... O tucano calibrou o bodoque - arma temida pela fauna política - na galinhagem aquela de Paulo Maluf com Celso Pitta.
E, enquanto se apoiava nisso para disparar a pedrada, Serra justificou a posição de ataque indagando em forma de resposta: "O que aconteceu com o Maluf em São Paulo? Ninguém sabia quem era o Pitta. Ele elegeu. O que aconteceu?"... Esticou o estilingue e disparou: "Só falta o Lula dizer: não votem em mim se a Dilma não governar bem."
O arremesso do tucano foi na direção do que ele considera a visível incapacidade administrativa de Dilma e no rumo da mosca do alvo governamental, a notória irresponsabilidade do governo do PT que, Serra tem certeza, deixará uma das piores heranças para quem chegar o Palácio no próximo mandato.
Tiro certo? Quê nada, acertou só no que viu. O que não viu está mais vivo e esperto do que nunca. Por pouco tempo, é verdade, mas o suficiente para que Lula consiga que o Brasil tenha Dilmalá.
O que Serra não mirou, foi o tamanho do ego do criador e da sua criatura, além do visível olho-grosso do PMDB por bocas-ricas estatais e da fome e da sede de poder do triunvirato que vem por aí.
Estilingadas à parte, de janeiro pra lá, tudo pode ser assim: Dilma senta na cadeira de Lula; gosta. Lula vê Dilma em sua cadeira; não gosta. Michel Temer, olha de banda; não gosta, nem desgosta. Por isso mesmo quer mais; sempre mais...
E, simples assim, Dilma conviverá com os cutucões de Temer por baixo dos panos e o bafo permanente de Lula na nuca, querendo voltar sem nunca ter deixado a cadeira que tem como dele... Dilma não será a primeira-presidenta do Brasil. Será a primeira-Dona Flor e seus dois maridos do Palácio do Planalto.
A atiradeira de Zé Serra acabou acertando a pedrada. A forquilha lançou o projétil naquilo que é pra lá de nítido não só na alça de mira de um bodoque, mas é visto por Zé Serra e mais de 130 milhões de eleitores no Brasil: "Se Dilma ganhar, Lula não se elege deputado".
RODAPÉ - A arma escolhida pelo tucano para esse duelo ao sol foi o estilingue, vulgo bodoque e atiradeira, porque tem certa similaridade com a funda, inocente objeto de brincadeira que Davi usou como artefato bélico para derrotar o gigante Golias. Faz sentido. Pelo menos, está na Bíblia.
E, enquanto se apoiava nisso para disparar a pedrada, Serra justificou a posição de ataque indagando em forma de resposta: "O que aconteceu com o Maluf em São Paulo? Ninguém sabia quem era o Pitta. Ele elegeu. O que aconteceu?"... Esticou o estilingue e disparou: "Só falta o Lula dizer: não votem em mim se a Dilma não governar bem."
O arremesso do tucano foi na direção do que ele considera a visível incapacidade administrativa de Dilma e no rumo da mosca do alvo governamental, a notória irresponsabilidade do governo do PT que, Serra tem certeza, deixará uma das piores heranças para quem chegar o Palácio no próximo mandato.
Tiro certo? Quê nada, acertou só no que viu. O que não viu está mais vivo e esperto do que nunca. Por pouco tempo, é verdade, mas o suficiente para que Lula consiga que o Brasil tenha Dilmalá.
O que Serra não mirou, foi o tamanho do ego do criador e da sua criatura, além do visível olho-grosso do PMDB por bocas-ricas estatais e da fome e da sede de poder do triunvirato que vem por aí.
Estilingadas à parte, de janeiro pra lá, tudo pode ser assim: Dilma senta na cadeira de Lula; gosta. Lula vê Dilma em sua cadeira; não gosta. Michel Temer, olha de banda; não gosta, nem desgosta. Por isso mesmo quer mais; sempre mais...
E, simples assim, Dilma conviverá com os cutucões de Temer por baixo dos panos e o bafo permanente de Lula na nuca, querendo voltar sem nunca ter deixado a cadeira que tem como dele... Dilma não será a primeira-presidenta do Brasil. Será a primeira-Dona Flor e seus dois maridos do Palácio do Planalto.RODAPÉ - A arma escolhida pelo tucano para esse duelo ao sol foi o estilingue, vulgo bodoque e atiradeira, porque tem certa similaridade com a funda, inocente objeto de brincadeira que Davi usou como artefato bélico para derrotar o gigante Golias. Faz sentido. Pelo menos, está na Bíblia.
