6 de mai de 2011

HOMOAFETIVIDADES

Mirolhando o que passa pelas cabeças que mandam nessa grande República que é o Brasil, o Garanhão de Pelotas  ficou encucado quando o Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva.

Amigo de infância do expert em casamentos, Nelson Rodrigues, o Garanhão  logo se lembrou do velho jornalista e dramaturgo. Acha que, onde quer que Nelson esteja, ele se repetirá com enorme prazer: "Toda unanimidade é burra"!

O mesmo se dá com relação ao velho parceiro de noitadas muito loucas, o cantor Tim Maia. O Garanhão  tem certeza absoluta que lá pelas mesmas cercanias do além, Tim Maia nunca mais vai entoar o sucesso "Vale Tudo"... Aquele que avisava: "só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher"...

O nosso lorde de plantão lembra que decisão de juiz não se discute. Cumpre-se! Mas sempre há quem fique com um pé atrás: - União homoafetiva, tudo bem, mas casamento de viado, pooode?!?

RODAPÉ - É como diz o Garanhão de Pelotas, quando se faz filósofo: homoafetividade é uma coisa; viadagem é outra e assim como são os homens, são as criaturas; e como são as coisas, são os objetos. O lado ruim dessa coisa toda, pondera o Garanhão, é a homoafetação.

CALMA, SANTA!

Grande coroínha nos seus tempos de criança, quando escapou arranhando da pederastia rasgada, o Garanhão de Pelotas, já teve notícias de que mal foi criada pelo Supremo, a lei que reconhece a união homoafetiva já começou a ser bagunçada: o bofe do seu vizinho gay pediu a lésbica do terceiro andar em casamento.

O pároco da aldeia, ao saber que tinham a benção do Supremo, rezou um pai-nosso e dez ave-marias. Ele achou que nuncanahistoriadessepaís o céu foi tão bagunçado. O Garanhão  jura por tudo quanto é mais sagrado que o padre só ficou mais calmo quando se deu conta de que o Supremo, no caso, era um tribunal dos homens.

Assim mesmo, mandou avisar que só realiza a cerimônia depois da regulamentação da lei no Congresso Nacional. Observador atento, o Garanhão  garante que, pelo jeito de ser, de vestir, de andar, de olhar e de falar da maioria esmagadora dos políticos que habitam aquela tolerante Casa, isso não vai demorar nada. Nadinha.

MORAL DA HISTÓRIA - Homoafetividade, sim; homoafetação, no Brasil, nunca mais!