Dialeto do Arco da Velha
01. Era um lugar de muitos caminhos, cheio de biriquetes.
02. Elgomar Hadtke gosta de ver as coisas na TV; ele bispa tudo que está acontecendo.
03. Carlos Vignolo abriu o postigo da janela e se deu ao desfrute de mais um charuto.
04. Mário Franco no Caiçara, ao lado de Heleno Varela, era uma judiaria.
05. O Ambrósio Andrade fica encanzinado em dia de Bra-Pel.
02. Elgomar Hadtke gosta de ver as coisas na TV; ele bispa tudo que está acontecendo.
03. Carlos Vignolo abriu o postigo da janela e se deu ao desfrute de mais um charuto.
04. Mário Franco no Caiçara, ao lado de Heleno Varela, era uma judiaria.
05. O Ambrósio Andrade fica encanzinado em dia de Bra-Pel.
10 de set. de 2010
HÁ DIFERENÇAS
Não é porque Lula da Selva diz que "Waldez Góis está com Dilma" que Dilma deve ser considerada como se fosse igualzinha ao Waldez Góis. Há pelo menos duas grandes diferenças entre os dois: uma, ela é mulher; outra, ele já está preso.
OS PASSIVOS
Os marqueteiros de Zé Serra, são mesmo aqueles que não restam a menor dúvida. Quanta inércia! Quanta passividade! São incapazes até para inventar um factóide simples e cheio de ternura como esse neto que o lado de lá arranjou para Dilma, nesse feriadão da República. Que coisa, não?!?
OS ATIVOS
O pessoal da Dilma é outra coisa! Entre a invasão de privacidade fiscal da filha e a violação do sigilo do genro de Zé Serra, ainda encontrou tempo para arrumar um neto para Dilma. Quanta atividade!
DIABÉTICOS
Lula está cada vez mais acima da lei e da ordem, do bem e do mal. Debocha de tudo um pouco. Às vezes até demais. Nessa história do sigilo partido em prol de mais um saudável e esclarecedor "banco de dados", disse rindo às escâncaras: "O povo nem entende o que é dossiê. O povo pensa que dossiê é doce". Se fosse doce mesmo, o governo do PT estaria todinho hoje sofrendo de diabetes.
Não é porque Lula da Selva diz que "Waldez Góis está com Dilma" que Dilma deve ser considerada como se fosse igualzinha ao Waldez Góis. Há pelo menos duas grandes diferenças entre os dois: uma, ela é mulher; outra, ele já está preso.
OS PASSIVOS
Os marqueteiros de Zé Serra, são mesmo aqueles que não restam a menor dúvida. Quanta inércia! Quanta passividade! São incapazes até para inventar um factóide simples e cheio de ternura como esse neto que o lado de lá arranjou para Dilma, nesse feriadão da República. Que coisa, não?!?
OS ATIVOS
O pessoal da Dilma é outra coisa! Entre a invasão de privacidade fiscal da filha e a violação do sigilo do genro de Zé Serra, ainda encontrou tempo para arrumar um neto para Dilma. Quanta atividade!
DIABÉTICOS
Lula está cada vez mais acima da lei e da ordem, do bem e do mal. Debocha de tudo um pouco. Às vezes até demais. Nessa história do sigilo partido em prol de mais um saudável e esclarecedor "banco de dados", disse rindo às escâncaras: "O povo nem entende o que é dossiê. O povo pensa que dossiê é doce". Se fosse doce mesmo, o governo do PT estaria todinho hoje sofrendo de diabetes.
Selva política
A fauna que manda na selva política do Brasil está toda ouriçada. Os porcos e os espinhos saltitam como se hoje fosse o dia do caçador.
É que o governador do Amapá, companheiro Pedro Paulo Dias (PP), e mais 17 "pessoas não comuns" foram presas na manhã desta sexta-feira, um ensolarado e republicano dia 10. A caçada foi em Macapá, num safari cognominado Operação Mãos Limpas pela Polícia Federal.
As aves raras são todas suspeitíssimas de integrar um bando que desviava verba pública. A revoada criminosa desviava recursos do Estado e da União. Era composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários.
Até aí, grandes coisas. O que não falta nas selvas políticas brasileiras é governante safardana, com jeito de animal social. O que chamou a atenção de alguns desavisados - só de alguns, já que o resto não se espanta mais - é que o presideus Lula da Selva foi, no programa eleitoral gratuito lá no Amapá, o grande garoto-propaganda da feroz espécie hoje enjaulada.
Naquele campeão de audiência, sem cerimônia, sentindo-se à vontade como se estivesse em casa, entre velhos companheiros bons e batutas, Lula da Selva - o Tarzan brasileiro foi salvar a Jane que ele mesmo criou, como se fosse a sua macaca de auditório. E entã, já na pele de presideus, pediu votos para Góes e, com um grito preso na garganta, disse que Dilma Rouseff vai precisar deles: "No Amapá, vote em Waldez Góes, que está com Dilma".
É que o governador do Amapá, companheiro Pedro Paulo Dias (PP), e mais 17 "pessoas não comuns" foram presas na manhã desta sexta-feira, um ensolarado e republicano dia 10. A caçada foi em Macapá, num safari cognominado Operação Mãos Limpas pela Polícia Federal.
As aves raras são todas suspeitíssimas de integrar um bando que desviava verba pública. A revoada criminosa desviava recursos do Estado e da União. Era composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários.
Até aí, grandes coisas. O que não falta nas selvas políticas brasileiras é governante safardana, com jeito de animal social. O que chamou a atenção de alguns desavisados - só de alguns, já que o resto não se espanta mais - é que o presideus Lula da Selva foi, no programa eleitoral gratuito lá no Amapá, o grande garoto-propaganda da feroz espécie hoje enjaulada.
Naquele campeão de audiência, sem cerimônia, sentindo-se à vontade como se estivesse em casa, entre velhos companheiros bons e batutas, Lula da Selva - o Tarzan brasileiro foi salvar a Jane que ele mesmo criou, como se fosse a sua macaca de auditório. E entã, já na pele de presideus, pediu votos para Góes e, com um grito preso na garganta, disse que Dilma Rouseff vai precisar deles: "No Amapá, vote em Waldez Góes, que está com Dilma".
Lula da Selva sabia muito bem o que estava dizendo. Mas, a peça publicitária que corre o Amapá de ponta a ponta, da cabeça aos pés, diz tudo que se precisa saber. É com esse cartaz que a gente fica sabendo a razão fundamental do apoio de Lula: "O que tá bom vai continuar". Bom pra eles.
Se fosse um história urbana, alguém diria que Lula da Selva era o pintor de quem puxaram a escada, deixando-o agarrado no pincel... Como o caso se passa na selva, Jane ficou sem o cipó, mas não consegue abandonar o Tarzan. Ziraldo, o bolsista, sabe do que a gente está falando.
As marcas do pulo do gato
A comprovada e cuidadosa experiência de não deixar rastros, de apagar pegadas e vestígios na montagem de dossiês e bancos de dados, não se repete na rotina do cotidiano de quem já se apropriou das coisas públicas nesse país.
Dona Dilma está, desde ontem, em Porto Alegre, circulando pelos corredores do hospital Moínhos de Vento, acalentando os sonhos de Gabriel, seu primeiro neto. Fica por lá, até amanhã, quando então retomará a agenda dos palanques ao lado de seu grande cabo eleitoral.
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Div
Dilma, para assumir publicamente os ares de primeira-avó da República dos Calamares, não foi sozinha. Não é uma coisa assim banal, como o nascimento do neto de "pessoas comuns".
Foi acompanhada pelo plantel que condiz com uma postulante ao Palácio do Governo. Na comitiva, inclusive, está o fotógrafo Roberto Stuckert Filho, servidor da Presidência da República.
E lá está para bem servir à imagem da nova musa da tesoura no Brasil. Um pequeno descuido, certamente provocado pela mesmice de infrações menores. Um pulinho de gato a mais, desprovido da necessidade de álibis, ou dissimular provas e evidências. Coisa própria de "pessoas não comuns" - como recomenda o presideus.
Para esse tipo de cometimentos menores, ainda que impróprios e improbos, já nem julgam necessários os cuidados de sempre. Mas a desfaçatez está lá emoldurando o flagrante do dia. A foto da primeira-avó republicana ostenta o crédito profissional por extenso: "Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação".
Mesmo que, amanhã ou depois, diante de quaisquer comentários considerados pelo staf amestrado de Franklin Martins - O Homem da Tesoura, como "críticas persecutórias", de nada valerão os argumentos de que o diligente profissional da máquina fotográfica está em pleno e merecido gozo de férias. O chute - para ser bem lulático e usar o futebol como metáfora - vai bater na trave.
Não há como justificar a edição da imagem de dona Dilma pousando para a posteridade, com a assinatura da "Presidência da República", ainda mais com o material carregando o tradicional selo de "Divulgação". É o carimbo do uso e abuso da máquina pública.
Dessa vez, o gato deu o pulo mas deixou a marca das patas. Claro, se o fato não fosse um primeiro-neto e sim um novo dossiê, a versão não deixaria vestígios, nem evidências, nem provas - como os tribunais estão cansados de saber e de dizer.
Dona Dilma está, desde ontem, em Porto Alegre, circulando pelos corredores do hospital Moínhos de Vento, acalentando os sonhos de Gabriel, seu primeiro neto. Fica por lá, até amanhã, quando então retomará a agenda dos palanques ao lado de seu grande cabo eleitoral.
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Div
Dilma, para assumir publicamente os ares de primeira-avó da República dos Calamares, não foi sozinha. Não é uma coisa assim banal, como o nascimento do neto de "pessoas comuns".
Foi acompanhada pelo plantel que condiz com uma postulante ao Palácio do Governo. Na comitiva, inclusive, está o fotógrafo Roberto Stuckert Filho, servidor da Presidência da República.
E lá está para bem servir à imagem da nova musa da tesoura no Brasil. Um pequeno descuido, certamente provocado pela mesmice de infrações menores. Um pulinho de gato a mais, desprovido da necessidade de álibis, ou dissimular provas e evidências. Coisa própria de "pessoas não comuns" - como recomenda o presideus.
Para esse tipo de cometimentos menores, ainda que impróprios e improbos, já nem julgam necessários os cuidados de sempre. Mas a desfaçatez está lá emoldurando o flagrante do dia. A foto da primeira-avó republicana ostenta o crédito profissional por extenso: "Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação".
Mesmo que, amanhã ou depois, diante de quaisquer comentários considerados pelo staf amestrado de Franklin Martins - O Homem da Tesoura, como "críticas persecutórias", de nada valerão os argumentos de que o diligente profissional da máquina fotográfica está em pleno e merecido gozo de férias. O chute - para ser bem lulático e usar o futebol como metáfora - vai bater na trave.
Não há como justificar a edição da imagem de dona Dilma pousando para a posteridade, com a assinatura da "Presidência da República", ainda mais com o material carregando o tradicional selo de "Divulgação". É o carimbo do uso e abuso da máquina pública.
Dessa vez, o gato deu o pulo mas deixou a marca das patas. Claro, se o fato não fosse um primeiro-neto e sim um novo dossiê, a versão não deixaria vestígios, nem evidências, nem provas - como os tribunais estão cansados de saber e de dizer.
9 de set. de 2010
O Golaço Final
O Garanhão de Pelotas acaba de tomar o gol decisivo de Humberto Zachia Alan. Beto, o inventor dos golaços aquarianos - aqueles que você de passagem ouve gritar e quando olha não vê nada, nem sabe quem foi, nos cutucou de um lado e foi para o outro. A gente olha e não o encontra mais. As vitrines da antiga Casa Americana - país baixo do Sobrado - já não mostram mais o seu enorme e desenvolto manequim. A esquina do Aquário - café onde Beto entrava só para fazer xixi no mundo - perdeu a graça do chiste abusado e irônico do Doutor Alan - aquele que, por piada, escolhia desafetos eventuais com tanta facilidade, quanto mantinha amigos de verdade para sempre.
Um Dry Martini para brindar a Independência
Estava apenas começando para o Garanhão de Pelotas mais um feriadão do 7 de Setembro - aniversário da independência do Brasil que abriu as portas para os democratas e republicanos que andam festejando por aí. Era o entardecer de sexta-feira, um já longínquo dia 3. A tarde permissiva, caía de mansinho deixando chegar a noite. Tinha um belo ocaso por testemunha.
O céu de Brasília tinha as cores que só as lentes curiosas de Mike Ronchi - A Máquina de Fotografar conseguem capturar. Lindas de se ver, ainda mais da sacada do solar do Garanhão que dá de frente para o Nordeste que começa no Centro-Oeste com Planaltina de Goiás, Formosa, Cristalina e se vai para as areias de Fortaleza, dos melhores preamares que se escancaram para o mundo.
Melhor ainda, quando - com um violão no colo - se sorve lenta, preguiçosamente, um Dry Martini à moda Winston Churchil: duas doses generosas de London Gin, espraiando-se numa pedraria de gelo, uma azeitona furada por dois palitos navegadores e um breve olhar para a cristaleira onde se encontram as garrafas de Martini seco.
Mike olha para o Garanhão e fala de política, assim por falar: - Você vai mesmo anular o voto?
- Com certeza. Nada contra Zé Serra, Dilma ou Marina; nem a favor... Muito pelo contrário.
- Como assim?
- Ora, Mike. Isso aqui não é a Itália. É o meu Brasil izoneiro...
Aí, uma pequena pausa para calar o som de Tom e Vinícius que saía da meia dúzia de acordes que o Garanhão sabe tocar, um gole a mais no zimbro e cereais destilados e a fastidiosa explicação:
- Bolas, Mike... Não é porque se trate de Serra, Dilma ou Marina. Não voto porque é mais uma eleição. Sou independente. Ninguém me obriga a nada, muito menos a votar. Quando o voto for um direito e não uma obrigação, eu serei de novo um eleitor.
- Simples assim?
- Nem tanto. Volto a votar se for para eleger os candidatos a candidatos. Hoje, ao invés dessa gente escolhida por gente como essa gente, prefiro os meus vizinhos aqui da rua onde moro.
- ?!?
- Eles não me pedem nada, nem me prometem nada; como eu também não lhes peço, nem prometo coisa alguma. Mas eu sei e eles sabem que quando for preciso, podemos contar uns com os outros.
- Hmm, faz sentido.
Um breve silêncio cercou mais uma dose e, antes que o violão gemesse outra vez, o Garanhão de Pelotas murmurou com um pequeno sorriso repuxado para o lado direito da face:
- Ainda assim veja bem: por aqui, as janelas tem grades e todos os quintais tem muros.
Ali ao lado, logo abaixo, do outro lado do jardim - a mulher do vizinho mal escondida dentro de um biquini, saía da piscina, rumo a um Martini com cereja. Doce Martini.
Lá bem à frente, até à linha do horizonte, as luzes da cidade de Sobradinho - encravada um pouco pra lá da chamada Região dos Lagos - saudavam a lua gigante que se exibia nua, inteira e extasiadamente nua. O feriadão estava apenas começando...
O céu de Brasília tinha as cores que só as lentes curiosas de Mike Ronchi - A Máquina de Fotografar conseguem capturar. Lindas de se ver, ainda mais da sacada do solar do Garanhão que dá de frente para o Nordeste que começa no Centro-Oeste com Planaltina de Goiás, Formosa, Cristalina e se vai para as areias de Fortaleza, dos melhores preamares que se escancaram para o mundo.
Melhor ainda, quando - com um violão no colo - se sorve lenta, preguiçosamente, um Dry Martini à moda Winston Churchil: duas doses generosas de London Gin, espraiando-se numa pedraria de gelo, uma azeitona furada por dois palitos navegadores e um breve olhar para a cristaleira onde se encontram as garrafas de Martini seco.
Mike olha para o Garanhão e fala de política, assim por falar: - Você vai mesmo anular o voto?
- Com certeza. Nada contra Zé Serra, Dilma ou Marina; nem a favor... Muito pelo contrário.
- Como assim?
- Ora, Mike. Isso aqui não é a Itália. É o meu Brasil izoneiro...
Aí, uma pequena pausa para calar o som de Tom e Vinícius que saía da meia dúzia de acordes que o Garanhão sabe tocar, um gole a mais no zimbro e cereais destilados e a fastidiosa explicação:
- Bolas, Mike... Não é porque se trate de Serra, Dilma ou Marina. Não voto porque é mais uma eleição. Sou independente. Ninguém me obriga a nada, muito menos a votar. Quando o voto for um direito e não uma obrigação, eu serei de novo um eleitor.
- Simples assim?
- Nem tanto. Volto a votar se for para eleger os candidatos a candidatos. Hoje, ao invés dessa gente escolhida por gente como essa gente, prefiro os meus vizinhos aqui da rua onde moro.
- ?!?
- Eles não me pedem nada, nem me prometem nada; como eu também não lhes peço, nem prometo coisa alguma. Mas eu sei e eles sabem que quando for preciso, podemos contar uns com os outros.
- Hmm, faz sentido.
Um breve silêncio cercou mais uma dose e, antes que o violão gemesse outra vez, o Garanhão de Pelotas murmurou com um pequeno sorriso repuxado para o lado direito da face:
- Ainda assim veja bem: por aqui, as janelas tem grades e todos os quintais tem muros.
Ali ao lado, logo abaixo, do outro lado do jardim - a mulher do vizinho mal escondida dentro de um biquini, saía da piscina, rumo a um Martini com cereja. Doce Martini.
Lá bem à frente, até à linha do horizonte, as luzes da cidade de Sobradinho - encravada um pouco pra lá da chamada Região dos Lagos - saudavam a lua gigante que se exibia nua, inteira e extasiadamente nua. O feriadão estava apenas começando...
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